Arquivo para a categoria 'Igreja'

28
dez
09

Ano Novo Tudo Novo!

O nascer de um novo ano é sempre um bom tempo para analisarmos nossos conceitos, atitudes, caminhos…

É sempre bom fazer promessas, e melhor ainda é cumpri-las!

Ter novos rumos e novos oportunidades é sempre bom principalmente em um novo ano!

Deixo um recado para vocês da Nívea Soares, o que ela deseja é o mesmo que desejo para vocês!

Ótima virada de ano e muitas realizações no decorrer dele!

25
dez
09

Verdadeiro Natal

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós (…)” João 1:14
“E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.”Ef. 2:6

  • O Trono

Vislumbre o Trono Celestial, sua magnitude, esplendor e glória, e embaixo dele uma escada com vários degraus. Sua extremidade superior toca o céu e a outra a terra. Exatamente igual à escada que Jacó viu. No entanto, nestes degraus quem descerá será o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Sua descida é a consumação de um plano que começou antes mesmo da criação.

Um projeto celestial que teve inicio antes de Adão ouvir a serena Voz de Deus, e agora, o céu inteiro aguarda e observa. Todos os olhos se fixam numa figura: O Rei Supremo.

O céu está emudecido. Até os anjos silenciaram. O motivo foi um decreto, todo o céu está ciente: “O Rei descerá”. Deixará seu Trono, sua coroa, seu cetro. Abdicará da sua majestade, esplendor e glória. Nada pode contê-lo, ninguém pode detê-lo.

Anjos, Arcanjos, Querubins e Serafins, todo o exército celestial acompanha atentamente o movimento no céu. Algo está prestes a acontecer. Deus entregará seu Filho Unigênito, o Único e Incomparável.

E Ele virá de forma simples e humilde. Degrau após degrau; ato após ato; renúncia após renúncia. Ele descerá, e então subiremos. Escalaremos pela fé os degraus da Salvação. Amparados pela potente mão do Rei.

Cada degrau representa uma situação vivenciada por Jesus para que todos pudessem ter acesso à salvação. Seu nascimento, sua vida, sua missão e sua morte. Tudo planejado. Tudo esperado.

  • Inicia-se a Descida

Noite em Belém. Estaleiro, fenos, vacas, escuridão (…) Este é o cenário.

José e Maria estão cansados, acabaram de chegar de Nazaré. Os pés estão com bolhas e a fadiga é estressante. Suas mentes estão confusas, talvez desanimados. Receberam uma grande promessa de que Aquele menino que nasceria seria o Messias aguardado por Israel. No entanto, a situação é inversa.
Tiveram que sair da Galiléia para que José viesse alistar-se em Belém, cidade de sua linhagem familiar.

A esposa começa a ter contrações que aumentam gradativamente. A hora é chegada. O grande momento. Nasce o menino profetizado.

Não encontram um lugar confortável. A estalagem esta cheia. Inicia-se uma disputa por lugar com alguns animais. Ele perde espaço, o que resta é uma manjedoura avistada por José. Isso mesmo!!! Um objeto utilizado para dar comida para os animais é o local onde o Filho de Deus receberá seus primeiros toques de carinho humano. Pegam o pequeno garoto, envolvem-no em um pano e deitam ali o Rei dos Reis.

Não concordo! Pode ser a exclamação de alguém (A minha também!).

Por que o nascimento de Jesus, o Filho de Deus, não se deu de maneira esplendorosa? Podemos indagar.

No nosso cenário o Messias deveria ser recepcionado numa enorme festa de boas vindas; no mais belo Palácio; na mais bela noite.

Seu berço seria adornado de ouro reluzente, coberto com panos de seda. Provindo de uma família Real, teria uma infinidade de empregados para lhe servir.

- Tudo bem que Deus, na sua infinita graça, deu seu único Filho; agora, não poderia ter vindo de forma notória e esplendida? Indagamos.

Lucado fez sua conjectura acerca da reação de Gabriel ao saber que Jesus desceria:

“Gabriel deve ter colocado as mãos na cabeça com esta incumbência. Ele não era de questionar as missões dadas por Deus. Enviar fogo e dividir mares faz parte dos seus trabalhos da eternidade para este anjo. Quando Deus mandava, Gabriel obedecia.
E, quando soube que Deus tornar-se-ia homem, Gabriel ficou entusiasmado, visualizando o momento.
O Messias em uma carruagem reluzente.
O Rei descendo em uma nuvem de fogo.
Uma explosão de luz da qual emergirá o Messias.”

Yancey também relata a versão de J. B. Philips acerca de um anjo antigo que está mostrando a um anjo muito jovem os esplendores do universo.

“Eles vêm galáxias turbilhonantes e sóis flamejantes, e depois adejam através de distâncias infinitas do espaço até que finalmente entram em certa galáxia de 500 bilhões de estrelas.
Enquanto os dois se aproximam da estrela a que chamamos sol e dos seus planetas circulantes, o anjo mais velho aponta para uma esfera pequena e um tanto insignificante que se movia muito lentamente sobre o seu eixo. Ela parecia tão sem graça quanto uma bola de tênis suja para o pequeno anjo, cuja mente estava cheia do tamanho e da glória de tudo quanto vira.
- Quero que você observe esse planeta em particular. Disse o anjo mais velho, apontando com o dedo.
- Bem, parece muito pequeno e um tanto sujo. Disse o pequeno anjo. – O que há de especial nele.
- Este é o planeta visitado pelo Nosso Grande Deus. Respondeu
- Você quer dizer que o nosso grande e glorioso Príncipe (…) desceu em Pessoa para essa bolinha de quinta categoria? Por que Ele fez uma coisa dessas? (…)
O rosto do pequeno anjo enrugou-se de desgosto.
- Você está me dizendo que Ele desceu tão baixo para se tornar uma daquelas criaturas rastejantes e arrepiadoras daquela bola flutuante?
- Sim, e não penso que Ele gostaria de que você as chamasse de “criaturas rastejantes e arrepiantes” com esse tom de voz. Pois, por estranho que possa parecer para nós, Ele as ama. Ele desceu para visitá-las a fim de torna-las parecidas com Ele.
O pequeno anjo ficou pasmado. Tal pensamento estava além de sua compreensão.

Todavia, nós erramos quando pensamos que Deus deve agir da mesma forma que agiríamos. Quando imaginamos que os padrões do Criador são os mesmos que os nossos e quando indagamos a forma de agir do Criador.

A forma que o Rei estabeleceu para viver foi notória do seu nascimento à sua morte. O padrão constituído foi um culto à simplicidade e um grito pela humildade.

Simplicidade e Reino não são antagônicos, assim como humildade e poder.

Ele nasceu em um estábulo. Teve pais muito pobres. Viveu em total obscuridade na Galiléia. Por que Jesus assumiu uma posição tão baixa em sua encarnação? Para que soubéssemos que ninguém fica fora de sua graça. Todos são importantes aos olhos de Deus. Jesus identificou-se com aqueles que estão no degrau mais baixo da escada, o que significa que todos têm esperança por causa da encarnação do verbo; por causa da descida de Deus. Quer seja branco ou negro, rico ou pobre, bonito ou feio. Todos são iguais aos olhos de Dele.

  • No Nosso Lugar

De fato, o objetivo principal de Jesus ao descer era colocar-se no lugar de cada ser humano. Não bastava tão somente uma obra de salvação constituída meramente por palavras; era necessário um ato de salvação, uma atitude de redenção. E foi exatamente o que Deus fez. Largou as vestes gloriosas do céu e tomou as panos da humanidade. Deixou a magnitude do firmamento pela simplicidade terrena. Fez isso porque sabia exatamente qual era a nossa necessidade.
Se você se aproximar de qualquer pessoa e perguntar qual é a sua necessidade mais profunda, se ela for completamente honesta, se tiver alguma informação… a resposta será Jesus.

Mas deixe-me completar esse texto com uma pergunta e uma resposta.

A pergunta é: Você sabe por que Jesus desceu?

Eis a resposta: Ele desceu para que nós subíssemos!

Escalássemos os degraus da fé até chegarmos à Sua santa presença. Paulo é quem explica:

“E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.”Ef. 2:6

Compreende agora?
Ele desceu para que subíssemos;
Ele morreu para que vivêssemos;
Ele nasceu para nos dar vida eterna.

Esse é o verdadeiro propósito do natal!

Por  Valmir Nascimento Milomem

Disponível em http://comoviveremos.com/2008/12/24/verdadeiro-natal/

14
dez
09

Coração Todo Teu

Fim de ano é sempre tão corrido…

Provas finais, festas, confraternizações, relatórios, compromissos… a agenda fica pequena.

Ás vezes tenho a nítida impressão que não vou conseguir cumprir tudo o que é necessário. Nesta hora é que tenho que correr para os pés daquEle que me capacita em todas as coisas. Sem Jesus é impossível prosseguir…

Apesar de tantas atividades ainda quero manter o meu coração totalmente em Jesus!

07
dez
09

Desafios das juventudes

Pensar em desafios comuns para a juventude do Brasil é algo praticamente impossível devido à variedade de tribos e perfis, que carregam consigo objetivos distintos, gerados por suas próprias culturas e tradições. Tenho buscado do Espírito alguns “insights” sobre os sonhos dele para a juventude. Talvez eu cite algo que tenha a ver com sua vida dentro do seu contexto.

Há pouco tempo um amigo me telefonou: “Cara, hoje eu acordei atrasado para o trabalho, nem tive tempo de comer. Tenho prova a noite na “facul” e vou direto, não vai dar tempo de passar em casa”. É possível ter tempo para Deus e para nutrir uma espiritualidade sadia neste contexto urbano? Se disser para alguns daqueles com quem ando para olharem os lírios do campo, com certeza me dirão: “Que horas eu paro pra ver?”.

Um dos desafios dos jovens é viver nas cidades fazendo com que seu coração ainda permaneça no jardim. Nutrir uma espiritualidade sadia não está relacionado ao peso de uma tradição que te obrigue a ler um capítulo da Bíblia todos os dias e sim ao pertencimento e à pré-disposição em manter um relacionamento com Deus. Quando existe tal consciência, isso pode ser suprido no ônibus a caminho do “trampo”, em casa em frente ao “micro” ou em qualquer outro lugar. Não significa ir ao culto aos domingos, mas resgatar o conceito bíblico de que o culto é em todo tempo e em todo lugar.

A tendência, ao nutrirmos uma espiritualidade sadia em meio a um mundo em que tudo é “fast”, é queremos que tudo na vida se desenrole assim. Afinal, a “food” é “fast” e já não é de hoje que o miojo fica pronto em três minutos, a internet é rápida e a banda é larga. Os relacionamentos se tornaram superficiais. Se alguém vê, já não espera. Já dizia um pastor amigo: “Nada sagrado pode ser ‘fast’”.

Outro “insight” é viver o evangelho encarnacional em meio a uma sociedade competitiva e individualista. Dizer não a nós mesmos para nos tornarmos como Jesus, sendo capazes de aceitar as diferenças do outro e de nos submetermos ao próximo em amor. Abrir mão de si em favor do outro é um desafio que contraria os valores da sociedade pós-moderna.

O maior desafio é entregar completamente a vida em favor do reino de Deus e da missão. Re-significar o antigo conceito de carregar a cruz e lembrar que isso não está relacionado ao fardo de um namorado ou de uma família que chamamos de cruz. É saber que “a missão não faz parte da nossa vida; a missão é a nossa vida”, o que se desdobra em uma entrega total do que temos e do que somos. Eu não tenho uma missão — a missão é que me tem.

Salvação não é simplesmente um lugar para onde vamos quando morrermos. Ela é a total reorientação da vida de um indivíduo e de uma comunidade. Jesus diz: “Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.10). Salvação é conhecer a Deus e a partir disso re-significar nossa vida. A salvação em Cristo nos lança ao Pai e nos torna gente como o Filho, capazes de amar e de nos doar ao outro. Ela é capaz de nos salvar de nós mesmos, de nossa ignorância e de nosso egoísmo. Nosso maior desafio ainda é abrirmos mão de nós mesmos por amor a Jesus e a seu evangelho, e a partir disso vivermos uma vida com um significado maior do que o simples acúmulo de bens. Isso é vida eterna hoje.

Rogério Quadra, 27 anos, trabalha com juventude estudantil pela Mocidade Para Cristo e com menores infratores na Fundação Casa (antiga FEBEM).

QUADRA, Rogério. Desafios da Juventude. Disponível em <http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=2412&secMestre=2447&sec=2456&num_edicao=319&palavra=juventude#>. Acesso em 07/12/2009.

30
nov
09

Faculdade tira jovens da Igreja

Maioria dos universitários cristãos desviam

Pesquisa realiazada em 2006 por Steve Herderson, presidente do Instituto Christian Consulting for Colleges and Ministries demonstrou que cerca de 58% dos jovens cristãos nos Estados Unidos se afastaram da Igreja ao ingresar à universidade. A pesquisa foi também aplicada dentro das universidades brasileiras e o resultado foi o mesmo.

Para muitos jovens o primeiro contato com a universidade é conflituoso. Novos contatos, relacionamentos e muitas vezes conflito de idéias. O repórter e humorista Danilo Gentili, do programa CQC, da Rede Bandeirantes de Televisão, de forma sarcástica, sintetizou neste final de semana em entrevista à Contigo, o que acontece nestes ambientes. “Faculdade serve para ir ao bar e fumar maconha, mas nem isso eu fiz” afirmou Gentili, que segundo declarações anteriores, foi criado na Igreja Batista e tinha o sonho de se tornar pastor. O publicitário desistiu do desejo após ser expulso por mau comportamento.

A pesquisa com o título ‘Uma questão de valor versus custo’, mostrou que 58¨% dos jovens cristãos se afastaram da igreja ao ingressar na faculdade, evidenciou o despreparo que muitos deles têm para enfrentar os conflitos da vida acadêmica. “Não podemos pensar em preparar o jovem cristão apenas para resistir à universidade, porque um dia ela terminará, mas prepará-lo para a vida cristã, familiar, profissional e pessoal. Trata-se de um investido não apenas parte da vida do jovem”, declara Helder Cardin, professor no Seminário Palavra da Vida, em Atibaia (SP).

O pesquisador se aprofundou no estudo, lembrou ainda que apesar da distância geográfica o comportamento e questionamento são comuns nos dois países. No caso do Palavra da Vida o curso é ministrado antes do ingresso ao terceiro grau e tem foco no estudo teológico e palavra.

