Arquivo para a categoria 'Pregações'

25
dez
09

Verdadeiro Natal

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós (…)” João 1:14
“E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.”Ef. 2:6

  • O Trono

Vislumbre o Trono Celestial, sua magnitude, esplendor e glória, e embaixo dele uma escada com vários degraus. Sua extremidade superior toca o céu e a outra a terra. Exatamente igual à escada que Jacó viu. No entanto, nestes degraus quem descerá será o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Sua descida é a consumação de um plano que começou antes mesmo da criação.

Um projeto celestial que teve inicio antes de Adão ouvir a serena Voz de Deus, e agora, o céu inteiro aguarda e observa. Todos os olhos se fixam numa figura: O Rei Supremo.

O céu está emudecido. Até os anjos silenciaram. O motivo foi um decreto, todo o céu está ciente: “O Rei descerá”. Deixará seu Trono, sua coroa, seu cetro. Abdicará da sua majestade, esplendor e glória. Nada pode contê-lo, ninguém pode detê-lo.

Anjos, Arcanjos, Querubins e Serafins, todo o exército celestial acompanha atentamente o movimento no céu. Algo está prestes a acontecer. Deus entregará seu Filho Unigênito, o Único e Incomparável.

E Ele virá de forma simples e humilde. Degrau após degrau; ato após ato; renúncia após renúncia. Ele descerá, e então subiremos. Escalaremos pela fé os degraus da Salvação. Amparados pela potente mão do Rei.

Cada degrau representa uma situação vivenciada por Jesus para que todos pudessem ter acesso à salvação. Seu nascimento, sua vida, sua missão e sua morte. Tudo planejado. Tudo esperado.

  • Inicia-se a Descida

Noite em Belém. Estaleiro, fenos, vacas, escuridão (…) Este é o cenário.

José e Maria estão cansados, acabaram de chegar de Nazaré. Os pés estão com bolhas e a fadiga é estressante. Suas mentes estão confusas, talvez desanimados. Receberam uma grande promessa de que Aquele menino que nasceria seria o Messias aguardado por Israel. No entanto, a situação é inversa.
Tiveram que sair da Galiléia para que José viesse alistar-se em Belém, cidade de sua linhagem familiar.

A esposa começa a ter contrações que aumentam gradativamente. A hora é chegada. O grande momento. Nasce o menino profetizado.

Não encontram um lugar confortável. A estalagem esta cheia. Inicia-se uma disputa por lugar com alguns animais. Ele perde espaço, o que resta é uma manjedoura avistada por José. Isso mesmo!!! Um objeto utilizado para dar comida para os animais é o local onde o Filho de Deus receberá seus primeiros toques de carinho humano. Pegam o pequeno garoto, envolvem-no em um pano e deitam ali o Rei dos Reis.

Não concordo! Pode ser a exclamação de alguém (A minha também!).

Por que o nascimento de Jesus, o Filho de Deus, não se deu de maneira esplendorosa? Podemos indagar.

No nosso cenário o Messias deveria ser recepcionado numa enorme festa de boas vindas; no mais belo Palácio; na mais bela noite.

Seu berço seria adornado de ouro reluzente, coberto com panos de seda. Provindo de uma família Real, teria uma infinidade de empregados para lhe servir.

- Tudo bem que Deus, na sua infinita graça, deu seu único Filho; agora, não poderia ter vindo de forma notória e esplendida? Indagamos.

Lucado fez sua conjectura acerca da reação de Gabriel ao saber que Jesus desceria:

“Gabriel deve ter colocado as mãos na cabeça com esta incumbência. Ele não era de questionar as missões dadas por Deus. Enviar fogo e dividir mares faz parte dos seus trabalhos da eternidade para este anjo. Quando Deus mandava, Gabriel obedecia.
E, quando soube que Deus tornar-se-ia homem, Gabriel ficou entusiasmado, visualizando o momento.
O Messias em uma carruagem reluzente.
O Rei descendo em uma nuvem de fogo.
Uma explosão de luz da qual emergirá o Messias.”

Yancey também relata a versão de J. B. Philips acerca de um anjo antigo que está mostrando a um anjo muito jovem os esplendores do universo.

“Eles vêm galáxias turbilhonantes e sóis flamejantes, e depois adejam através de distâncias infinitas do espaço até que finalmente entram em certa galáxia de 500 bilhões de estrelas.
Enquanto os dois se aproximam da estrela a que chamamos sol e dos seus planetas circulantes, o anjo mais velho aponta para uma esfera pequena e um tanto insignificante que se movia muito lentamente sobre o seu eixo. Ela parecia tão sem graça quanto uma bola de tênis suja para o pequeno anjo, cuja mente estava cheia do tamanho e da glória de tudo quanto vira.
- Quero que você observe esse planeta em particular. Disse o anjo mais velho, apontando com o dedo.
- Bem, parece muito pequeno e um tanto sujo. Disse o pequeno anjo. – O que há de especial nele.
- Este é o planeta visitado pelo Nosso Grande Deus. Respondeu
- Você quer dizer que o nosso grande e glorioso Príncipe (…) desceu em Pessoa para essa bolinha de quinta categoria? Por que Ele fez uma coisa dessas? (…)
O rosto do pequeno anjo enrugou-se de desgosto.
- Você está me dizendo que Ele desceu tão baixo para se tornar uma daquelas criaturas rastejantes e arrepiadoras daquela bola flutuante?
- Sim, e não penso que Ele gostaria de que você as chamasse de “criaturas rastejantes e arrepiantes” com esse tom de voz. Pois, por estranho que possa parecer para nós, Ele as ama. Ele desceu para visitá-las a fim de torna-las parecidas com Ele.
O pequeno anjo ficou pasmado. Tal pensamento estava além de sua compreensão.