Fonte: Creio – Robson Morai

Disponível em: http://ogalileo.com.br/jovens/verConteudo.php?id=gmUnuYl6gxcluxZvf9jcb15GuHcDT4. Acesso em 30 nov. 2009

23
nov
09

A Igreja Segue Caminhando

Por  Ronaldo Lidório

Há, sem dúvida, abundantes motivos de preocupação com a Igreja em nossos dias. Em solo brasileiro, o mercantilismo da fé invadiu púlpitos, livros e corações. A prosperidade material, em lugar da santidade e serviço cristão, se tornou o sonho de vida vendido nas prédicas diárias. Os títulos hierárquicos da fé são criados na busca por autoridade e destaque de egos enquanto — talvez seja o pior — a Palavra é manipulada para fins pessoais e, não raramente, ilícitos.

Não discordo das vozes de preocupação ou das lágrimas de angústia por uma Igreja que tem se encantado com as luzes deste mundo, perdeu a simplicidade cristã e, em muitos casos, se conformou com o presente século, aplaudindo-o de pé.

Porém, vejo que, apesar de vivermos dias maus, há motivos de tremenda alegria e regozijo no Senhor, pois sua Igreja segue caminhando. E observar o cuidado do Senhor ao preservar o caminhar da Igreja — mesmo ao transitar por ruas esburacadas e esquinas escuras — é terapêutico para a alma e estimulante para a fé.

Nos últimos tempos, encantei-me com várias destas pessoas que fazem parte da Igreja “caminhante”. Lembro-me daquele pastor assembleiano que encontrei no Rio de Janeiro que, encarecidamente, pedia ajuda para subir o morro do Alemão, visto que andava de muleta por ter levado um tiro na última vez que o fez. Desejava subir novamente o morro para pregar a Palavra de Deus. Recordo-me com cores vivas também daquele mecânico de Brasília, tomado pela alegria da conversão após trinta anos de sofrimento nas drogas, e que agora não conseguia completar uma frase sequer sem falar de Jesus. Também o Sr. João, leigo e semianalfabeto, que se embrenhou nas matas amazônicas para pregar a Palavra e evangelizar — sozinho — seis aldeias indígenas, sem preparo, sustento ou reconhecimento, mas por amor ao Cristo vivo. Não poderia me esquecer de nossos teólogos que andam na contramão das tendências da época e, mesmo debaixo de críticas e risos, não deixam de nos apontar o caminho da Palavra e da fé. E o que mais poderíamos falar dos pastores e líderes com cabeças já embranquecidas que, após uma vida inteira de fidelidade ao Senhor e à sua Igreja, nos inspiram a seguir o mesmo caminho? E aqueles que gastam a vida, economias e forças para dar voz e uma mão amiga aos caídos à beira do caminho? É também formidável perceber que, a cada semana, em solo brasileiro, milhões se apinham em templos das mais variadas espécies para praticar a comunhão e, com sede de Deus, buscá-lo enquanto se pode achar.

Dentre as maravilhas de Deus em manter a sua Igreja viva em meio a um mundo cujas cores são fortes e atraentes, penso em três fatos que, apesar de simples, são para mim emblemáticos.

Em primeiro lugar, após ter voltado da África para o Brasil, e por estar aqui desde 2001, percebo por onde passo a presença de verdadeiras testemunhas do Senhor Jesus. Homens, mulheres, crianças e idosos que não param de falar de Cristo, distribuir panfletos com mensagens bíblicas, realizar encontros nas praças e seguir de casa em casa; pessoas que são impulsionadas a falar de Jesus a partir do que têm experimentado em suas próprias vidas — sincera transformação. Não há um lugar que passo que não tenha uma marca — mesmo que simples, ou às vezes até fora de contexto — da determinação de se falar daquele que fez algo novo e maravilhoso em nossa vida. Jesus está no coração da Igreja e, frequentemente, também em seus lábios.

Em segundo lugar, recebi um pacote de cartinhas de crianças da escola dominical de uma igreja no interior de Minas. Várias delas afirmavam estar orando por nós — missionários — para que não nos desviássemos do nosso chamado. Naquela manhã pensei: fazemos parte de um Corpo que possui crianças que oram, escrevem suas orações e, ainda, nos exortam a não nos esquecermos do sentido da nossa vida!

Por fim, o amor à Palavra. Muitos crentes a buscam, separam tempo para estudá-la, ouvi-la e comunicá-la. Em muitos cultos o momento mais sublime é o momento da Palavra. Olhos se concentram, pessoas se ajeitam nos bancos. A Bíblia é segurada com interesse enquanto canetas anotam explicações e aplicações em caderninhos ou papéis improvisados. Há algo diferente quando “ela” é aberta.

Sim, a franca evangelização, crianças que oram e o amor à Palavra não minimizam o quadro agonizante de uma Igreja que precisa de urgente e franca reforma de vida. Mas são alguns, dentre muitos outros, sinais de que esta Igreja segue caminhando, e o fará até o dia final quando seremos chamados — os que dormem e aqueles que vivem — para ouvirmos a doce voz do Senhor: “servo bom e fiel”…

O reverendo Francisco Leonardo Schalkwijk, ao impetrar a bênção ao fim de cada culto, sutilmente adiciona uma frase que nos lembra a diferença entre aqueles que se chamam Igreja e aqueles que o são: “Que a graça do nosso Senhor e Salvador seja com toda a Igreja “que sinceramente ama o Senhor Jesus”, agora e para todo o sempre, amém”. Para ele há na igreja aqueles que são de fato Igreja — amam sinceramente a Cristo — e aqueles que frequentam cultos, reuniões e púlpitos. Escutei a mesma verdade da boca de um indígena crente em Cristo, da etnia Ixkariana do Amazonas quando afirmou que “ser cristão é conhecer a Jesus, amá-lo, viver como ele e falar dele”.

Como muitos outros, fui criado em um lar evangélico e nasci ouvindo hinos cristãos clássicos. Um deles dizia: “Nas lutas e nas provas a Igreja segue caminhando…” e, após as estrofes que falam da luta contra o pecado, o diabo e o mundo, o hino encerra como atestando o inimaginável: “a Igreja sempre caminhando”.

Nos encontros evangélicos internacionais o Brasil é sempre citado, e quase sempre de forma emblemática e entre frases estereotipadas. Alguns afirmam o grande avivamento que por aqui ocorre, a semelhança de outros poucos países do mundo onde o número de evangélicos cresce tão rapidamente. Outros denunciam as teologias oportunistas e exploratórias que são usadas em nosso meio para falsificar a presença e a atuação de Cristo. Não raramente alguém me pergunta, como brasileiro, o que acho. A resposta sai quase de forma automática: somos tudo isso e muito mais. Em meio a este emaranhado de iniciativas, das mais sinceras às mais questionáveis, cria-se um ambiente fluido e confuso para nós. Porém, devemos lembrar que o Senhor não vê como vê o homem. Aquele que separa o joio do trigo conhece a sua Igreja, a ama e a sustenta.

Proponho um exercício espiritual enquanto caminhamos.

- Preocupar-nos um pouco menos com as loucuras feitas em nome de Cristo e um pouco mais com o nosso próprio coração, para que não venhamos a ser desqualificados.

- Olharmos mais para os desejos do Senhor sabendo que, para isto, precisaremos quase sempre estar na contramão do mundo.

- Observarmos a beleza da presença transformadora de Cristo em sua Igreja e tantos motivos de alegria, em tantas vidas verdadeiramente transformadas, e não somente os fartos motivos de agonia e indignação.

-Para cada palavra de crítica à Igreja — autocrítica, se assim quiser — termos uma palavra ou duas de encorajamento, para nosso irmão ao lado e para nosso próprio coração.

- Ouvirmos com zelo e temor os profetas que nos denunciam o erro, bem como os pastores que nos encorajam a caminhar.

- Não perdermos de vista Jesus Cristo, Cordeiro de Deus e vivo entre nós, para que a tristeza advinda da Igreja não nos impeça de experimentar a alegria do Senhor. Louvado seja o Senhor Jesus Cristo por ser ele, com sua autoridade e amor, e não nós, em nossa fraqueza e desamor, que faz com que a Igreja — que a ele pertence — siga caminhando.

• Ronaldo Lidório é missionário presbiteriano ligado à APMT e à Missão AMEM, entre os indígenas da Amazônia.

Texto extraído da Revista Ulimato. Disponível em http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=2498&secMestre=2525&sec=2531&num_edicao=321 Acesso em 23 nov. 2009

09
nov
09

O Livro dos Mártires

971Em memória da devoção e da coragem.

O livro dos mártires é um clássico da literatura mundial, ignorado até há pouco tempo pelos cristãos do Brasil. O livro reconta as vidas, os sofrimentos e as mortes triunfantes dos mártires cristãos da História. Iniciando-se com a história do primeiro mártir – o próprio Jesus Cristo – este relato histórico excepcional traça as raízes da perseguição religiosa. Expõe os casos de mártires famosos como John Wycliffe, John Huss, William Tyndale, Martinho Lutero, Thomas Cranmer e muitos outros.

Por que ler esta obra em pleno século 21? Infelizmente o tema do martírio religioso recusa-se a ser relegado aos arquivos da História. É assunto tão contemporâneo quanto as manchetes de hoje. Cristãos em diversos países hoje vivem e defendem a sua fé sob a ameaça de morte. Muitos acabam pagando o preço máximo. E cada uma dessas mortes suscita uma interrogação na consciência de todo cristão: o que eu faria no seu lugar? A reflexão inspirada pela morte dos mártires pode nos levar ao cerne da nossa fé.

Esta nova edição conta com a tradução primorosa de Almiro Pisetta e litogravuras originais de Marcelo Moscheta.

Esta obra de Jonh Foxe é primoroza no que diz repespeito anos fazer relembrar o que nos pode dar eperança. O relato da história e da adversidade de vários cristãos, que pagaram o preço do discipulado cristão com suas próprias vidas. É sempre bom lembrar que pessoas sofreram muito mais do que nós em prol do Reino que almejamos.

Os relatos nos fazem percorrer desde o tempo da igreja primitiva até o século XIX onde, como sempre, percebemos a mão poderosa de Deus sustentando pessoas que resolveram viver por Ele!

Glória a Deus por cada vida que se dispôs e nos encoraja a prosseguir rumo ao alvo, sem deixar de perceber em meio as adversidades que passamos, todo o cuidado de Deus conosco.

John Foxe (1516-1587), autor do livro, nasceu na Inglaterra e estudou na Universidade de Oxford. Durante a perseguição dos protestantes pela rainha Mary Tudor, exilou-se na Alemanha e na Suíça, onde escreveu a primeira edição desta obra. A mensagem de O Livro dos Mártires moldou a consciência religiosa e política da Inglaterra durante vários séculos.

A leitura vale a pena.

Clique aqui e leia a introdução do livro disponibilizado pela editora.

FOXE, John. O Livro dos Mártires. São Paulo: Mundo Cristão, 2003, 360 p.

14
dez
08

Qual o fator que mais inibe o crescimento da igreja evangélica no Brasil?

logoEsta pergunta, à primeira vista, parece impertinente. Como falar que a igreja evangélica no Brasil está com algum problema de crescimento? Os números, cada vez mais animadores para os evangélicos e preocupante para os católicos, comprovam o crescimento fantástico dos evangélicos nesta última década. Temos um templo em quase cada esquina das grandes cidades. Os espaços onde funcionavam bares, cinemas, oficinas mecânicas, mercados e outros comércios, tornaram-se lugares de celebrações. Hoje pastoreio uma igreja que tem como sobrenome “Oficina de Vidas”, pois, funciona em um prédio, onde por anos foi uma oficina mecânica para automóveis. No Brasil, o número de evangélicos dobrou em 20 anos. A Revista Veja de 03 de Julho de 2.002 escreveu: “O resultado do censo demográfico no quesito religião, divulgado neste ano, mostra que mais de 15% dos brasileiros – um rebanho de 26 milhões de pessoas – são protestantes. É um percentual cinco vezes maior que em 1940 e o dobro do de 1980. Em Estados como Rio de Janeiro e Goiás, o índice supera 20% dos habitantes. No Espírito Santo e em Rondônia, os evangélicos passam de um quarto da população. Esse ritmo indica que metade dos brasileiros poderiam estar convertidos em cinco décadas – um tempo mínimo quando se fala em avanço religioso.”

Bem, talvez pudéssemos mudar a pergunta para: Qual é o fator que mais inibe o crescimento saudável da igreja evangélica no Brasil?

Sabemos que diante desta pergunta muitas razões poderiam ser elencadas, tais como: falta de ética, ausência de compromisso, superficialidade na fé, pouco ou quase nenhum conhecimento bíblico, igrejas comerciais, etc e etc…

Contudo, gostaria de me deter num fator que está atrás de muitos outros na deterioração da igreja evangélica brasileira, e quem sabe das igrejas no mundo inteiro: a perda de um processo sério, dinâmico e conseqüente de discipulado.

Esta palavra, discipulado, é ouvida de vez em quando em algumas de nossas igrejas. É quando um novo convertido chega e queremos prepará-lo para o batismo, então fazemos com ele o “discipulado”. Ensinamos alguns pressupostos básicos da fé cristã. Ele gosta do que recebe, acredita que irá continuar tendo uma relação de aprofundamento na sua carreira cristã, mas logo percebe que a igreja fez propaganda enganosa; pois é jogado dentro da congregação e nunca mais é estimulado a crescer em seu caráter, relacionamentos, habilidades ministeriais e conhecimento bíblico; ou se é estimulado, não lhe dão o caminho, a condição necessária para este desenvolvimento.

Precisamos voltar ao discipulado. O alicerce e maior investimento que Cristo fez, para o crescimento de Sua igreja, foi criar um movimento de discipulado a partir de seus 12 discípulos. Ele passou valores do Reino não somente em palavras/teoria, mas nas experiências no dia a dia e no próprio ensino prático. Seu relacionamento com os 12 era mais importante que escrever livros, teorias, dar seminários, classes de aula, construir mega-templos, fundar uma denominação e tantas outras coisas que fazemos para mostrar que somos uma igreja que cresce. Jesus fez do discipulado sua marca registrada. A igreja, que deveria ser a fiel depositária de tudo o que ele nos deixou, perdeu esta marca. Precisamos voltar ao início.

O que é discipulado? Keith Phillips em seu livro A Formação de um Discípulo pág.16, escreve: “O discipulado cristão é um relacionamento de mestre e aluno, baseado no modelo de Cristo e seus discípulos, no qual o mestre reproduz tão bem no aluno a plenitude da vida que tem em Cristo, que o aluno é capaz de treinar outros para ensinarem outros.”

O discipulado é um relacionamento. Deus fez discipulado conosco quando se relacionou. “O Verbo se fez carne e habitou entre nós…” Jo1:14. Sem este relacionamento direto, encarnado, Deus não poderia nos ensinar de si mesmo. Para que temos dedicado nossas vidas? Para quem temos dado a maior parte do nosso tempo? Estamos encarnados (nossa missão) para quê? Se dissermos que somos discípulos de Jesus, nossa missão deverá ser a mesma: fazer discípulos!!!

Como podemos então quebrar este ciclo de descompromisso com o discipulado na igreja brasileira? Começando pela nossa própria vida. Deus pode nos usar para mudar esta história. Pensemos em três chaves para isso:

Primeiramente você deve ter um discipulador. Discípulo consegue discipular bem melhor se estiver sendo discipulado. É um processo, e como todo processo ele precisa de um início, meio e fim. O início é ter alguém investindo em sua vida. Um líder pastoral ou mentor a quem você prestará contas com freqüência. Esta pessoa deverá entender os valores de um processo sério de discipulado. Está difícil encontrar, mas se procurar com diligência, irá encontrar. Esta pessoa deverá caminhar com você, lhe auxiliando em seu crescimento relacional (com Deus, consigo mesmo, com sua família, com seus líderes, com sua igreja, com o mundo ao seu redor); crescimento de caráter (auxiliando a enxergar as áreas do seu coração que precisam de uma renovação – e não são poucas); crescimento em conhecimento bíblico (precisamos de um conhecimento da Palavra de Deus para usarmos em nossa defesa e ataque – foi assim que Jesus fez quando tentado pelo diabo. Lc 4:1-13); crescimento em habilidades ministeriais (nos ajudando a conhecer nossos dons, paixão e lugar certo no corpo de Cristo para nos sentirmos úteis.

Em segundo lugar você deve compreender e praticar as disciplinas espirituais de um discípulo de Jesus e se dedicar a elas de corpo, alma e espírito. Jesus nos ensina a vida simples, a comunhão, a oração, a Palavra de Deus, e o evangelismo (testemunho).

David Kornfield em seu Livro: As Bases na Formação de Discipuladores, pág. 25, Ed. SEPAL – escreve: “Um discípulo é uma pessoa cujo compromisso principal na vida é seguir a seu mestre, desenvolver-se para ser como seu mestre, e fazer a vontade de seu mestre.” Ser um discípulo integral e radical de Jesus é voltar a praticar as coisas que Jesus viveu. Como é sua vida? Simples e descomplicada com tempo para desfrutar do amor de Deus e se dedicar às pessoas que Deus coloca em sua caminhada? Sua comunhão com outros discípulos (crentes) é estreita, intensa e transformadora? Seu tempo dedicado a Palavra lhe dá encorajamento e direção, ouvindo a Deus aqui e agora em relação à sua vida e ministério? A oração faz parte de sua sociedade com Deus, recebendo orientação em todos os aspectos, não fazendo nada sem antes confirmar com Ele? Você compartilha do evangelho e seu testemunho, regularmente, com pessoas que não conhecem a Cristo?

Em terceiro lugar você deve assumir a responsabilidade de ser um discipulador. A Bíblia diz: “E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros” (2 Tm 2.2). Deus está buscando homens fiéis, pessoas dispostas a tornarem-se discipuladores. Elas renovarão o ciclo de crescimento com saúde da igreja brasileira. Penso que devemos segurar um pouco nosso crescimento e relançarmos os alicerces do discipulado. Deus está desejoso de levantar um movimento de pastores, líderes e crentes discipuladores em nossas igrejas. Meu desejo ainda é ver isto acontecendo nesta geração. Não seremos mais chamados de crentes, evangélicos ou protestantes; mais sim de discípulos! Discípulos de Jesus Cristo!

Desenvolvendo as características espirituais de um discípulo, observando e aprendendo com Jesus Cristo, e, sendo encorajados por outra pessoa que nos ama significativamente e caminha conosco de maneira interessada, e sendo discipuladores de algumas pessoas que Deus coloca em nossas vidas; teremos condições de nos tornar uma grande e saudável igreja evangélica no Brasil.

Perguntas para reflexão:

  1. O que você pode fazer para alcançar um discipulador/mentor para sua vida?
  2. Qual das disciplinas espirituais de um discípulo você tem mais dificuldade em praticar? Quais seriam alguns passos para superar esta falha?
  3. Quantas pessoas você tem influenciado de maneira tão significativa que podem chamá-lo de discipulador de suas vidas?

Marinho Soares da Silva Filho é pastor Metodista Livre e coordenador regional do MAPI em Cuiabá-MT

SOARES, Marinho. Qual o fator que mais inibe o crescimento da igreja evangélica no Brasil? Disponível em: http://www.mapi-sepal.org.br/defferartfatorInibe.htm. Acesso em 17 nov. 2008.

Visite: http://www.mapi-sepal.org.br

Abraços

07
dez
08

A Origem do Mal

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Acredito que a existência do mal é uma conseqüência da ausência de Deus, assim como a escuridão é a ausência de luz. Acredito que o mal não existe por si mesmo como uma força, um ser, sendo portanto abstrato, creio que o mal é um “estado”, assim como o amor, a paz, entre outras coisas, apesar de Satanás ser a personificação do mal. Em Gênesis 1 lemos que “a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo”, creio que trevas neste sentido era algo contrário a luz que seria criada em seguida.

Assim como somos usados por Deus, para executar suas ações na terra, podemos ser usados pelo mal, pois foi nos dado o livre arbítrio. A possibilidade de Deus utilizar o mal, não significa que Ele tenha a maldade em sua essência, mas que Ele controla todas as coisas, sendo assim, com a permissão de Deus, podemos sofrer algo mal, para nosso próprio crescimento, ou simplesmente para que se mostre seu poder, como no caso de Jó, pois no início do livro, fica claro que as situações que Jó passou não foram planejadas ou executadas por Deus, mas foram permitidas por Ele (Jó 1:12).

A relação de Deus com os israelitas no Antigo testamento, pode ser ainda mais perturbador neste sentido, uma vez que lemos claramente em Êxodo 20:13 a ordem de Deus para que os israelitas não matassem, mas prosseguindo um pouco mais na história, lemos em Deuteronômio 20:13-17 ordem do próprio Deus para destruir completamente os heteus, os amorreus, os cananeus, os perizeus, os heveus, e os jebuseus. Que paradoxo não é mesmo? Bem, tentando esclarecer um pouco estas questões, li o livro “Deus mandou matar?: 4 Pontos de Vista Sobre o Genocídio Cananeu” (Stanley Grenz*), e segundo os pontos de vistas apresentados creio que o mais pertinente foi defendido por Tremper Longman III, que defende o ponto de vista, intitulado de “Continuidade Espiritual”  conforme relato a seguir:

Muitos cristãos tem renegado o AT, afim de evitar o envolvimento com os atos sangrentos de Deus, encontrados naquelas páginas. Eles percebem uma grande diferença entre o Deus de Josué e Jesus Cristo, que ensinou a amar os inimigos e oferecer a outra face. Entretanto desprezar o AT é mera conveniência, e os que fazem isso ignoram o fato  de que o NT  se alicerça na revelação do AT, confirmando suas mensagens, explícita e implicitamente. Além do mais, como contataremos a seguir, o NT, em última análise é igualmente sangrento. Não é admissível que simplesmente separemos o AT do cânon das Escrituras e moldemos  o Deus que adoramos de acordo com o que pensamos ser aceitável. (LONGMAN III, 2006, p. 169)*

Desta forma acredito que não podemos limitar Deus em nenhuma situação, pois seus parâmetros de amor, justiça, etc, são muito além do nosso entendimento. Ele, em sua soberania e onipotência, possui o controle de todas as coisas e as usa conforme sua vontade, para cumprir seus planos.

*GRENZ, Stanley. et al. Deus Mandou Matar?: 4 pontos de vista sobre o genocídio cananeu. Tradução de Jamil Abdalla Filho. São Paulo: Vida, 2006. 215 p. Título original: Show them no mercy: four views on God and Canaanite genocide.

14
nov
08

As 21 Indispensáveis Qualidades de um Líder

“Você se considera um bom líder? Sua equipe sente-se motivada e satisfeita sob sua liderança? Até onde você se sente seguro como líder?

Questões como estas acompanham o dia-a-dia de todos aqueles que exercem uma função de liderança. Entender o conceito de liderança e liderar efetivamente são duas coisas diferentes. Um grande teórico pode vir a fracassar no exercício puro da liderança. Mas como alguém que possui um vasto conhecimento sobre o assunto pode falhar como líder? A resposta está no caráter. É ele que está por trás do sucesso dos grandes líderes.” *

Acredito que não tenho nenhuma característica de liderança, mas sou consciente da necessidade de influenciar o meio em que estamos, conforme nos alerta Jesus em Mateus 5:13-16, afinal, somos o sal da terra e a luz do mundo. Mesmo assim, vivo constantemente em conflito em relação e este assunto. Acredito que posições e títulos são muito perigosos ao se humano.

Lembro-me quando percebi que o grupo de evangelismo que tínhamos na faculdade estava completamente desmotivado, e o fim seria certo se ninguém tomasse uma atitude. Como orava muito pelo grupo e pela atividade que desenvolvíamos, de certa forma, tomei a frente do trabalho e comecei e lutar contra a situação em que o grupo se encontrava. Isso, é claro, me trouxe alguns problemas, mas sei que tomei uma atitude para espantar a apatia em que o grupo se encontrava. Com o passar do tempo, o grupo se renovou e a maioria deles, começaram a me ver como líder, mas rejeitava essa posição (e faço isso te hoje), por ter muito medo das responsabilidades que a posição nos exige.

Na igreja também enfrentei muitos problemas em relação a liderança, pois uma das “visões” do Pr. Márcio para a IBL (Ireja Batista da Lagoinha) é que cada líder da igreja deve ser um líder e cada casa uma célula. Logo, na igreja muitos cursos são voltados para a preparação dos membros para a liderança de pequenos grupos, e como gosto muito de estudar, faço todo curso que tenho oportunidade na igreja, e sempre me defronto com a questão da liderança. Acredito muito na eficácia dos grupos pequenos, e não estou questionando a estrutura celular, ou a visão do Pr. Márcio, mas de fato, este é um assunto de muita dificuldade para mim.

No livro, como o próprio nome já diz, o autor relata 21 qualidades que qualquer líder deve ter. Em cada um deles, o autor trás informações precisas, práticas e aplicáveis em nosso cotidiano, até mesmo com exercícios que podem ser realizados diariamente. È um belo exercício de auto-exame e muito importante para todos que ocupam um cargo de influência como este. No livro, também podemos ler exemplos de personalidades aplicadas em cada uma das características estudadas ao longo do livro.

Vale ressaltar que apesar de ser um livro evangélico, em momento algum se prende a textos bíblicos, sem deixar de aplicar os princípios contidos na Palavra de Deus, por isso é uma excelente opção de presente, e muito pertinente para os estudantes de administração e os profissionais da área.

“Tudo ira em torno da liderança. Ela, na verdade, desenvolve-se de entro para fora. Se interiormente você puder se tornar o líder que deve ser, será capaz de tornar-se exteriormente o líder eu deseja ser. As pessoas desejarão segui-lo. E, quando isso acontecer, você será capaz de lidar com qualquer coisa neste mundo.” (p. 11*)

Abraços

* MAXWELL, Jonh C. As 21 Indispensáveis Qualidades de um Líder: como tornar-se um líder eu as pessoas queiram seguir. Tradução de Josué Ribeiro. São Paulo: Mundo Cristão, 2000. 139 p. Título Original: The 21 Indispensable Qualities of a Leader

07
nov
08

Desperta Igreja

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“Uma missão… Uma paixão… Um compromisso! Levando o Evangelho àqueles que nada ouviram” At. 20.24

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Entre os dias 27 de outubro e 02 de novembro, aconteceu na Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte a 4ª Conferência Missionária Desperta Igreja. Mais uma vez foram dias impactantes em que fomos despertados a viver missões seja indo, contribuindo, enviando, ou apenas orando, mas sempre levando Jesus e as Boas Novas.

Na primeira noite, tivemos a marcante presença do ministério de adoração profética Intimidade, originado no CTMDT, e completamente voltado a missões, com a palavra do Pastor Sérgio Ribeiro da JUVEP – Paraíba, que também pregou na segunda noite, porém com o louvor do Pr. André Valadão.

Na terceira noite, tivemos o louvor da Fernanda Brum, ainda com a palavra do Pr. Sérgio. Na quarta noite, tivemos o louvor com a Fernanda Brum, porém com a palavra da Jeannette Lukasse, uma missionária holandesa, que nos encorajou a nos despertarmos pela próxima geração: as crianças.

Minha grande expectativa estava nas ministrações do Pr. Gregório MacNutt, que ocorreram nos dias 31 de outubro e 1 de novembro, pelo fato de ter escutado algumas músicas de seu novo CD alguns dias antes e ouvir resposta do Senhor em relação ao Seu grande amor por mim, e também pelo verdadeiro avivamento em minha igreja. Eu desejo muito isso e peço constantemente e Deus, e quando ouvi uma pessoa que tem o mesmo desejo que eu, pude perceber que Deus está movendo, e que em breve, algo novo irá acontecer… Nas ministrações do Pr. Gregório, fomos confrontados a amar as nações, a buscá-las e entregar nossas vidas a verdadeira causa que move o coração de Deus.

No domingo, último dia da conferência tivemos o louvor com o Diante do Trono, e as noticias do campus da missionária Zaza que está na Tunísia. Grandes coisas o Senhor tem feito pelo mundo!

Mais uma vez fomos encorajados a nos despertar para o que o Senhor deseja de nós. Que realmente nos possamos nos apaixonar, nos comprometer e levar o evangelho a todas as nações!

Sobre a 4ª Conferência Desperta Igreja:

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Abraços.

31
out
08

A Preparação de Jairo

Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga, veio e prostrou-se aos pés de Jesus…” (Lc 8:41)

 

Ao lermos a passagem do encontro de Jairo, um dirigente da sinagoga e Jesus, podemos ter muitas lições em um pequeno espaço de tempo, onde Jairo muito aprendeu e nós podemos aprender muito com esta passagem e também com a atitude de Jairo.