Todavia, nós erramos quando pensamos que Deus deve agir da mesma forma que agiríamos. Quando imaginamos que os padrões do Criador são os mesmos que os nossos e quando indagamos a forma de agir do Criador.

A forma que o Rei estabeleceu para viver foi notória do seu nascimento à sua morte. O padrão constituído foi um culto à simplicidade e um grito pela humildade.

Simplicidade e Reino não são antagônicos, assim como humildade e poder.

Ele nasceu em um estábulo. Teve pais muito pobres. Viveu em total obscuridade na Galiléia. Por que Jesus assumiu uma posição tão baixa em sua encarnação? Para que soubéssemos que ninguém fica fora de sua graça. Todos são importantes aos olhos de Deus. Jesus identificou-se com aqueles que estão no degrau mais baixo da escada, o que significa que todos têm esperança por causa da encarnação do verbo; por causa da descida de Deus. Quer seja branco ou negro, rico ou pobre, bonito ou feio. Todos são iguais aos olhos de Dele.

  • No Nosso Lugar

De fato, o objetivo principal de Jesus ao descer era colocar-se no lugar de cada ser humano. Não bastava tão somente uma obra de salvação constituída meramente por palavras; era necessário um ato de salvação, uma atitude de redenção. E foi exatamente o que Deus fez. Largou as vestes gloriosas do céu e tomou as panos da humanidade. Deixou a magnitude do firmamento pela simplicidade terrena. Fez isso porque sabia exatamente qual era a nossa necessidade.
Se você se aproximar de qualquer pessoa e perguntar qual é a sua necessidade mais profunda, se ela for completamente honesta, se tiver alguma informação… a resposta será Jesus.

Mas deixe-me completar esse texto com uma pergunta e uma resposta.

A pergunta é: Você sabe por que Jesus desceu?

Eis a resposta: Ele desceu para que nós subíssemos!

Escalássemos os degraus da fé até chegarmos à Sua santa presença. Paulo é quem explica:

“E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.”Ef. 2:6

Compreende agora?
Ele desceu para que subíssemos;
Ele morreu para que vivêssemos;
Ele nasceu para nos dar vida eterna.

Esse é o verdadeiro propósito do natal!

Por  Valmir Nascimento Milomem

Disponível em http://comoviveremos.com/2008/12/24/verdadeiro-natal/

14
dez
09

Coração Todo Teu

Fim de ano é sempre tão corrido…

Provas finais, festas, confraternizações, relatórios, compromissos… a agenda fica pequena.

Ás vezes tenho a nítida impressão que não vou conseguir cumprir tudo o que é necessário. Nesta hora é que tenho que correr para os pés daquEle que me capacita em todas as coisas. Sem Jesus é impossível prosseguir…

Apesar de tantas atividades ainda quero manter o meu coração totalmente em Jesus!

23
nov
09

A Igreja Segue Caminhando

Por  Ronaldo Lidório

Há, sem dúvida, abundantes motivos de preocupação com a Igreja em nossos dias. Em solo brasileiro, o mercantilismo da fé invadiu púlpitos, livros e corações. A prosperidade material, em lugar da santidade e serviço cristão, se tornou o sonho de vida vendido nas prédicas diárias. Os títulos hierárquicos da fé são criados na busca por autoridade e destaque de egos enquanto — talvez seja o pior — a Palavra é manipulada para fins pessoais e, não raramente, ilícitos.

Não discordo das vozes de preocupação ou das lágrimas de angústia por uma Igreja que tem se encantado com as luzes deste mundo, perdeu a simplicidade cristã e, em muitos casos, se conformou com o presente século, aplaudindo-o de pé.

Porém, vejo que, apesar de vivermos dias maus, há motivos de tremenda alegria e regozijo no Senhor, pois sua Igreja segue caminhando. E observar o cuidado do Senhor ao preservar o caminhar da Igreja — mesmo ao transitar por ruas esburacadas e esquinas escuras — é terapêutico para a alma e estimulante para a fé.

Nos últimos tempos, encantei-me com várias destas pessoas que fazem parte da Igreja “caminhante”. Lembro-me daquele pastor assembleiano que encontrei no Rio de Janeiro que, encarecidamente, pedia ajuda para subir o morro do Alemão, visto que andava de muleta por ter levado um tiro na última vez que o fez. Desejava subir novamente o morro para pregar a Palavra de Deus. Recordo-me com cores vivas também daquele mecânico de Brasília, tomado pela alegria da conversão após trinta anos de sofrimento nas drogas, e que agora não conseguia completar uma frase sequer sem falar de Jesus. Também o Sr. João, leigo e semianalfabeto, que se embrenhou nas matas amazônicas para pregar a Palavra e evangelizar — sozinho — seis aldeias indígenas, sem preparo, sustento ou reconhecimento, mas por amor ao Cristo vivo. Não poderia me esquecer de nossos teólogos que andam na contramão das tendências da época e, mesmo debaixo de críticas e risos, não deixam de nos apontar o caminho da Palavra e da fé. E o que mais poderíamos falar dos pastores e líderes com cabeças já embranquecidas que, após uma vida inteira de fidelidade ao Senhor e à sua Igreja, nos inspiram a seguir o mesmo caminho? E aqueles que gastam a vida, economias e forças para dar voz e uma mão amiga aos caídos à beira do caminho? É também formidável perceber que, a cada semana, em solo brasileiro, milhões se apinham em templos das mais variadas espécies para praticar a comunhão e, com sede de Deus, buscá-lo enquanto se pode achar.