 

Jairo passava por uma situação muito difícil e delicada, sua única filha estava a beira da morte. Provavelmente Jairo a levou a vários médicos buscando a cura para a doença que afligia sua filha, mas sempre sem sucesso. Talvez até mesmo alguns médicos deram como certa a morte de sua filha, mas Jairo em algum momento ouviu falar sobre Jesus, sobre os milagres que ele vinha realizando, então, a esperança encheu o coração de Jairo.

 

Para que sua filha fosse curada, Jairo transpôs vários obstáculos

 

1 – Posição / Títulos

 

Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga…” (Lc 8:41)

 

Jairo era o dirigente da sinagoga, ou seja, ele possuía um título, uma posição, que poderia impedi-lo de chegar até Jesus, se prostrar aos seus pés e implorar pela cura de sua filha. Certamente não cairia bem para um a pessoa pública como Jairo, se prostrar diante de outra pessoa, mas para salvar sua filha , Jairo não se importou e se humilhou.

 

2 – A Multidão

 

Estando Jesus a caminho, a multidão o comprimia.” (Lc 8:42)

 

Depois de ter seu pedido atendido, Jairo teve que transpor a multidão para que Jesus chegasse até a sua casa para ver a sua filha que estava a morte. Seria muito fácil para que Jairo vendo a multidão que cercava Jesus desistisse de seu desejo. Seria muito fácil para Jairo ao ver a multidão pensasse que não conseguiria chegar até Jesus, mas Jairo transpôs a multidão por duas vezes, a primeira delas, quando chegou até Jesus, pois a multidão já o cercava (Lc 8:40), e depois quando ele conseguiu falar com Jesus e eles juntos teriam que sair do meio da multidão para chegar até a casa de Jairo (Lc 8:42).

 

3 – Impaciência

 

Na presença de todo o povo contou por que tinha tocado nele…” (Lc 8:47)

 

Dos obstáculos Jairo já havia conseguido ultrapassar, agora vinha o terceiro que parecia ser mais difícil. Uma mulher que sofria de uma grave doença a doze anos e nenhum médico conseguiu curá-la, mas ouvindo falar de Jesus creu que se apenas tocasse nas vestes de Jesus poderia ser curada de sua enfermidade, e assim, conforme sua fé ela fé e foi curada. Ao perceber que alguém o havia tocado, Jesus perguntou: “Quem tocou em mim?” (Lc 8:45), algo diferente havia acontecido, pois certamente muitos já deveriam ter tocado em Jesus, tendo em vista que a multidão o comprimia,conforme o próprio Pedro afirmou no versículo 45 do capítulo 8.

 

Ao perceber que não passaria desapercebida, a mulher confessou que ela tocou em Jesus e foi curada, então, começou a contar o motivo que a levou a tocar nele. Agora imaginem, Jairo estava com a sua filha a morte, e derrepente uma mulher para Jesus, e começa a conversar com ele, o impedindo de prosseguir o caminho. Que provação para Jairo não é mesmo? Mas ele também ouviu o testemunho da mulher e certamente foi muito edificado e encorajado, uma vez que ele presenciou uma cura que Jesus fez, alimentando a sua esperança de que Jesus poderia curar sua filha também.

 

Jesus poderia deixar passar desapercebido este feito, mas ele insistiu que fosse revelado quem havia tocado nele para que fosse revelado um feito que edificaria não só a multidão mas também Jairo, principalmente pelo que viria a seguir.

 

4 – Incredulidade / Fatos

 

Sua filha morreu. Não incomode mais o Mestre.” (Lc 8:49)

 

Jairo acabara de presenciar a cura de uma mulher que sofria a 12 anos e que como ele, procurou vários médicos mas não obteve sucesso, então, alguém veio da casa de Jairo e disse que a sua filha já havia morrido e que não adiantaria mais nada. Neste instante Jairo poderia jogar todo o seu esforço fora e desistido de tudo. Poderia ter acusado Jesus e a mulher que o havia pardo de ter demorado e por este motivo não ter conseguido chegar a tempo na casa dele para curar a sua filha, mas ao contrário, após ser encorajado por Jesus (Lc 8:50) Jairo obedeceu a Jesus e apenas creu que ainda seria possível. Ele pode colocar em prática a fé que a mulher curada do fluxo de sangue teve. Ele não desistiu, mas creu que Jesus poderia até mesmo ressucitar sua filha.

 

Havia neste momento, uma atmosfera de incredulidade onde todos já não acreditavam que seria possível que a menina voltasse a ficar bem. Todos já creram apenas no fato de a menina estar morta e choravam (Lc 8:52), pois era a única coisa que poderiam fazer.

 

5 – Ridículo

 

Todos começaram a rir dele…” (Lc 8:53)

 

Ao chegar na casa de Jairo, Jesus tentou animar os que ali estavam dizendo palavras de fé que poderiam enchê-los de esperança: “Não chorem [...] Ela não está morta, mas dorme.” (Lc 8:52), mas as pessoas não acreditaram e zombaram de Jesus rindo dele.

 

Mais uma vez, Jairo poderia ter desistido de tudo e descrido, das coisas que viu e ouviu de Jesus. Ele poderia acreditar nas pessoas que estavam com a menina, e não acreditado em Jesus, pois ele ainda não havia visto a menina, contudo Jairo se apegou em sua fé e continuou crendo que seria possível, mesmo passando por ridículo perante todos. Ele não se importava, queria sua única filha viva, custasse o que custasse.

 

No final do capítulo 8 podemos ver como a história terminou: “Mas ele a tomou pela mão e disse: ‘Menina, levante-se!’ O espírito dela voltou, e ela se levantou imediatamente. Então Jesus lhes ordenou que lhe dessem de comer. Os pais dela ficaram maravilhados…” (Lc 8:54-56)

 

Jairo em momento algum se deixou abater pelas circunstâncias e dificuldades, pelo contrário, superou cada uma delas para que depois de tudo pudesse se maravilhar e ter sua filha novamente saudável em seus braços.

 

Que atitudes exemplares a de Jairo para nós!

 

Meu desejo e que possamos também transpor nossos obstáculos para que depois de tudo, nos maravilhemos nas boas obras que o Senhor tem para nós.

 

Ajuda-nos Senhor!

 

Abraços

25
out
08

O Último Sermão

Em 24 de agosto de 1662, dois mil ministros puritanos do evangelho foram excluídos de seus púlpitos, tendo recebido a ordem de não mais pregarem em público. O Ato de Uniformidade, baixado pelo parlamento inglês, conhecido pelos evangélicos como a Grande Ejeção, pairava por sobre a Inglaterra como uma nuvem espessa. Muitos líderes eclesiásticos da Igreja Anglicana, a religião oficial, estavam forçando os puritanos a cessarem suas prédicas ou a se moldarem à adoração litúrgica decretada por lei. Muitos ministros preferiam o silêncio à transigência.

 

Com olhos marejados de lágrimas, milhares de cristãos humildes ouviram seu último sermão no domingo imediatamente anterior à data em que o Ato se tornaria lei. E, naquele último domingo de liberdade, os ministros puritanos provavelmente pregaram os seus melhores sermões.

 

O sermão que passamos a transcrever, de modo um tanto abreviado, foi pregado por Thomas Watson a seu pequeno rebanho.

 

_______________________________________________________

 

Antes que eu me vá, devo oferecer alguns conselhos e orientações para vossas almas. Eis as vinte instruções que tenho a dar a cada um de vós, para as quais desejo a mais especial atenção:

 

1) Antes de tudo, observa tuas horas constantes de oração a Deus, diariamente. O homem piedoso é homem “separado” (Sl 4.3), não apenas porque Deus o separou por eleição, mas também porque ele mesmo se separa por devoção. Inicia o dia com Deus, visita-O pela manhã, antes de fazeres qualquer outra coisa. Lê as Escrituras, pois elas são, ao mesmo tempo, um espelho que mostra as tuas manchas e um lavatório onde podes branquear essas máculas. Adentra ao céu diariamente, em oração.

 

2) Coleciona bons livros em casa. Os livros de qualidade são como fontes que contêm a água da vida, com a qual poderás refrigerar-te. Quando descobrires um arrepio de frio em tua alma, lê esses livros, onde poderás ficar familiarizado com aquelas verdades que aquecem e afetam o coração.

 

3) Tem cuidado com as más companhias. Evita qualquer familiaridade desnecessária com os pecadores. Ninguém pode apanhar a saúde de outrem; mas pode-se apanhar doenças. E a doença do pecado é altamente transmissível. Visto não podermos melhorar os outros, ao menos tenhamos o cuidado de que eles não nos façam piores. Está escrito acerca do povo de Israel que “se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras” (Sl 106.35). As más companhias são as redes de arrastão do diabo, com as quais arrasta milhões de pessoas para o inferno. Quantas famílias e quantas almas têm sido arruinadas pelas más companhias!

 

4) Cuidado com o que ouves. Existem certas pessoas que, com seus modos sutis, aprendem a arte de misturar o erro com a verdade e de oferecer veneno em uma taça de ouro. Nosso Salvador, Jesus Cristo, aconselhou-nos: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7.15). Sê como aqueles bereanos que examinavam as Escrituras, para verificar se, de fato, as coisas eram como lhes foram anunciadas (At 17.11). Aos crentes é mister um ouvido discernidor e uma língua crítica, que possam distinguir entre a verdade e o erro e ver a diferença entre o banquete oferecido por Deus e o guisado colocado à sua frente pelo diabo.

 

5) Segue a sinceridade. Sê o que pareces ser. Não sejas como os remadores, que olham para um lado e remam para outro. Não olhes para o céu, com tua profissão de fé, para, então, remar em direção ao inferno, com tuas práticas. Não finjas ter o amor de Deus, ao mesmo tempo que amas o pecado. A piedade fingida é uma dupla iniqüidade. Que teu coração seja reto perante Deus. Quanto mais simples é o diamante, tanto mais precioso ele é; e quanto mais puro é o coração, maior é o valor que Deus dá à sua jóia. O salmista disse sobre Deus: “Eis que te comprazes na verdade no íntimo” (Sl 51.6).

 

6) Nunca te esqueças da prática do auto-exame. Estabelece um tribunal em tua própria alma. Tem receio tanto de uma santidade mascarada quanto de ires para um céu pintado. Julgas-te bom porque outros assim pensam de ti? Permite que a Palavra seja um ímã com o qual provarás o teu coração. Deixa que a Palavra seja um espelho, diante do qual poderás julgar a aparência de tua alma. Por falta de autocrítica, muitos vivem conhecidos pelos outros, mas morrem desconhecidos por si mesmos. “De noite indago o meu íntimo”, disse o salmista (Sl 77.6).

 

7) Mantém vigilância quanto à tua vida espiritual. O coração é um instrumento sutil, que gosta de sorver a vaidade; e, se não usarmos de cautela, atrai-nos, como uma isca, para o pecado. O crente precisa estar constantemente alerta. Nosso coração se assemelha a uma “pessoa suspeita”. Fica de olho nele, observa o teu coração continuamente, pois é um traidor em teu próprio peito. Todos os dias deves montar guarda e vigiar. Se dormires, aí está a oportunidade para as tentações diabólicas.

 

8 ) O povo de Deus deve reunir-se com freqüência. As pombas de Cristo devem andar unidas. Assim, um crente ajudará a aquecer ao outro. Um conselho pode efetuar tanto bem quanto uma pregação. “Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros” (Ml 3.16). Quando um crente profere a palavra certa no tempo oportuno, derrama sobre o outro o óleo santo que faz brilhar com maior fulgor a lâmpada do mais fraco. Os biólogos já notaram que há certa simpatia entre as plantas. Algumas produzem melhor quando crescem perto de outras plantas. Semelhantemente, esta é a verdade no terreno espiritual. Os santos são como árvores de santidade. Medram melhor na piedade quando crescem juntos.

 

9) Que o teu coração seja elevado acima do mundo. “Pensai nas coisas lá do alto” (Cl 3.2). Podemos ver o reflexo da lua na superfície da água, mas ela mesma está acima, no firmamento. Assim também, ainda que o crente ande aqui em baixo, o seu coração deve estar fixado nas glórias do alto. Aqueles cujos corações se elevam acima das coisas deste mundo não ficam aprisionados com os vexames e desassossegos que outros experimentam, mas, antes, vivem plenos de alegria e de contentamento.

 

10) Consola-te com as promessas de Deus. As promessas são grandes suportes para a fé, que vive nas promessas do mesmo modo que o peixe que vive na água. As promessas de Deus são quais balsas flutuantes que nos impedem de afundar, quando entramos nas águas da aflição.

 

11) Não sejas ocioso, mas trabalha para ganhar o teu sustento. Estou certo de que o mesmo Deus que disse: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar”, também disse: “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra”. Deus jamais apoiou qualquer ociosidade. Paulo observou: “Estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão” (2 Ts 3.11-12).

 

12) Ajunta a primeira tábua da Lei à segunda, isto é, piedade para com Deus e eqüidade para com o próximo. O apóstolo Paulo reúne essas duas idéias, em um só versículo: “Vivamos, no presente século… justa e piedosamente” (Tt 2.12). A justiça se refere à moralidade; a piedade diz respeito à santidade. Alguns simulam ter fé, mas não têm obras; outros têm obras, mas não têm fé. Alguns se consideram zelosos de Deus, mas não são justos em seus tratos; outros são justos no que fazem, mas não têm a menor fagulha de zelo para com Deus.

 

13) Em teu andar perante os outros, une a inocência à prudência. “Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10.16). Devemos incluir a inocência em nossa sabedoria, pois doutro modo tal sabedoria não passará de astúcia; e precisamos incluir sabedoria em nossa inocência, pois do contrário nossa inocência será apenas fraqueza. Convém que sejamos tão inofensivos como as pombas, para que não causemos danos aos outros, e que tenhamos a prudência das serpentes, a fim de que os outros não abusem de nós nem nos manipulem.

 

14) Tenha mais medo do pecado que dos sofrimentos. Sob o sofrimento, a alma pode manter-se tranqüila. Porém, quando um homem peca voluntariamente, perde toda a sua paz. Aquele que comete um pecado para evitar o sofrimento, assemelha-se ao indivíduo que permite sua cabeça ser ferida, para evitar danos ao seu escudo e capacete.

 

15) Foge da idolatria. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5.21). A idolatria consiste numa imagem de ciúme que provoca a Deus. Guarda-te dos ídolos e tem cuidado com as superstições.