Dentre as maravilhas de Deus em manter a sua Igreja viva em meio a um mundo cujas cores são fortes e atraentes, penso em três fatos que, apesar de simples, são para mim emblemáticos.

Em primeiro lugar, após ter voltado da África para o Brasil, e por estar aqui desde 2001, percebo por onde passo a presença de verdadeiras testemunhas do Senhor Jesus. Homens, mulheres, crianças e idosos que não param de falar de Cristo, distribuir panfletos com mensagens bíblicas, realizar encontros nas praças e seguir de casa em casa; pessoas que são impulsionadas a falar de Jesus a partir do que têm experimentado em suas próprias vidas — sincera transformação. Não há um lugar que passo que não tenha uma marca — mesmo que simples, ou às vezes até fora de contexto — da determinação de se falar daquele que fez algo novo e maravilhoso em nossa vida. Jesus está no coração da Igreja e, frequentemente, também em seus lábios.

Em segundo lugar, recebi um pacote de cartinhas de crianças da escola dominical de uma igreja no interior de Minas. Várias delas afirmavam estar orando por nós — missionários — para que não nos desviássemos do nosso chamado. Naquela manhã pensei: fazemos parte de um Corpo que possui crianças que oram, escrevem suas orações e, ainda, nos exortam a não nos esquecermos do sentido da nossa vida!

Por fim, o amor à Palavra. Muitos crentes a buscam, separam tempo para estudá-la, ouvi-la e comunicá-la. Em muitos cultos o momento mais sublime é o momento da Palavra. Olhos se concentram, pessoas se ajeitam nos bancos. A Bíblia é segurada com interesse enquanto canetas anotam explicações e aplicações em caderninhos ou papéis improvisados. Há algo diferente quando “ela” é aberta.

Sim, a franca evangelização, crianças que oram e o amor à Palavra não minimizam o quadro agonizante de uma Igreja que precisa de urgente e franca reforma de vida. Mas são alguns, dentre muitos outros, sinais de que esta Igreja segue caminhando, e o fará até o dia final quando seremos chamados — os que dormem e aqueles que vivem — para ouvirmos a doce voz do Senhor: “servo bom e fiel”…

O reverendo Francisco Leonardo Schalkwijk, ao impetrar a bênção ao fim de cada culto, sutilmente adiciona uma frase que nos lembra a diferença entre aqueles que se chamam Igreja e aqueles que o são: “Que a graça do nosso Senhor e Salvador seja com toda a Igreja “que sinceramente ama o Senhor Jesus”, agora e para todo o sempre, amém”. Para ele há na igreja aqueles que são de fato Igreja — amam sinceramente a Cristo — e aqueles que frequentam cultos, reuniões e púlpitos. Escutei a mesma verdade da boca de um indígena crente em Cristo, da etnia Ixkariana do Amazonas quando afirmou que “ser cristão é conhecer a Jesus, amá-lo, viver como ele e falar dele”.

Como muitos outros, fui criado em um lar evangélico e nasci ouvindo hinos cristãos clássicos. Um deles dizia: “Nas lutas e nas provas a Igreja segue caminhando…” e, após as estrofes que falam da luta contra o pecado, o diabo e o mundo, o hino encerra como atestando o inimaginável: “a Igreja sempre caminhando”.

Nos encontros evangélicos internacionais o Brasil é sempre citado, e quase sempre de forma emblemática e entre frases estereotipadas. Alguns afirmam o grande avivamento que por aqui ocorre, a semelhança de outros poucos países do mundo onde o número de evangélicos cresce tão rapidamente. Outros denunciam as teologias oportunistas e exploratórias que são usadas em nosso meio para falsificar a presença e a atuação de Cristo. Não raramente alguém me pergunta, como brasileiro, o que acho. A resposta sai quase de forma automática: somos tudo isso e muito mais. Em meio a este emaranhado de iniciativas, das mais sinceras às mais questionáveis, cria-se um ambiente fluido e confuso para nós. Porém, devemos lembrar que o Senhor não vê como vê o homem. Aquele que separa o joio do trigo conhece a sua Igreja, a ama e a sustenta.

Proponho um exercício espiritual enquanto caminhamos.

- Preocupar-nos um pouco menos com as loucuras feitas em nome de Cristo e um pouco mais com o nosso próprio coração, para que não venhamos a ser desqualificados.

- Olharmos mais para os desejos do Senhor sabendo que, para isto, precisaremos quase sempre estar na contramão do mundo.

- Observarmos a beleza da presença transformadora de Cristo em sua Igreja e tantos motivos de alegria, em tantas vidas verdadeiramente transformadas, e não somente os fartos motivos de agonia e indignação.

-Para cada palavra de crítica à Igreja — autocrítica, se assim quiser — termos uma palavra ou duas de encorajamento, para nosso irmão ao lado e para nosso próprio coração.