 

16) Não desprezes a piedade por estar sendo ela perseguida. Homens ímpios, quando instigados por Satanás, vituperam, maliciosamente, o caminho de Deus. A santidade é uma qualidade bela e gloriosa. Chegará o tempo quando os iníquos desejarão ver algo dessa santidade que agora desprezam, mas estarão tão removidos dela como agora estão longe de desejá-la.

 

17) Não dá valor ao pecado por estar atualmente na moda. Não julga o pecado como coisa apreciável, só porque a maioria segue tal caminho. Pensamos bem sobre uma praga, só porque ela se torna tão generalizada e atinge a tantos? “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Ef 5.11)

 

18) No que diz respeito à vida cristã, serve a Deus com todas as tuas forças. Deveríamos fazer por nosso Deus tudo quanto está no nosso alcance. Deveríamos servi-Lo com toda a nossa energia, posto que a sepultura está tão perto, e ali ninguém ora nem se arrepende. Nosso tempo é curto demais, pelo que também o nosso zelo de Deus deveria ser intenso. “Sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11).

 

19) Faze aos outros todo o bem que puderes, enquanto tiveres vida. Labuta por ser útil às almas de teus semelhantes e por suprir as necessidades alheias. Jesus Cristo foi uma bênção pública no mundo. Ele saiu a fazer o bem. Muitos vivem de modo tão infrutífero, que, na verdade, suas vidas dificilmente são dignas de uma oração, como também seu falecimento quase não merece uma lágrima.

 

20) Medita todos os dias sobre a eternidade. Pois talvez seja questão de poucos dias ou de poucas horas – haveremos de embarcar através do oceano da eternidade. A eternidade é uma condição de desgraça eterna ou de felicidade eterna. A cada dia, passa algum tempo a refletir a respeito da eternidade. Os pensamentos profundos sobre a eterna condição da alma deveriam servir de meio capaz de promover a santidade. Em conclusão, não devemos superestimar os confortos deste mundo. As conveniências do mundo são muito agradáveis, mas também são passageiras e logo se dissipam. A idéia da eternidade deve ser o bastante para impedir-nos de ficar tristes em face das cruzes e sofrimentos neste mundo. A aflição pode ser prolongada, mas não eterna. Nossos sofrimentos neste mundo não podem ser comparados com nosso eterno peso de glória. Considerai o que vos tenho dito, e o Senhor vos dará entendimento acerca de tudo. 

 

Thomas Watson

 

Watson citado por VALADÃO, Ana Paula. Recomendações para se Viver Bem. Disponível em: http://blogdaana.wordpress.com/2008/04/01/recomendacoes-para-se-viver-bem/. Acesso em 01 abr. 2008.

 

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10
out
08

Nadando Contra a Maré

O livro de Daniel nos apresenta diversas muito pertinentes para os nossos dias. Gosto muito de ler este livro, pois de tempos em tempos tenho uma nova revelação sobre ele.

 

Lendo o primeiro capítulo, pude perceber que a situação inicial de Daniel muitas vezes se repete em nossas vidas, e não só podemos, como devemos aprender com este jovem.

 

Após sitiar a cidade de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, solicitou o que fosse buscado da família real de Israel, alguns jovens, mas não poderia ser qualquer jovem, lemos no versículo quatro que este jovens deveriam ser “sem defeito físico, de boa aparência, cultos, inteligentes e que dominassem os vários campos do conhecimento” (Dn 1:4a). Quantas qualidades deveriam ter estes jovens, acredito que se assemelha muito as exigências que o mercado de trabalho, as pessoas, o sistema, nos exigem, não acham?

 

Entre os jovens escolhidos estavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Cada um deles possuía um nome com significados, como é costume dos judeus, mas no versículo 7 lemos que eles receberam novos nomes, então passariam a se chamar Beltessazer, Sadraque, Mesaque, Abede-Nego, respectivamente, todos eles relacionados com deuses pagãos. O nosso nome está diretamente ligado a nossa identidade, e principalmente para os judeus, essa é uma questão muito importante. Assim que chegaram em Babilônia, trocaram, seus nomes, não só por uma questão administrativa, mas para que eles se amoldassem aos padrões do novo mundo que eles estavam inseridos. Muita semelhança com os nossos dias não é mesmo? Muitas vezes recebemos títulos que nos rotulam sem nem mesmo corresponder ao que somos de verdade.

 

Prosseguindo na história de Daniel, vemos que o rei já havia decido qual a comida que os jovens que o serviria deveriam comer (Dn 1:10). Comidas que os israelitas consideravam contaminadas, pois eram oferecidas a ídolos. Hoje, não é muito diferente, afinal, o mundo nos oferece muitas coisas que sabem ser impuras e que não condizem com os desejos de Deus para o homem, mas no versículo 8 lemos que Daniel decidiu não se contaminar. Houve uma decisão! Daniel corajosamente decidiu nadar contra a maré, não se curvar diante das ofertas agradáveis, mas contaminadas “por dentro”. Com sua decisão, Daniel dizia: “Olha, seus manjares são agradáveis à vista, mas estou decido a não me contaminar com eles. Não quero desagradar meu Deus!”.

 

Em lugar desta comida, Daniel e seus três amigos comiam vegetais e água, e após dez dias, eles estavam mais fortes e saudáveis que os outros jovens (Dn 1:15). Não tem uma explicação lógica e racional para isso. O ser humano não pode viver sem determinados tipos de alimentos, caso contrario de enfraquece, mas Daniel e seus amigos comiam as únicas coisas que provavelmente eram “puras” naquele lugar e nenhuma outra explicação há senão a intervenção de Deus na saúde e desenvolvimento daqueles jovens. Acredito que esta foi a resposta de Deus para a decisão tomada por Daniel e seus amigos.

 

Da mesma forma que Deus fez aqueles jovens, acredito que Ele fará conosco. Mas antes de tudo, deve haver uma decisão de nossa parte. Nós é que devemos nos abster das comidas impuras oferecidas pelo mundo, por mais saborosas que elas pareçam. Devemos ter a coragem de proclamar que não nos contaminamos com os sabores mundanos, pois isso desagrada ao nosso Deus, e nos mais ele nos responderá! Deus se revela aos que o buscam.

 

Recordo-me certa vez em uma festa que dois colegas da faculdade me perguntaram se eu não usava nenhum tipo de droga. A minha resposta foi enfática: Não! Depois deste não é claro que eles vieram com seus argumentos dizendo que é bom demais; que eu não sabia o que estava perdendo; eu era a melhor coisa do mundo; que eu ficaria louco quando experimentasse; que não pararia mais de usar, etc, etc. Na hora, pensei que deveria dar uma resposta racional, sem apelar para questões religiosas, e expliquei para eles que não via necessidade de usar este tipo de coisas e que isso era uma decisão.

 

Obvio que eles não entenderam muito bem, mas acredito que pude testemunhar algo diferente para eles. Eu estou decido a não me contaminar com a comida que o mundo me oferece, por mais “louca” apetitosa e prazerosa que possa parecer. Espero que você também tome esta decisão, e possa desfrutar da resposta de Deus, assim como Daniel, Hananias, Misael e Azarias.

 

Abraços

03
out
08

Coram Deo

“Todas as pessoas vivem perante a face de Deus; todos vivem Coram Deo. Entretanto, nós, cristãos é que fomos chamados ter essa consciência. Precisamos reconhecer que não há um só momento em que não devamos nos lembrar disso”. *

Este é um livro muito especial para mim. Gosto muito de ouvir as pregações do Pr. Gustavo e tive o privilégio de ouvi-las durante o período em que esteve na liderança da mocidade da Igreja Batista da Lagoinha (IBL), porém após sua mudança para a secretária de missões da nossa igreja, a oportunidade de ouvi-lo se tornaram raras e o lançamento deste livro, me proporcionou “matar” um pouco da saudade de seus sermões.

Neste livro, somos conduzidos através de citações de grandes personalidades cristãs, como Lutero, Jonh Wesley, Agostinho, e outros, a nos apaixonarmos pela palavra do Senhor, além de buscá-lo incessantemente e nos conscientizarmos de sua onipresença: “Nós precisamos compreender que se quisermos alcançar a mais profunda intimidade com Deus, devemos, hoje mesmo, nos comprometer a investir tempo no nosso relacionamento com Ele. Precisamos começar. Certamente, pouco a pouco, a medida que perseveramos a nos encontrar diariamente com o Senhor, notaremos que a nossa vida se tornou diferente e que começamos a nos parecer mais e mais com Jesus”. (p. 66*)

“O único lugar onde a pessoa pode encontrar a libertação do egocentrismo é na Igreja, na comunhão com outros irmãos. Isso é evidenciado, por exemplo, nos pequenos grupos. Nesses lugares, os cristãos podem se encontrar um com os outros através da mediação de Cristo. Ali, as pessoas experimentam o perdão, a cura, a restauração, o aconchego e, naturalmente, o poder do Evangelho: famílias desestruturadas são restauradas; casamentos despedaçados são renovados; pessoas perdidas são encontradas; jovens angustiados experimentam o perdão”. (p. 108*) Este livro me ajudou muito, principalmente neste aspecto da função dos pequenos grupos, apesar de não perceber minhas necessidades sendo supridas pelo grupo, percebi a importância de me inserir realmente na Igreja, e não esperar ser inserido. Às vezes é muito complicado dar o primeiro passo, enfiar a cara num grupo de pessoas que não conhecemos, mas é extremamente necessário.

Sou extremamente carente em relação a relacionamentos, sou consciente do quanto preciso de ajuda para crescer e melhorar em diversos aspectos, mas às vezes, percebo nas próprias igrejas o quanto o individualismo está presente e como as pessoas não estão dispostas a sustentar uns aos outros. Só mesmo um relacionamento íntimo com o Senhor para superarmos as falhas das organizações humanas que estamos inseridos.

No livro podemos ainda ler as maravilhosas “cajadadas” muito características do Pr. Gustavo, mas que nos fazem parar para pensar e aprender e crescer: “Talvez para o homem moderno, seja mais cômodo pensar em Deus como uma máquina, do que pensar nEle como uma pessoa. Uma máquina não tem feições, não se entristece conosco, não ponta as nossas falhas, não anseia por relacionamento, não nos chama para um diálogo e nem nos convida para um tempo de comunhão. A máquina é insensível e está sempre a disposição para que nós a usemos da maneira que quisermos. A pessoa não.” (p. 60*)

Para finalizar, gostaria de compartilhar o relato da conversão de Agostinho, lendo a Bíblia: “Agostinho, viveu muitos conflitos interiores durante a sua caminhada. Ele mesmo nos deixou o relato da sua história na sua autobiografia, as Confissões. Apesar do valor que dava aos tantos livros, estudos acadêmicos, filosofias e conhecimento, Agostinho entendeu que somente a Palavra de Deus é a plena Verdade. Somente ela tem o poder de mudar o coração e vida do ser humano. Ele mesmo foi mudado a partir da leitura das Escrituras. Quando ainda era ímpio, enquanto lia a Bíblia, o Espírito Santo lha revelou Cristo, quebrantando o seu coração e transformando-lhe os pensamentos”. (p. 35-36*)

A leitura é extremamente agradável e suave. Vale muito a pena para todos os apaixonados por Deus.

Abraços!

* BESSA, Gustavo. Coram Deo: vivendo perante a face de Deus. Belo Horizonte: Diante do Trono Publicações, 2007. 110 p.

19
set
08

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” Hb 11:1

A nossa fé é uma convicção, e isso independe das circunstâncias.

Nossa fé também não pode ser comparada com a fé do mundo, por exemplo, uma pessoa que entra em um ônibus, tem fé que este ônibus fará o percurso que está pré-designado a fazer e que o ônibus o levará ao seu destino. Mas nós enquanto cristãos, devemos ter uma certeza bem maior que essas coisas. Devemos crer no poder soberano e amor incondicional do Senhor Jesus. Devemos esperar por sua volta, e isso implica em crer no cumprimento de suas promessas. É algo bem maior.

Muitas vezes podemos confundir a fé com diversas coisas que não são, como por exemplo, pensamento positivo, confissão otimista, emoção, entre outros.

Percebemos que a nossa vida não pode ser conduzida exclusivamente pelos sentidos físicos que estão sujeito ao engano, mas não devemos desconsiderá-los, pois é através deles que recebemos a palavra de Deus. Ouvir por exemplo, é um dos sentidos físicos, mas nós não podemos confiar apenas no que ouvimos, mas também não devemos desprezá-lo, pois “a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm. 10.17).

Uma vez gerada em nós, a fé passa a ser o fator dominante na nossa relação com o Senhor. O mais importante não é o que vemos ou o que sentimos, mas o que cremos com base na Palavra de Deus. Está escrito: “O justo viverá pela fé.” (Hb. 2.4).

Paulo em Romanos 8:28 declara que sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” isso é uma convicção, ele não afirma que vemos ou sentimos. O mesmo é percebido no texto de Jó  19:25 que declara: “Eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra.” E isso independe tanto das circunstâncias, quanto dos seus sentidos.

Crer na palavra de Jesus, implica em contentamento em relação ao que está escrito. Por exemplo, Ele disse: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mt. 18.20.) Se cremos nisso, cremos que Sua presença é real se sentirmos ou não. Devemos acreditar em suas promessas e Paulo nos ensina: “Andamos por fé e não por vista” (2Co. 5.7). Isso é “andar no espírito”, como relatado em Gálatas 5:16.

“…e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” 1 João 5.4

Abraços

14
set
08

1 Ano

“Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e não se apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos.” Dt 4:9

 

Lembro-me claramente quando comecei a perceber a importância da história. Ao ler a Bíblia, parecia que os versículos que afirmavam a importância da história, ficavam mais evidentes (leia mais aqui). Ao ler um texto na internet, lá estava a história novamente (leia post clicando aqui). Ao ir a igreja, as pregações falavam claramente a respeito da importância da história (leia sobre isso aqui). Ao ler um livro, lá estava descrito a importância da história (leia mais clicando aqui). Até mesmo na faculdade, em meio a uma aula a professora nos ensinava a prestar mais atenção em nossa história. Onde quer que eu fosse lá estava alguém falando a respeito desta história.

 

No livro de Hebreus, capitulo 10, versículo 32, lemos: “Lembrem-se dos primeiros dias…”. O autor instigava o povo de Hebreus a resgatarem sua história para que mantivessem a essência do cristianismo no meio deles. Da mesma forma, nós hoje, devemos nos lembrar do que o Senhor fez por nós e também pelos israelitas. Não há melhor forma de mantermos vivo o nosso testemunho do que escrevermos. Muitas vezes somos confrontados com as situações que tentam apagar nossas experiências e nos fazem imergir apenas nas circunstâncias que nos cercam.

 

Neste contexto, percebi a importância de registrarmos a nossa história. Escrever nossos vários momentos para que depois de um tempo tenhamos claramente nossa caminhada descrita. Processo de extrema importância para que possamos nos conhecer melhor e definirmos onde estávamos, onde chegamos, onde falhamos… Foi nesse momento que tive a idéia de criar um blog que deveria expressar a importância da história.

 

Exatamente no dia 14 de setembro de 2007, publiquei o primeiro post deste blog e desde então, foram 54 posts, 44 comentários e uma média de 960 visitas por mês! Glória a Deus por isso!

 

Com a chegada dos comentários, percebi que além de um importante registro, este diário on-line também possui a importante função de levar uma mensagem diferenciada a muitas pessoas. Como é bom poder fazer Jesus conhecido!

 

Espero que cada dia mais as pessoas sejam edificadas com as mensagens e que elas saibam o quanto são amadas por Jesus!

 

para que contes aos ouvidos de teus filhos, e dos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os meus sinais, que tenho feito entre eles; para que saibais que eu sou o SENHOR.” Ex 10:2

 

Abraços!

13
set
08

Dons e Ministérios

“Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros”. (Rm 12:4,5)

Dom é um atributo especial que recebemos apenas pela graça do Senhor, não é algo que temos por mérito ou recompensa. Recebemos os dons com o propósito de edificar a Igreja (os que estão a nossa volta). Não devemos cometer o erro de se importar apenas com o nosso caráter e/ou apenas com os dons, pois os dois têm sua função e importância. Temos que busca o equilíbrio.

Podemos classificar os dons da seguinte forma: Dons do saber (palavra de sabedoria; palavra de ciência; e discernimento de espíritos); Dons de fazer (fé; cura; e operação de milagres) e Dons de falar (profecia; línguas; e interpretação).

Não podemos deixar de destacar que Paulo em I Coríntios 14:1-3, nos orienta a buscar com zelo pelos dons do Espírito, principalmente o de profetizar que edifica um maior número de pessoas pela sua característica de “transmitir” a mensagem do Espírito para a Igreja, cumprindo mais fácil e rapidamente a “função” de edificar o Corpo de Cristo.

Ministério significa servir, sendo, na minha opinião, primeiramente a Deus, depois a Igreja (corpo de Cristo), e também ao mundo através do nosso testemunho. Não podemos confundir um ministério com um título dado as pessoas, pois um ministério é um serviço/função, já um título é algo pessoal.

De acordo com as escrituras percebemos que os ministérios têm a função de estabelecer o conhecimento de Cristo, unidade da fé, aperfeiçoamento dos santos e edificação do Corpo de Cristo. Conforme descrito em Efésios, percebemos que são cinco principais ministérios: Apóstolo (edificação das bases de igrejas); Pastor (cuida das ovelhas); Profeta (um canal de revelação de Deus para a igreja, apontando uma direção); Mestre (ensina a igreja) e Evangelista (propagação do Reino).

Através dos nossos dons e ministério Deus nos usa como seus cooperadores e supre nossas necessidades em relação ao recursos espirituais, para que possamos cumprir as tarefas por Ele designadas, edificando a Igreja e propagando seu Reino.

“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (I Pe 4:10).

Abraços

05
set
08

O Caminho Mais Curto

Em quase todas as situações, nós, seres humanos, temos a tendência de querer encurtar os caminhos pelos que passamos – obviamente, queremos chegar mais rápido. Mas nem sempre é a melhor opção.

 

Às vezes eu me perguntava: “Porque as coisas sempre demoram mais comigo?” Sempre questionei o Senhor a respeito dessas coisas. Em todas elas eu vi que realmente era melhor esperar ou passar pelo caminho mais longo. Temos um exemplo disso no povo de Israel, quando saíram do Egito.

 

O Senhor sabia que o povo estava, de certa forma, acomodado com a escravidão. E ainda não era a hora de enfrentar os Filisteus. Nós não podemos encarar os inimigos que estão na frente sem primeiro nos livrarmos dos que estão atrás. Não podemos encarar uma batalha deixando outra pendente, porque nunca estaríamos concentrados da maneira que deveria ser.

 

Quando se trata de ministério, muitas vezes acontece o mesmo. Queremos ministérios bem-sucedidos, rapidamente e sem ter de pagar o preço. Quando eu me converti ao Senhor Jesus, já era músico profissional. Quando os meus lideres (na época da minha conversão) descobriram meus dons e talentos, rapidamente me chamaram para ministrar. E como eu tinha muita experiência com o público, não tive dificuldades em cantar e tocar novas canções.

 

Eu creio hoje que aquilo foi um erro. Eu não estava pronto para encarar essa “guerra”. Os inimigos que estavam atrás de mim não tinham sido vencidos ainda, e eu carregava um fardo de feridas não saradas que toda hora vinham à tona. Um erro muito grave que acontece nas igrejas é que as pessoas são vistas e reconhecidas por causa dos dons. Como já disse em outras ocasiões, Deus não se impressiona nem um pouco com nossos dons e talentos; Ele traça o caminho e nós obedecemos – ou não. Deu quer que sejamos ministros curados.

 

Não podemos basear nossa vida ministerial apenas nos dons e talentos; tem que haver conteúdo vivo, uma alma sarada e uma mente concentrada naquilo que estamos fazendo. Eu fico imaginando o povo de Israel, se tivesse ido pelo caminho mais curto. Provavelmente teriam desistido e voltado atrás logo na primeira batalha. Os filisteus eram assassinos ferozes e sanguinários, e o povo de Israel estava totalmente “enferrujado” por causa da escravidão. Quando tomamos decisões contrarias à vontade de Deus, ficamos sem a orientação da coluna de nuvem, durante o dia, e da coluna de fogo, durante a noite. Ficamos desorientados, e começamos a errar consecutivamente.

 

Quando vinham as lutas, eu pensava: “Ah, que saudades do mundo e de tocar nas noites de Buenos Aires! Não tinha tanta luta!” Mas na guerra não há tréguas. Como poderia eu enfrentar os novos inimigos sem vencer os antigos? O Egito estava nas costas de Israel. E Israel precisava se livrar dele. O problema é que para ver o nosso inimigo derrotado precisamos encarar o mar – o que não deixa de ser um confronto. O mar, em minha vida, era largar tudo e obedecer a Deus, ou seja, começar do zero. Na verdade dá medo, porque apesar das lutas e tribulações, não queremos perder o “lugar” conquistado.

 

Depois de quase três anos de ministério eu percebi que estava andando no caminho errado. Eu queria encurtar a coisa, mas Deus tinha outros planos. Depois de um episódio em um evangelismo, eu tive a clara direção de Deus de entregar o ministério em Suas mãos e deixar que ele me livrasse dos inimigos que estavam atrás de mim. O mar me foi apresentado e eu poderia novamente escolher.

 

É uma questão de confiança no Senhor. O problema do escravo é que ele acaba confiando na escravidão. O fato de ser livre lhe causa medo, porque não saberia como agir diante de escolhas. Sendo escravos, não temos muitas opções. Mas quando se apresentam as opções, somos incapazes de tomar decisões. De certa forma, a escravidão acaba gerando um falso conforto que é difícil de abandonar. Quando há pendências do passado sem resolver, vamos acrescentando peso ao nosso fardo à medida que avançamos. E o inimigo em nossas costas vai chegando mais e mais perto de nos destruir. Esse inimigo precisa ser vencido antes de encarar outros.

 

No meu caso, eu resolvi entregar tudo nas mãos de Deus e deixar ele me conduzisse pelo mar. O mar é o preço que pagamos. Às vezes ficamos com medo, às vezes sozinhos e às vezes olhamos para atrás; mas quem abre as águas é o Senhor. Ele sopra o vento na hora certa para o mar se abrir. É sempre uma escolha diante de nós. Eu poderia perfeitamente continuar forçando a barra com meu dom e talento, mas estaria sempre com a sombra do “inimigo de trás”.

 

Depois que Israel atravessou o mar, ficou livre desse inimigo. Logo viria o deserto e apareceriam outros inimigos pela frente. Novamente Deus os conduziu pelo caminho mais longo, porque Ele precisava tratar com o caráter dos seus filhos. Mas esse é outro assunto.

 

Paz para o seu coração,

 

Jorge Russo (Jorjão)

Ministério Trio

ministeriotrio@bol.com.br

 

Visite: www.ministériotrio.com.br

29
ago
08

Como é Bom ser Amado

Ahhhh Jesus… como é bom ser amado por Ti!

Não sei vocês, mas ultimamente tenho sido edificado pelo grandioso e confortante amor do Senhor!

Tenho reparado dia após dia, a paciência e o zelo dEle para comigo que só pode ser fruto do seu amor incondicional que me constrange.

Ahhhh Jesus… como é bom ser amado por Ti!

Certamente se todos tivessem a consciência do amor de Deus por nós, não existiria depressão, ódio, tristeza, desespero, desânimo, tanta complicação que a humanidade vive hoje. Deixaríamos-nos ser levados pelo seu grande rio de amor e nos embriagaríamos por completo. Não teríamos outra resposta senão também amá-lo por completo, entregando nossas vidas a Ele e a cada dia parando diante dEle e o adorando o mais intensamente possível.

Ahhhh Jesus… como é bom ser amado por Ti!

Muitas vezes me pego simplesmente pensando nEle, e sendo alimentado por seu amor. Tenho a sensação que quando paro e me recolho em Sua presença de amor, saio muito mais forte, renovado, satisfeito, alimentado… Tenho vontade de ficar ali, sentado em seu colo, recebendo um cafuné!

Ahhhh Jesus… como é bom ser amado por Ti!

E você, já esta imerso em todo o amor que Jesus tem para você?

Não???

Então peça a Ele, diga, pense, balbucie, ou até mesmo grite aí onde você está: – JESUS, ENTRA AGORA EM MINHA VIDA, PERDOE OS MEUS PECADOS E ME INUNDE COM SEU AMOR! RECONHEÇO QUE SÓ TU ÉS SENHOR, QUE MORREU NA CRUZ E RESSUCITOU. EU QUERO SER AMADO POR TI!!!!!!!!!!!!

Faça isso, e verá como é prazeroso ser amado!

Ahhhh Jesus… como é bom ser amado por Ti!

Abraços

22
ago
08

Marque sua Geração

“Marcar uma geração não é uma tarefa apenas para algumas pessoas. É através dessa afirmação que o Pastor Gerson Freire discorre sobre como aqueles que seguem Jesus podem deixar marcas profundas sobre sua geração. Com o advento da pós-modernidade, o homem vive uma crise de valores e, conseqüentemente, está perdendo sua oportunidade de fazer a diferença. Este livro levará você a refletir sobre alguns valores que mudarão seu cotidiano, tornando a vida cristã desafiadora e cheia de experiências reais com Deus”. *

Quando ouvi falar o nome deste livro pela primeira vez, já fiquei muito curioso, tentei encontrá-lo em várias livrarias, mas por ser publicado por uma editora “pequena”, não é fácil de ser encontrado. Apesar disso, cerca de um ano depois desta procura, minha mãe me presenteou com este livro em um dos meus aniversários, pois já sabia que estava a procura dele. Creio que até nisso Deus está envolvido, pois foi justamente nesta época que resolvi tomar “posição” com Deus e buscá-lo com todo o meu ser!

Pouco tempo depois desta decisão, entrei em uma “crise de identidade cristã” procurando o que fazer, onde trabalhar para expansão do Reino. Então, ingressei em um grupo pequeno composto apenas por universitários (nesta época, já cursava administração) e que desenvolve trabalho de evangelismo nas faculdades de BH.

Foi o suficiente para ver realmente Deus falar comigo através das páginas deste livro, uma vez que tinha muita vontade de trabalhar e evangelizar, mas estava realmente com muito medo. Desde então, passei a auxiliar um grupo de pessoas que estavam interessadas em organizar reuniões evangelísticas na faculdade onde estudo.

Por ter lido em um período muito especial de minha vida, este livro me marcou muito, realmente hoje tenho cada dia mais sede e marcar minha geração, e fazer diferença onde quer que esteja.

Quero compartilhar alguns trechos deste livro e acredito que desde já vocês serão impactados por esta grande obra:

“Trabalhar em equipe é o desejo de Deus para implantação do seu Reino neste terra. Não importa quão capacitado ou quão incapacitado você se sinta. Comece a orar hoje mesmo pedindo ao Senhor eu envie obreiros aprovados para estar com você nessa visão. E mais que isso, procure o conselho do Senhor sobre como treinar uma equipe. Procure também outros irmãos que tenham tido experiência nessa área e compartilhe seus planos para a equipe” (p. 69)*.  Este trecho falou muito comigo, principalmente pelo motivo que compartilhei no início deste post, pois estava em uma fase de decisão e desafios a enfrentar e pude encontrar palavras consoladoras do Senhor neste trecho.

“Durante a meditação no texto de 1ª Pedro 2:9 o Senhor começou a me mostrar que Ele havia me escolhido e que Ele havia me dado características específicas através das quais iria me usar.

[...] Ao lermos que somos geração eleita devemos entender que a vontade de Deus em nossas vidas é algo que não começou agora, mas estamos dentro de um conspiração eterna do amor de Deus.

Ser geração eleita é render-se à soberania de Deus e isso me dá tranqüilidade, pois se me conheceu antes mEsmo de eu existir, então vou descansar na sua soberania em me chamar para estar com ele.” (p.73-74)*

Para mim este livro é simplesmente incrível!!

A leitura é muito fácil e agradável. Um livro especial para se presentear novos convertidos, liderados, ou até mesmo pessoas que ainda não se converteram ou estão desviadas.

Abraços!

Visite: www.geracaoprofetica.com.br

* FREIRE, Gerson. Marque sua Geração. Belo Horizonte: Joy Publicações, 2004. 95 p.

08
ago
08

A Imagem do Pai em Nós

Em Gêneses, 1.27, está escrito: “Criou Deus o homem à sua imagem, à sua imagem o criou. Homem e mulher os criou…”. A mulher veio do homem, da costela de Adão. Mas o homem nasce da mulher; isso mostra que só temos um Pai e Criador, Deus, que é o único Pai perfeito.