- Ouvirmos com zelo e temor os profetas que nos denunciam o erro, bem como os pastores que nos encorajam a caminhar.

- Não perdermos de vista Jesus Cristo, Cordeiro de Deus e vivo entre nós, para que a tristeza advinda da Igreja não nos impeça de experimentar a alegria do Senhor. Louvado seja o Senhor Jesus Cristo por ser ele, com sua autoridade e amor, e não nós, em nossa fraqueza e desamor, que faz com que a Igreja — que a ele pertence — siga caminhando.

• Ronaldo Lidório é missionário presbiteriano ligado à APMT e à Missão AMEM, entre os indígenas da Amazônia.

Texto extraído da Revista Ulimato. Disponível em http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=2498&secMestre=2525&sec=2531&num_edicao=321 Acesso em 23 nov. 2009

19
out
09

Videira Verdadeira

O texto do capítulo 15 do evangelho de João, nos conforta em todos os sentidos. Quando o lemos, a primeira vista, pode parecer uma certa “cobrança” de Jesus para nós, mas na verdade ele nos mostra a direção que devemos tomar para cumprirmos o seus mandamentos.

Nos versículos 1 a 3 Ele nos ensina que é a videira verdadeira e nós os seus ramos, desta forma, Ele nos dá a sua natureza para a reprodução e é isso que nos torna frutífero, ou seja, não somos nós que daremos fruto por nós mesmos, assim como os ramos não frutificam por eles mesmos, mas sim a videira que é frutifica.

Somos reconhecidos pelos frutos que produzimos. Tais frutos já se constituem em uma grande recompensa para nós, pois nos proporcionam imensurável alegria ao coração, conforme descrito em João 4.35-36.
Nossos frutos possuem nossa própria natureza, uma vez que contemos a mesma natureza da videira verdadeira (Jesus), e resultam da obediência à palavra de ordem do Senhor: “fazei discípulos” (Mc 16.15).

Assim, nós ramos devemos sempre permanecer na videira e tudo dará certo.

21
set
09

Um Novo Coração

Um novo coração

Vivemos em um mundo completamente voltado para a aparência. Pessoas gastam verdadeiras fortunas em busca de uma beleza idealizada por uma sociedade massacrante, e ressaltada por uma mídia cruel e voraz.

Ser magra significa ter o mesmo peso da Gisele Bündchen, se possui 500 gramas acima disso, já é o suficiente para se pensar em uma operação lipoaspiração. Ser bonito é ser semelhante ao Tom Cruise, ou melhor, ao Zac Efron, pois o Tom já está muito velho… Que mundo cruel!

Em meio a tudo isso surge diversos programas (detalhe, em TV aberta!!) que proporcionam aos seus participantes uma mudança completa, uma repaginada geral! Dentre muitos, podemos citar: “10 anos mais jovem”; “Esquadrão da moda”; “Espelho, espelho meu”, “Dr. Hollywood”, “Verdadeira Idade”,“ Transformação”, “Princesas do Netinho”, etc…

“As 500 gramas que estão te incomodando, desaparecerão”, prometem os apresentadores. “Sua vida nunca mais será a mesma”, anuncia a propaganda. “Você não se reconhecerá” afirma a voz sedutora do locutor… Após a transformação que inclui, cirurgias, dicas de maquiagem, compra de um novo “guarda-roupa”, e tudo mais que possa mascarar a realidade do ser humano que se submete a isso, ouvimos: “É uma nova mulher”, “Nem parece que é a mesma pessoa”, “Ela realmente está mais jovem”, “Como é elegante esse novo homem”! Tantos elogios!

E o telespectador nesta história? A ele, cabe apenas se comparar com o “antes” da transformação, e a partir daí se sentir inferior, desprestigiado, desafortunado! Então iniciam-se as brigas das mulheres com seus maridos, que desejam que eles paguem a mesma cirurgia apresentada no programa de TV. As adolescentes entram em depressão profunda, porque seu nariz não é tão afilado quanto o da protagonista da novela juvenil. O jovem, só se interessa pela mulher da capa da revista.

Infelizmente isto é nato do ser humano, e apesar de estar mais constante na sociedade atual, sempre aconteceu. A Bíblia mesmo, que foi escrita a mais de 2000 anos, tem um exemplo desta situação.

Samuel era um profeta escolhido pelo Senhor como seu representante na terra, e foi designado para escolher um novo rei para Israel após a rejeição de Saul. Sua atitude foi semelhante a dos telespectadores atuais. Ele foi até a casa que o Senhor havia ordenado e começou a olhar a aparência dos filhos de Jessé, mas qual não foi a surpresa de Samuel? O Senhor deu a ele um novo padrão: “Não considere sua aparência nem sua altura…” (I Sm 16:7a) Imagino o que se passou na cabeça de Samuel nesta hora: “Se não é pela beleza nem pela altura, qual será o critério de escolha? Ahhh talvez seja a inteligência… é necessário ser sábio para reinar!” Mas antes mesmo que Samuel questionasse o Senhor mostra seu padrão: “O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.” (I Sm 16:7b)

Que padrão libertador! Não precisamos estar presos aos padrões deste mundo! Não precisamos ter as mesmas medidas da top  do momento, ou ter a mesma cor de olhos do galã da novela! Mas o que precisamos para seguirmos este novo padrão de Deus!