 

O pai terreno é a imagem do homem e da mulher que nos tornamos. Um único homem pode ser pai, marido, filho, irmão, amigo. Mas cada um de nós só tem um pai, portanto, insubstituível. Pai é sinônimo de criação, responsabilidade, carinho, identificação e referência. Quando temos nossas necessidades supridas como filhos nossa intimidade é tanta que transferimos para Deus esse relacionamento e até nos esquecemos que Ele é o todo Poderoso sobre tudo e todos. Assim, nosso amor não é de interesses.

 

Muitas são as influências maléficas, por exemplo, do pai autoritário e abusador; contamina e desvirtua toda uma família e a sociedade. Assim como maridos descumpridores e paternalistas. O homem é instituído, por Deus, o cabeça do lar, o sacerdote. Há irmãos que conseguem ser insignificantes; tanto faz tê-los como não tê-los, não faz diferença. E há amigos que realmente nos valorizam.

 

Para o relacionamento com o nosso Deus – Pai celeste e Criador – carregamos toda essa bagagem de vida terrena, da imagem do pai homem e progenitor, todos os traumas. Isto mostra o quanto é importante à imagem do pai, segundo DEUS PAI. Deus não é como Alá, e outros deuses que não são Pai, eles têm seguidores que podem se transformar em terroristas porque não têm a figura do Pai. Podem ser violentos, não valorizam o seu semelhante e nem a si mesmos. Glória a Deus por Ele ser quem é. Deus não é homem, é Pai. Capaz de nos amar e restaurar de todos os traumas e nos dar vida eterna. O nosso Deus é Pai, marido, filho, irmão e amigo. Ele é tudo em todos.

 

Jesus, o Deus Filho, veio restaurar a imagem perfeita do homem em nós, pois Ele se fez homem para salvar a humanidade. Você tem alguma mágoa para com seu pai? Perdoe-o agora. Você não tem sido um bom pai? Peça perdão a seu filho. Mostre a ele o quanto você o ama. O quanto ele é importante para você. Você não tem sido um filho obediente? Peça perdão a seu pai, diga a ele que você o ama. Reconheça Deus como Pai e aceite o perfeito homem que é Jesus para restaurar em você a imagem do Pai.

 

Margaret Pena da Mata

Jornalista, Relações Públicas, Cineasta, Professora de Inglês, Formada pelo Instituto Cristo para as Nações. Colaboradora do portal Lagoinha.commargpena@yahoo.com.br

 

Disponível em http://www.lagoinha.com/engine.php?pag=hotsite-secart&secpai=33&sec=48&cat=310&st=diadospais2007&art=6628. Acesso em 31 jul. 2008.

 

Visite: www.lagoinha.com

01
ago
08

Intervalo com Deus – Parte V

Bons momentos eu pude viver ali neste período!

 

Agradeço a Deus por cada vida que passou por ali e creio que a semente foi plantada!

 

Ao terminar este semestre, fiquei um pouco triste por não ter me envolvido no clubinho desde que entrei na faculdade.

 

Lembro-me que momentos antes da última reunião passei um tempo em oração e agradeci a Deus por tudo o que Ele me proporcionou neste período ali. Além disso, pedi a Ele que me desse a oportunidade de ouvir dos testemunhos das coisas que começaram ali, pois estou certo que muitas sementes floresceram. Neste mesmo dia, pude ouvir algo e ter a certeza de que o que fiz ali não foi em vão.

 

Nas últimas reuniões estávamos sorteando alguns brindes, como CD’s, livros, DVD’s, etc. e nessa reunião, um rapaz chegou bem no finalzinho (acredito até que ele ouviu apenas a oração que sempre fazemos ao final) em seguida realizamos o sorteio, onde ele foi o sorteado. Depois que eu conversei com algumas pessoas que me procuraram, ele chegou até mim e disse que não era evangélico, mas que sempre me observava distribuindo as balas nos dias das reuniões e que me admirava por abraçar esta causa e fazer a diferença, com uma atitude tão simples, como falar de  Deus para as pessoas. Ele inclusive me ofereceu dinheiro pelo CD que ele havia ganhado e também para ajudar a custear nossas despesas, claro que não aceitei o dinheiro e disse a Ele, que o Cd era um presente de Deus para ele. Fiquei muito feliz pelo que Deus estava me falando através dele. Glória a Deus! Tive a oportunidade de conversar um pouco mais com ele e explicar que com Jesus podemos fazer toda diferença.

 

Espero ardentemente que este CD faça toda diferença na vida dele!

 

Eu também passei por intensas transformações durante este período. Pela necessidade, deixei de me esconder atrás das pessoas e fui a frente, falar de Jesus as pessoas (o que não faria de forma alguma antes do clubinho). Aprendi a conviver com nossas diferenças e fui impelido a amar as pessoas como elas são. Meu caráter foi intensamente confrontado e moldado pelo Senhor.

 

Obrigado Jesus!

 

Seja exaltado não só ali no Promove, mas em todas as universidades e até os confins da Terra!

 

Abraços.

 

FINAL

25
jul
08

Intervalo com Deus – Parte IV

É… mas nem tudo são flores…

 

Deus em seu infinito poder nos permitiu viver algumas situações que me fizeram crescer muito. Sou eternamente grato a Ele por isso também.

 

Logo quando comecei a me reunir com o pessoal, chamei outras 2 pessoas da minha sala que também eram evangélicos para se juntar ao grupo. Eles foram prontamente em 1 ou 2 reuniões, mas depois não queriam saber mais. Diziam que precisavam estudar… (Lembro de um dos pastores da minha igreja que dizia: ‘Vocês estão na faculdade para ganhar almas! Ali é um campo missionário e o diploma que vocês receberam no final do curso é apenas um brinde!’)

 

Como já escrevi, no fim do semestre que comecei a me reunir com grupo, algo começou a nos desmotivar e passamos por um período muito complicado. Com o início do semestre e a chegada de novas pessoas, o ânimo foi mudando e com o auxílio do Senhor subimos mais um degrau em nossa caminhada.

 

Tivemos também muitos desacertos em relação ao formato de nossas reuniões. Tentávamos ao máximo evitar expor alguma coisa relacionada a doutrinas, e certos assuntos que poderiam nos causar problemas, mas de fato tivemos alguns problemas relacionados a isso. Neste período, sentimos muito a falta de alguém que fosse formalmente um líder no grupo, pois tínhamos o ideal de crescermos juntos como grupo, um apoiando o outro. Caso tivéssemos um líder seria muito mais fácil esclarecer as situações, chamando os envolvidos para conversar, mas sem este líder formal, não podíamos fazer isso, pois as pessoas achariam que estaríamos nos sobrepondo a elas e poderia causar muita confusão. O máximo que fazíamos era tentar conversar de maneira mais informal, mas quase não víamos um resultado.

 

Certa vez, resolvemos distribuir panfletos evangelísticos e para seguirmos as regras

 

Nós sempre quisemos planejar nossas reuniões mais sistematicamente, para que pudéssemos executar um trabalho melhor, apesar de nos reunirmos sempre nos intervalos dos outros dias para discutirmos alguns aspectos da reunião, mas este tempo era muito pequeno e corrido. Certa vez, após muitas tentativas, conseguimos nos reunir nas férias e fizemos uma programação para todo o semestre. Fiquei muito feliz e me sentia mais seguro com esta programação em mãos. Mas acredito que Deus quis me mostrar que minha segurança deveria ser Ele e não uma programação. Nesta época éramos cerca de 6 pessoas, pois algumas já haviam passado no vestibular e saíram do grupo (Glória a Deus por isso também!!!), para minha surpresa, ao iniciar o semestre, 4 pessoas sumiram e não se reuniram mais conosco, desmanchando toda a programação que tínhamos feito. Neste momento pensei que o clubinho fosse acabar… Foi um abalo muito grande, tendo em vista que até mesmo o número de pessoas que iam as reuniões caíram drasticamente.

 

Neste período, eu e o outro amigo que permaneceu firme continuamos ali e me vi obrigado a assumir de fato a reunião, inclusive falando e cantando (que desastre!! Pelo menos Deus é longânimo! Rsrsrsr!!!), o que evitei durante muito tempo e enquanto eu pude, por ser muito tímido. Nós dois começamos a orar e questionar a Deus o que estava acontecendo. Perguntava até mesmo se era a vontade dEle que o clubinho acabasse, o que nunca tinha cogitado até este momento. Estava muito desanimado neste período, mas não deixei de ser cuidado pelo Senhor, tendo em vista que Ele colocou muitas pessoas ao meu lado que me davam forças, sem perceber.

 

Lembro que certa vez uma das meninas que organizavam o clubinho na parte da manhã, lá na faculdade também foi nos visitar e conversou muito comigo, inclusive orou pedindo a Deus que me revestisse de forças e que retirasse todo desânimo, mesmo sem saber de nada. Nossa… realmente Deus se importa com os seus!

 

Deus faz cada coisa… Já estava a ponto de desistir e largar tudo, até que no início de uma das nossa reuniões apenas 3 pessoas estavam presentes e as chamei para orar por um período, e estava decidido a falar com elas após a oração, que não nos reuniríamos mais. Demos nossas mãos formando um circulo, e pedi a uma das pessoas presentes que orasse, quando ela acabou de orar e eu abri os olhos o círculo estava enorme, ocupando praticamente todo o espaço em que nos reuníamos, pois diversas pessoas haviam se aproximado e estavam ali buscando um pouquinho de Deus. Ao final, o meu amigo me ajudava a organizar me disse: ‘Acho que Deus te pegou de surpresa, né?!’. Realmente fui surpreendido. Deixei de lado a idéia de parar, pois para mim este foi um enorme sinal de Deus confirmando que a obra é dEle. Claramente o Espírito Santo me trouxe a memória o relato do diretor do cursinho sobre a história dos clubinhos ali. Por mais de 20 anos initerruptos, acontecia o clubinho. Ele está no controle! Aleluia!!!

 

Hoje, quando analiso estes acontecimentos, percebo a fidelidade do Senhor em cada detalhe. Ele sempre esteve do nosso lado e até nos momentos em que as circunstâncias pareciam querer me engolir, percebo que lá estava Deus forjando meu caráter e me preparando para os lugares que ele tem me colocado hoje.

 

Obrigado Jesus!

 

CONTINUA…

18
jul
08

Intervalo com Deus – Parte III

Ah… Quantas bênçãos pudemos experimentar ali no Intervalo! Incrível como em 10 minutos Deus pode fazer tanta coisa!

Recordo que certa vez um garoto veio pela primeira vez em nossa reunião e ao final, nos procurou e contou como chegou até ali. Ele disse que não era de Belo Horizonte, e estava na cidade estudando e morava em um apartamento ao lado da faculdade. Nesta época ele não estava freqüentando igreja alguma, apesar de ser de uma família evangélica. Ao chegar na cidade, ele disse que orou a Deus dizendo que Ele deveria encontrá-lo em Belo Horizonte. E em uma 5ª feira, ele nos escutou cantando e percebeu que algo diferente estava acontecendo no prédio da faculdade. Na 5º feira seguinte, ele percebeu a mesma coisa. E na outra 5ª feira ele percebeu que Deus o havia “encontrado” e quis muito participar da reunião e foi até a faculdade. Ao chegar na portaria, obviamente, o porteiro não permitiu que ele entrasse, foi quando esperou uma turma de pessoas e entrou misturado a elas sem que o porteiro percebesse (Glória a Deus!!! Hehehe!).

 

Deus realmente o encontrou!! Não há dúvidas!! Ele é um Deus de perto, que se importa conosco! Aleluia!! Desde então, conversamos com o porteiro, que neste período estava desviado (Senhor, trás ele de volta a Ti!!), que permitiu que ele entrasse no prédio sempre no dia da reunião e que saísse logo em seguida. Deus é bom demais!!!

 

O próprio porteiro, é um testemunho do que Deus fez através do Intervalo com Deus. Ele estava desviado, e pôde muitas vezes ouvir a palavra do Senhor. Ao final do último semestre, já estava freqüentando a igreja de vez em quando (Glória a Deus!). Sei que ele ainda não está completamente firme, mas creio que Aquele que começou a boa obra, certamente irá completá-la (Fp 1:6)!!

 

Tinha uma outra funcionária também, que não era cristã, mas sempre que a entregávamos uma bala com um versículo, igual a que distribuíamos na portaria da faculdade para divulgar as reuniões, nos elogiava e dizia que gostava muito de ler as coisas que escrevíamos. Glória a Deus por sua palavra libertadora!! Creio também que uma semente foi plantada no coração desta senhora, afinal a Palavra do Senhor nunca volta vazia (Is 55:11).

 

Aliás, estas balas fizeram muitas histórias…

 

Era notável que as pessoas se sentiam atraídas quando distribuíamos as balas. Foi uma estratégia eficaz na divulgação das reuniões, afinal, quem não gosta de ganhar alguma coisa (mesmo que seja uma bala, né?! Srsrs!). Muitas pessoas já vieram até nós, informando que os versículos que colocamos era uma resposta de Deus para suas vidas. Ganhamos a simpatia de muitas pessoas simplesmente por causa de uma bala! Sempre entregávamos uma bala a todos os funcionárias da faculdade que encontrávamos, pois queríamos que eles também fossem tocados.Certa vez, uma faxineira que estudava em outra escola, após trabalhar lá na faculdade, nos disse que um de seus professores perguntou se ninguém havia uma bala para dar a ele. Ela espontaneamente disse que sim, “inclusive com versículo”, completou ela. Veja onde nossas humildes balas foram parar…

 

Tem também um manobrista do estacionamento que fica ao lado do prédio da faculdade que um dos integrantes do grupo o evangelizou e se tornou amigo da galera. Foi simplesmente emocionante o dia que ele decidiu ir a igreja e na hora do apelo depois de um culto sobre evangelismo de mulçumanos ele foi a frente confessando o Senhor Jesus como único e suficiente Salvador. Ele mora com um mulher que também foi a igreja neste dia e se decidiu por Jesus. Por não serem casados, eles não poderiam ser batizados. Esta situação durou muito tempo, mas continuamos orando e crendo que o Senhor dissiparia toda treva. Outro dia encontrei com ele e me disse que em pouco tempo ele casaria e que em seguida batizaria. Glória a Deus!!!!!!!

 

Ás vezes nos vinha uma dúvida de que apenas os já evangélicos vinham em nossas reuniões, tendo em vista que muitos já sabiam cantar as músicas, que muitos oravam concordando com as nossas orações, que demonstravam um jeito meio de crente. Nem orávamos em relação a isso, era apenas um questionando mesmo, tendo em vista que queríamos levaar os perdidos aos pés de Jesus. Mas sempre que isso acontecia, como uma das integrantes observou, sabíamos de alguém que não era cristão e que freqüentava a reunião. Glória a Deus!

 

Sou eternamente grato a Deus por tudo isso.

 

Obrigado Jesus, por me permitir viver estes fatos e presenciar seu grande poder!!!

 

CONTINUA…

11
jul
08

Intervalo com Deus – Parte II

 

Permanecemos durante 1 semestre inteiro apenas orando, e começamos a questionar os nossos objetivos e resultados até este momento. Neste período, algumas pessoas começaram a desanimar e foram se afastando do grupo, que com o passar do tempo foi perdendo forças, até entrarmos de férias.

 

Durante as férias, coloquei meus propósitos e esta situação perante o Senhor. Fiquei muito impressionado com a transformação que ocorreu com o grupo, tendo em vista que eles começaram extremamente dispostos e esfriaram completamente. O que aconteceu, até hoje não faço a mínima idéia, contudo, o Senhor tem propósitos com este grupo ali na faculdade, e isto é fato!

 

Logo no início do semestre seguinte, fui apresentado a uma jovem que desejava realizar algum trabalho semelhante ao que já tínhamos iniciado, e como ela estudava na mesma faculdade que nós, a convidei para entrar no grupo. Percebi que ela trouxe um ânimo novo para a turma, que a esta altura, já estava bem menor que no início. Aos poucos, através de muita oração foi surgindo uma “baita” fome de falar de Jesus para as pessoas, e desejávamos muito que as reuniões começassem a encher logo. Percebi que tinha que aproveitar este momento, e mesmo sem muito planejamento, começamos a divulgar nossas reuniões através de cartazes e distribuição de balas com um pequeno panfleto, contendo um dia e horário da reunião.

 

Não posso deixar de registrar a questão dos cartazes, onde um de nossos integrantes conversou com o seu pastor que nos abençoou, permitindo que ele usasse o dinheiro de seu dízimo na confecção dos cartazes e também de cartões de visita. Ficou um excelente trabalho! Muito bom mesmo!

 

Neste período, também tivemos a oportunidade de conversar com o grupo Intervalo com Deus da Newton Paiva que já estava muito bem estruturado. Com a permissão deles, passamos a utilizar o mesmo nome e logomarca criados por eles. Conversamos também com a direção do pré-vestibular que funcionava no mesmo prédio que a faculdade, e para nossa surpresa, o diretor é evangélico e nos deu um suuuuuuuper auxílio. Apoiou-nos incondicionalmente. Sou muito grato pelo auxílio que este pessoal nos concedeu. Eles fizeram grande diferença em nossa vida.

 

A nossa primeira reunião foi um sucesso! Cerca de 50 pessoas estavam presentes e pudemos compartilhar 10 minutos de muita presença do Senhor. Cantamos, e a nosso convite, o diretor do cursinho conversou um pouco sobre a bíblia e sobre a história deste tipo de clubinho evangelístico ali. Foi neste dia que descobri que por mais de 26 anos sempre acontece reuniões como esta ali. Glória a Deus!!

 

Neste momento, percebi que Deus estava à frente desta obra, e que era a vontade dele que estas reuniões ocorressem. Imagine em um cursinho, onde a rotatividade de pessoas ocorre de 6 em 6 meses, sempre ter um grupo de evangelismo. Só Deus mesmo pode manter isso! Percebi também como foi importante o período de oração que passamos juntos no semestre anterior. Certamente serviu de alicerce para nós.

 

Com o passar do tempo, fomos nos acertando e aprendemos muito a lidar com diversas situações, como por exemplo, as divergências doutrinárias, tendo em vista que somos de denominações diferentes. Ao mesmo tempo, foi uma excelente oportunidade de crescermos e aprendermos juntos.

 

Lembro que queríamos muito alguém que tocasse violão para conduzir os momentos de louvor. Mas ninguém do grupo sabia tocar. Oramos durante um período para que Deus enviasse alguém que soubesse tocar. Para nossa surpresa na primeira reunião (que não teve violão), fomos procurados por uma jovem que se disponibilizou a entrar no grupo e a tocar violão. Foi “de Deus” demais! Como é bom experimentar a fidelidade do Senhor! Inclusive, esta jovem, foi a mais dedicada durante o período que esteve conosco. Glória a Deus por ela!

 

CONTINUA…

04
jul
08

Intervalo com Deus – Parte I

Lembro-me claramente da ansiedade que tinha há 3 anos atrás em participar de uma célula* em minha igreja, mas não tinha nenhuma direção de qual grupo entrar, até que meu irmão comentou sobre uma célula específica para universitários. Fui corajosamente (até hoje não sei como tive coragem para isso!) visitar esta célula, e logo percebi as peculiaridades que o grupo possuía.

 

Poucos meses depois, a célula entrou de férias e aproveitei a oportunidade para ir ao Encontro**, e ao sair deste retiro, estava com muita vontade de fazer algo no sentido de evangelização. Então, me lembrei de uma das atividades das células universitárias, que são os clubinhos, cujo objetivo é evangelizar no campus universitários.

 

Comecei a orar a respeito disso e organizar algumas coisas para iniciar as reuniões no clubinho, mas percebi que muitas lutas vieram junto também, e que claramente, eram ataques do inferno. Concluí que não conseguiria fazer nada sozinho. Pedia a Deus que enviasse pessoas que tivessem o mesmo objetivo e que me auxiliassem nesta obra. Foi então, em uma das aulas da Escola de Líderes***, duas pessoas no momento de apresentação disseram que estavam começando um trabalho evangelístico na faculdade em que estudavam. Tive a oportunidade de compartilhar com eles o meu desejo que era muito semelhante ao deles, e também convidá-los para as reuniões das células universitárias.

 

Para minha surpresa, na semana seguinte indo para a faculdade, encontrei com uma dessas pessoas que havia conversado na Escola de Líderes entrando na mesma faculdade que estudava. Simplesmente não conseguia acreditar! Via claramente a resposta da minha oração!

 

Conversei com ele e marcamos de conversar mais no intervalo, onde fui apresentado ao restante da turma que eram de aproximadamente 6 pessoas. Ao conhecê-los fiquei até um pouco intimidado pela imensa vontade que eles tinham de iniciar este trabalho. Percebia em cada um, o imenso desejo que possuíam de falar de Jesus para as pessoas, além do grande conhecimento bíblico que possuíam.

 

A partir daí, começamos a orar e buscar a Deus juntos (algo completamente novo para mim!), em prol das nossas atividades.

 

Continua…

 

* Uma célula é um grupo constituído de cinco a quinze pessoas, reunindo-se semanalmente para aprender como tornar-se uma família, adorar o Senhor, edificar a vida espiritual uns dos outros, orar uns pelos outros e levar pessoas ao Evangelho. (Fonte: www.lagoinha.com)

 

** O Encontro é um retiro espiritual, é uma saída para estar a sós com Deus; é algo tremendo na vida de qualquer pessoa que o experimenta, deixando-se ser movido pelo Espírito de Deus. (Fonte: www.lagoinha.com)

 

*** A Escola de Líderes é um curso que deve ser feito após o Encontro com o objetivo de crescer espiritualmente, além de se prepararem para a liderar uma célula*.

27
jun
08

Testemunho I

Na última terça-feira (24/06) tive o meu último dia de aula na faculdade!

Glória a Deus por isso!

 

Mas quero registrar aqui algumas experiências que passei durante estes 4 anos ali.

 

Começo com a minha entrada na faculdade onde pude experimentar a fidelidade e cuidado de Deus para comigo. Nesta época, estava afastado de Deus, pois me deixei levar pelas circunstâncias, então fiz uma “prova” com Ele, e pedi que entrasse na faculdade, tendo em vista que já havia prestado vestibular algumas vezes, mas sem sucesso. Após este pedido, fiz inscrição para o vestibular, mas sem esperar que passaria. Não estudei para a prova, mas para a minha alegria, passei em 4º lugar, conquistando uma bolsa de 90%, o que me daria condições de pagar a mensalidade, tendo em vista que a faculdade é particular e nem eu, nem minha família teria condições de pagar as mensalidades integrais.

 

Durante o curso, pude ver uma de minhas orações respondidas, pois não fui um bom aluno até o 3º ano do ensino médio, e sempre pegava recuperação, chegando até mesmo a repetir de ano uma vez. Mas durante o ensino médio, recordo de sempre pedir a ele que me transformasse e me fizesse gostar de estudar e também me desse facilidade para entender as matérias. E foi ali na faculdade que pude viver a resposta desta oração. Hoje eu realmente gosto muito de estudar. Minhas notas, nestes 4 anos foram uma das melhores da sala, chegando sempre próximo a média de 90 pontos (Toda Honra, Glória e Louvor a Deus!!!!). Realmente sou um testemunho de transformação, apenas um exemplo do que Ele pode fazer por nós!

 

Com o passar do tempo, fui me envolvendo com as atividades normais de um universitário, até conhecer um ministério em minha igreja local que trabalhava apenas com universitários. Pude conhecer melhor o trabalho que eles desenvolviam, incluindo a formação de clubinhos de evangelismo nas faculdades, o que me motivou intensamente a abrir um na minha própria faculdade.

 

Minhas maiores experiências ali, certamente foram nos 2 anos e meio em que participei ativamente do nosso clubinho “Intervalo com Deus”. Tenho excelentes lembranças dos nossos encontros que nos proporcionaram experiências marcantes, até a última reunião. Nas próximas semanas, vou escrever um pouco do que vivi ali no “Intervalo com Deus”, para que estes momentos fiquem registrados.

 

Quero agradecer ao Senhor, pelo tanto que ele fez por mim enquanto estive ali na faculdade; pela proteção; cuidado; pelo conhecimento; capacitação; por estar sempre ao meu lado. Quero agradecê-lo pela oportunidade de proclamar o Nome dele ali; pela oportunidade de estudar e me desenvolver; por cada um dos meus colegas e amigos de classe, que também ouviram sobre Ele; por cada um dos meus professores que se dispuseram a compartilhar seus conhecimentos; pelas provas e provações que certamente me aperfeiçoaram.

 

Obrigado Jesus!

 

Eu te amo, não apenas pelo que o Senhor fez durante estes 4 anos, mas principalmente pelo que o Senhor é!

 

Para que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do SENHOR fez isto…” Is 41:20

 

Abraços

20
jun
08

Oração

 

Pai nosso, que estás nos céus…” Mt 6:9

 

Deus nos conhece muito bem, afinal é o nosso criador, sendo assim,conhece nossos desejos, vontade e sentimentos. Uma das formas que temos de estabelecer um relacionamento íntimo com Deus é através da oração.

 

Através da oração podemos conhecer a vontade de Deus para nós e assim cumpri-la com alegria. A oração não deve ser metas para que o Senhor cumpra, ainda que seja uma petição, a oração deve nos transformar, convertendo o nosso coração ao coração dEle.

 

Atendendo um pedido dos próprios discípulos, Jesus ensinou a oração do Pai nosso que serve como exemplo e engloba todos os “tipos” de oração que podemos fazer:

 

  • Confissão/Identificação/Filiação: Mt 6:9
  • Gratidão
  • Rendição/Renúncia: Mt 6:10a
  • Petição: Mt 6:11
  • Perdão/Comunhão: Mt 6:12
  • Proteção: Mt 6:13a
  • Reconhecimento da autoridade/poder/senhorio: Mt 6:10b;13b
  • Glorificação/Adoração: Mt 6:13b

 

Contudo, nossas orações não devem ser vãs repetições como nos exorta o próprio Jesus em Mateus 6:7. Ainda que o Senhor tenha nos dado um modelo, nossas orações devem ser espontâneas, sinceras e fruto de um relacionamento agradável com o Senhor, uma verdadeira conversa entre bons amigos (João 15:15).

 

Como a oração corresponde a um relacionamento com o Senhor, ela é pessoal e deve ser praticada a todo momento.

 

Orai sem cessar.” 1 Tessalonicenses 5:17

 

Abraços

13
jun
08

As Doutrinas da Natureza Humana

Ao criar o homem, ver que sua criação é boa, Deus sopra nas narinas do homem e compartilha com ele a mesma vida que existe nEle (ZÖE). É como se o homem fosse a “extensão” de Deus na Terra (Sl 8:3,8) assim, o corpo seria apenas um espécie de capa para transportar sua alma e espírito sobre a Terra, sendo possível estabelecer contato direto com o mundo material criado por Ele. Daí a necessidade de vivermos espiritualmente e buscando Deus diariamente (II Co 4:16).

 

Em Romanos 5:12, Paulo nos relata que através de um único homem (Adão) o pecado entrou no mundo, e consequentemente a morte, esta, por sua vez passou a todos os homens, deste forma todos pecamos. Adão se tornou, não apenas mortal, quanto ao seu corpo, mas também espiritualmente morto; morto para Deus; morto no pecado; nulo daquele princípio que Paulo denomina, ‘a vida de Deus’ (Efésios 4:18). Podemos citar como a conseqüências do pecado:

 

  • Morte do espírito – Ao pecar, o homem perdeu a vida de Deus e isto foi a morte espiritual. O espírito ficou separado de Deus que é vida: O Espírito não deixou de agir, mas perdeu a vida, e a alma passou para o comando.
  • Morte da alma – As funções da alma foram corrompidas e o homem não tem mais a capacidade de raciocinar certo para chegar à conclusões certas. Ele ama o que não deve e odeia o que não deve.
  • Morte física – Com a morte espiritual, o princípio da morte física começou a operar no corpo. É a morte que opera todo o processo de envelhecimento no corpo.
  • Morte eterna – é a extensão da morte espiritual após a morte física. É definitiva e irrevogável. É a separação eterna de Deus.

 

Através do Espírito Santo, somo convencidos do pecado, quando percebemos a ausência de algo, seja material ou espiritual, assim como na parábola do filho pródigo, enquanto possuía bens, não se sentia mal, mas assim que se viu em uma situação extremamente desconfortável, voltou a casa de seu pai. A convicção do pecado nos leva ao arrependimento (Lc 15:21 / 24:46,47), que é a chave para a salvação, que por sua vez é a recuperação de algo que estava em processo de perda (nós mesmos).

 

Por isso não desanimamos: pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia.”  II Co 4: 16.

 

Abraços




"Lembrem-se dos primeiros dias, depois que vocês foram iluminados..." Hebreus 10:32

 

maio 2012
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