Um novo coração, esta é a resposta! Na passagem que mencionamos anteriormente, a escolha de Deus para ocupar o lugar de Saul, foi Davi, o mais novo e provavelmente o mais rejeitado da família de Jessé.

Nós podemos ter um novo coração, a partir de um novo nascimento. Precisamos nos livrar do velho homem que carrega o coração endurecido e recheado com os padrões mundanos, e receber o novo coração de Jesus, recheado com obediência, perdão e compaixão.

Este novo coração nos permitirá assistir TV e não nos compararmos com as celebridades. Iremos compreender que cada ruga, cada cicatriz, trás consigo uma parte de nossa vida, e que elas também fazem parte de um propósito soberano de Deus para nós. Este novo coração, nos fará aceitarmos como somos, e olhar para o próximo com os olhos de Jesus, enxergando, criações únicas e feitas a mão pelo Artista maior.

14
dez
08

Qual o fator que mais inibe o crescimento da igreja evangélica no Brasil?

logoEsta pergunta, à primeira vista, parece impertinente. Como falar que a igreja evangélica no Brasil está com algum problema de crescimento? Os números, cada vez mais animadores para os evangélicos e preocupante para os católicos, comprovam o crescimento fantástico dos evangélicos nesta última década. Temos um templo em quase cada esquina das grandes cidades. Os espaços onde funcionavam bares, cinemas, oficinas mecânicas, mercados e outros comércios, tornaram-se lugares de celebrações. Hoje pastoreio uma igreja que tem como sobrenome “Oficina de Vidas”, pois, funciona em um prédio, onde por anos foi uma oficina mecânica para automóveis. No Brasil, o número de evangélicos dobrou em 20 anos. A Revista Veja de 03 de Julho de 2.002 escreveu: “O resultado do censo demográfico no quesito religião, divulgado neste ano, mostra que mais de 15% dos brasileiros – um rebanho de 26 milhões de pessoas – são protestantes. É um percentual cinco vezes maior que em 1940 e o dobro do de 1980. Em Estados como Rio de Janeiro e Goiás, o índice supera 20% dos habitantes. No Espírito Santo e em Rondônia, os evangélicos passam de um quarto da população. Esse ritmo indica que metade dos brasileiros poderiam estar convertidos em cinco décadas – um tempo mínimo quando se fala em avanço religioso.”

Bem, talvez pudéssemos mudar a pergunta para: Qual é o fator que mais inibe o crescimento saudável da igreja evangélica no Brasil?

Sabemos que diante desta pergunta muitas razões poderiam ser elencadas, tais como: falta de ética, ausência de compromisso, superficialidade na fé, pouco ou quase nenhum conhecimento bíblico, igrejas comerciais, etc e etc…

Contudo, gostaria de me deter num fator que está atrás de muitos outros na deterioração da igreja evangélica brasileira, e quem sabe das igrejas no mundo inteiro: a perda de um processo sério, dinâmico e conseqüente de discipulado.

Esta palavra, discipulado, é ouvida de vez em quando em algumas de nossas igrejas. É quando um novo convertido chega e queremos prepará-lo para o batismo, então fazemos com ele o “discipulado”. Ensinamos alguns pressupostos básicos da fé cristã. Ele gosta do que recebe, acredita que irá continuar tendo uma relação de aprofundamento na sua carreira cristã, mas logo percebe que a igreja fez propaganda enganosa; pois é jogado dentro da congregação e nunca mais é estimulado a crescer em seu caráter, relacionamentos, habilidades ministeriais e conhecimento bíblico; ou se é estimulado, não lhe dão o caminho, a condição necessária para este desenvolvimento.

Precisamos voltar ao discipulado. O alicerce e maior investimento que Cristo fez, para o crescimento de Sua igreja, foi criar um movimento de discipulado a partir de seus 12 discípulos. Ele passou valores do Reino não somente em palavras/teoria, mas nas experiências no dia a dia e no próprio ensino prático. Seu relacionamento com os 12 era mais importante que escrever livros, teorias, dar seminários, classes de aula, construir mega-templos, fundar uma denominação e tantas outras coisas que fazemos para mostrar que somos uma igreja que cresce. Jesus fez do discipulado sua marca registrada. A igreja, que deveria ser a fiel depositária de tudo o que ele nos deixou, perdeu esta marca. Precisamos voltar ao início.

O que é discipulado? Keith Phillips em seu livro A Formação de um Discípulo pág.16, escreve: “O discipulado cristão é um relacionamento de mestre e aluno, baseado no modelo de Cristo e seus discípulos, no qual o mestre reproduz tão bem no aluno a plenitude da vida que tem em Cristo, que o aluno é capaz de treinar outros para ensinarem outros.”

O discipulado é um relacionamento. Deus fez discipulado conosco quando se relacionou. “O Verbo se fez carne e habitou entre nós…” Jo1:14. Sem este relacionamento direto, encarnado, Deus não poderia nos ensinar de si mesmo. Para que temos dedicado nossas vidas? Para quem temos dado a maior parte do nosso tempo? Estamos encarnados (nossa missão) para quê? Se dissermos que somos discípulos de Jesus, nossa missão deverá ser a mesma: fazer discípulos!!!

Como podemos então quebrar este ciclo de descompromisso com o discipulado na igreja brasileira? Começando pela nossa própria vida. Deus pode nos usar para mudar esta história. Pensemos em três chaves para isso:

Primeiramente você deve ter um discipulador. Discípulo consegue discipular bem melhor se estiver sendo discipulado. É um processo, e como todo processo ele precisa de um início, meio e fim. O início é ter alguém investindo em sua vida. Um líder pastoral ou mentor a quem você prestará contas com freqüência. Esta pessoa deverá entender os valores de um processo sério de discipulado. Está difícil encontrar, mas se procurar com diligência, irá encontrar. Esta pessoa deverá caminhar com você, lhe auxiliando em seu crescimento relacional (com Deus, consigo mesmo, com sua família, com seus líderes, com sua igreja, com o mundo ao seu redor); crescimento de caráter (auxiliando a enxergar as áreas do seu coração que precisam de uma renovação – e não são poucas); crescimento em conhecimento bíblico (precisamos de um conhecimento da Palavra de Deus para usarmos em nossa defesa e ataque – foi assim que Jesus fez quando tentado pelo diabo. Lc 4:1-13); crescimento em habilidades ministeriais (nos ajudando a conhecer nossos dons, paixão e lugar certo no corpo de Cristo para nos sentirmos úteis.

Em segundo lugar você deve compreender e praticar as disciplinas espirituais de um discípulo de Jesus e se dedicar a elas de corpo, alma e espírito. Jesus nos ensina a vida simples, a comunhão, a oração, a Palavra de Deus, e o evangelismo (testemunho).

David Kornfield em seu Livro: As Bases na Formação de Discipuladores, pág. 25, Ed. SEPAL – escreve: “Um discípulo é uma pessoa cujo compromisso principal na vida é seguir a seu mestre, desenvolver-se para ser como seu mestre, e fazer a vontade de seu mestre.” Ser um discípulo integral e radical de Jesus é voltar a praticar as coisas que Jesus viveu. Como é sua vida? Simples e descomplicada com tempo para desfrutar do amor de Deus e se dedicar às pessoas que Deus coloca em sua caminhada? Sua comunhão com outros discípulos (crentes) é estreita, intensa e transformadora? Seu tempo dedicado a Palavra lhe dá encorajamento e direção, ouvindo a Deus aqui e agora em relação à sua vida e ministério? A oração faz parte de sua sociedade com Deus, recebendo orientação em todos os aspectos, não fazendo nada sem antes confirmar com Ele? Você compartilha do evangelho e seu testemunho, regularmente, com pessoas que não conhecem a Cristo?

Em terceiro lugar você deve assumir a responsabilidade de ser um discipulador. A Bíblia diz: “E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros” (2 Tm 2.2). Deus está buscando homens fiéis, pessoas dispostas a tornarem-se discipuladores. Elas renovarão o ciclo de crescimento com saúde da igreja brasileira. Penso que devemos segurar um pouco nosso crescimento e relançarmos os alicerces do discipulado. Deus está desejoso de levantar um movimento de pastores, líderes e crentes discipuladores em nossas igrejas. Meu desejo ainda é ver isto acontecendo nesta geração. Não seremos mais chamados de crentes, evangélicos ou protestantes; mais sim de discípulos! Discípulos de Jesus Cristo!

Desenvolvendo as características espirituais de um discípulo, observando e aprendendo com Jesus Cristo, e, sendo encorajados por outra pessoa que nos ama significativamente e caminha conosco de maneira interessada, e sendo discipuladores de algumas pessoas que Deus coloca em nossas vidas; teremos condições de nos tornar uma grande e saudável igreja evangélica no Brasil.

Perguntas para reflexão:

  1. O que você pode fazer para alcançar um discipulador/mentor para sua vida?
  2. Qual das disciplinas espirituais de um discípulo você tem mais dificuldade em praticar? Quais seriam alguns passos para superar esta falha?
  3. Quantas pessoas você tem influenciado de maneira tão significativa que podem chamá-lo de discipulador de suas vidas?

Marinho Soares da Silva Filho é pastor Metodista Livre e coordenador regional do MAPI em Cuiabá-MT

SOARES, Marinho. Qual o fator que mais inibe o crescimento da igreja evangélica no Brasil? Disponível em: http://www.mapi-sepal.org.br/defferartfatorInibe.htm. Acesso em 17 nov. 2008.

Visite: http://www.mapi-sepal.org.br

Abraços

07
dez
08

A Origem do Mal

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Acredito que a existência do mal é uma conseqüência da ausência de Deus, assim como a escuridão é a ausência de luz. Acredito que o mal não existe por si mesmo como uma força, um ser, sendo portanto abstrato, creio que o mal é um “estado”, assim como o amor, a paz, entre outras coisas, apesar de Satanás ser a personificação do mal. Em Gênesis 1 lemos que “a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo”, creio que trevas neste sentido era algo contrário a luz que seria criada em seguida.

Assim como somos usados por Deus, para executar suas ações na terra, podemos ser usados pelo mal, pois foi nos dado o livre arbítrio. A possibilidade de Deus utilizar o mal, não significa que Ele tenha a maldade em sua essência, mas que Ele controla todas as coisas, sendo assim, com a permissão de Deus, podemos sofrer algo mal, para nosso próprio crescimento, ou simplesmente para que se mostre seu poder, como no caso de Jó, pois no início do livro, fica claro que as situações que Jó passou não foram planejadas ou executadas por Deus, mas foram permitidas por Ele (Jó 1:12).

A relação de Deus com os israelitas no Antigo testamento, pode ser ainda mais perturbador neste sentido, uma vez que lemos claramente em Êxodo 20:13 a ordem de Deus para que os israelitas não matassem, mas prosseguindo um pouco mais na história, lemos em Deuteronômio 20:13-17 ordem do próprio Deus para destruir completamente os heteus, os amorreus, os cananeus, os perizeus, os heveus, e os jebuseus. Que paradoxo não é mesmo? Bem, tentando esclarecer um pouco estas questões, li o livro “Deus mandou matar?: 4 Pontos de Vista Sobre o Genocídio Cananeu” (Stanley Grenz*), e segundo os pontos de vistas apresentados creio que o mais pertinente foi defendido por Tremper Longman III, que defende o ponto de vista, intitulado de “Continuidade Espiritual”  conforme relato a seguir:

Muitos cristãos tem renegado o AT, afim de evitar o envolvimento com os atos sangrentos de Deus, encontrados naquelas páginas. Eles percebem uma grande diferença entre o Deus de Josué e Jesus Cristo, que ensinou a amar os inimigos e oferecer a outra face. Entretanto desprezar o AT é mera conveniência, e os que fazem isso ignoram o fato  de que o NT  se alicerça na revelação do AT, confirmando suas mensagens, explícita e implicitamente. Além do mais, como contataremos a seguir, o NT, em última análise é igualmente sangrento. Não é admissível que simplesmente separemos o AT do cânon das Escrituras e moldemos  o Deus que adoramos de acordo com o que pensamos ser aceitável. (LONGMAN III, 2006, p. 169)*

Desta forma acredito que não podemos limitar Deus em nenhuma situação, pois seus parâmetros de amor, justiça, etc, são muito além do nosso entendimento. Ele, em sua soberania e onipotência, possui o controle de todas as coisas e as usa conforme sua vontade, para cumprir seus planos.

*GRENZ, Stanley. et al. Deus Mandou Matar?: 4 pontos de vista sobre o genocídio cananeu. Tradução de Jamil Abdalla Filho. São Paulo: Vida, 2006. 215 p. Título original: Show them no mercy: four views on God and Canaanite genocide.

14
nov
08

As 21 Indispensáveis Qualidades de um Líder

“Você se considera um bom líder? Sua equipe sente-se motivada e satisfeita sob sua liderança? Até onde você se sente seguro como líder?

Questões como estas acompanham o dia-a-dia de todos aqueles que exercem uma função de liderança. Entender o conceito de liderança e liderar efetivamente são duas coisas diferentes. Um grande teórico pode vir a fracassar no exercício puro da liderança. Mas como alguém que possui um vasto conhecimento sobre o assunto pode falhar como líder? A resposta está no caráter. É ele que está por trás do sucesso dos grandes líderes.” *

Acredito que não tenho nenhuma característica de liderança, mas sou consciente da necessidade de influenciar o meio em que estamos, conforme nos alerta Jesus em Mateus 5:13-16, afinal, somos o sal da terra e a luz do mundo. Mesmo assim, vivo constantemente em conflito em relação e este assunto. Acredito que posições e títulos são muito perigosos ao se humano.

Lembro-me quando percebi que o grupo de evangelismo que tínhamos na faculdade estava completamente desmotivado, e o fim seria certo se ninguém tomasse uma atitude. Como orava muito pelo grupo e pela atividade que desenvolvíamos, de certa forma, tomei a frente do trabalho e comecei e lutar contra a situação em que o grupo se encontrava. Isso, é claro, me trouxe alguns problemas, mas sei que tomei uma atitude para espantar a apatia em que o grupo se encontrava. Com o passar do tempo, o grupo se renovou e a maioria deles, começaram a me ver como líder, mas rejeitava essa posição (e faço isso te hoje), por ter muito medo das responsabilidades que a posição nos exige.

Na igreja também enfrentei muitos problemas em relação a liderança, pois uma das “visões” do Pr. Márcio para a IBL (Ireja Batista da Lagoinha) é que cada líder da igreja deve ser um líder e cada casa uma célula. Logo, na igreja muitos cursos são voltados para a preparação dos membros para a liderança de pequenos grupos, e como gosto muito de estudar, faço todo curso que tenho oportunidade na igreja, e sempre me defronto com a questão da liderança. Acredito muito na eficácia dos grupos pequenos, e não estou questionando a estrutura celular, ou a visão do Pr. Márcio, mas de fato, este é um assunto de muita dificuldade para mim.

No livro, como o próprio nome já diz, o autor relata 21 qualidades que qualquer líder deve ter. Em cada um deles, o autor trás informações precisas, práticas e aplicáveis em nosso cotidiano, até mesmo com exercícios que podem ser realizados diariamente. È um belo exercício de auto-exame e muito importante para todos que ocupam um cargo de influência como este. No livro, também podemos ler exemplos de personalidades aplicadas em cada uma das características estudadas ao longo do livro.

Vale ressaltar que apesar de ser um livro evangélico, em momento algum se prende a textos bíblicos, sem deixar de aplicar os princípios contidos na Palavra de Deus, por isso é uma excelente opção de presente, e muito pertinente para os estudantes de administração e os profissionais da área.

“Tudo ira em torno da liderança. Ela, na verdade, desenvolve-se de entro para fora. Se interiormente você puder se tornar o líder que deve ser, será capaz de tornar-se exteriormente o líder eu deseja ser. As pessoas desejarão segui-lo. E, quando isso acontecer, você será capaz de lidar com qualquer coisa neste mundo.” (p. 11*)

Abraços

* MAXWELL, Jonh C. As 21 Indispensáveis Qualidades de um Líder: como tornar-se um líder eu as pessoas queiram seguir. Tradução de Josué Ribeiro. São Paulo: Mundo Cristão, 2000. 139 p. Título Original: The 21 Indispensable Qualities of a Leader

07
nov
08

Desperta Igreja

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“Uma missão… Uma paixão… Um compromisso! Levando o Evangelho àqueles que nada ouviram” At. 20.24

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Entre os dias 27 de outubro e 02 de novembro, aconteceu na Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte a 4ª Conferência Missionária Desperta Igreja. Mais uma vez foram dias impactantes em que fomos despertados a viver missões seja indo, contribuindo, enviando, ou apenas orando, mas sempre levando Jesus e as Boas Novas.

Na primeira noite, tivemos a marcante presença do ministério de adoração profética Intimidade, originado no CTMDT, e completamente voltado a missões, com a palavra do Pastor Sérgio Ribeiro da JUVEP – Paraíba, que também pregou na segunda noite, porém com o louvor do Pr. André Valadão.

Na terceira noite, tivemos o louvor da Fernanda Brum, ainda com a palavra do Pr. Sérgio. Na quarta noite, tivemos o louvor com a Fernanda Brum, porém com a palavra da Jeannette Lukasse, uma missionária holandesa, que nos encorajou a nos despertarmos pela próxima geração: as crianças.

Minha grande expectativa estava nas ministrações do Pr. Gregório MacNutt, que ocorreram nos dias 31 de outubro e 1 de novembro, pelo fato de ter escutado algumas músicas de seu novo CD alguns dias antes e ouvir resposta do Senhor em relação ao Seu grande amor por mim, e também pelo verdadeiro avivamento em minha igreja. Eu desejo muito isso e peço constantemente e Deus, e quando ouvi uma pessoa que tem o mesmo desejo que eu, pude perceber que Deus está movendo, e que em breve, algo novo irá acontecer… Nas ministrações do Pr. Gregório, fomos confrontados a amar as nações, a buscá-las e entregar nossas vidas a verdadeira causa que move o coração de Deus.

No domingo, último dia da conferência tivemos o louvor com o Diante do Trono, e as noticias do campus da missionária Zaza que está na Tunísia. Grandes coisas o Senhor tem feito pelo mundo!

Mais uma vez fomos encorajados a nos despertar para o que o Senhor deseja de nós. Que realmente nos possamos nos apaixonar, nos comprometer e levar o evangelho a todas as nações!

Sobre a 4ª Conferência Desperta Igreja:

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Abraços.

31
out
08

A Preparação de Jairo

Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga, veio e prostrou-se aos pés de Jesus…” (Lc 8:41)

 

Ao lermos a passagem do encontro de Jairo, um dirigente da sinagoga e Jesus, podemos ter muitas lições em um pequeno espaço de tempo, onde Jairo muito aprendeu e nós podemos aprender muito com esta passagem e também com a atitude de Jairo.

 

Jairo passava por uma situação muito difícil e delicada, sua única filha estava a beira da morte. Provavelmente Jairo a levou a vários médicos buscando a cura para a doença que afligia sua filha, mas sempre sem sucesso. Talvez até mesmo alguns médicos deram como certa a morte de sua filha, mas Jairo em algum momento ouviu falar sobre Jesus, sobre os milagres que ele vinha realizando, então, a esperança encheu o coração de Jairo.

 

Para que sua filha fosse curada, Jairo transpôs vários obstáculos

 

1 – Posição / Títulos

 

Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga…” (Lc 8:41)

 

Jairo era o dirigente da sinagoga, ou seja, ele possuía um título, uma posição, que poderia impedi-lo de chegar até Jesus, se prostrar aos seus pés e implorar pela cura de sua filha. Certamente não cairia bem para um a pessoa pública como Jairo, se prostrar diante de outra pessoa, mas para salvar sua filha , Jairo não se importou e se humilhou.

 

2 – A Multidão

 

Estando Jesus a caminho, a multidão o comprimia.” (Lc 8:42)

 

Depois de ter seu pedido atendido, Jairo teve que transpor a multidão para que Jesus chegasse até a sua casa para ver a sua filha que estava a morte. Seria muito fácil para que Jairo vendo a multidão que cercava Jesus desistisse de seu desejo. Seria muito fácil para Jairo ao ver a multidão pensasse que não conseguiria chegar até Jesus, mas Jairo transpôs a multidão por duas vezes, a primeira delas, quando chegou até Jesus, pois a multidão já o cercava (Lc 8:40), e depois quando ele conseguiu falar com Jesus e eles juntos teriam que sair do meio da multidão para chegar até a casa de Jairo (Lc 8:42).

 

3 – Impaciência

 

Na presença de todo o povo contou por que tinha tocado nele…” (Lc 8:47)

 

Dos obstáculos Jairo já havia conseguido ultrapassar, agora vinha o terceiro que parecia ser mais difícil. Uma mulher que sofria de uma grave doença a doze anos e nenhum médico conseguiu curá-la, mas ouvindo falar de Jesus creu que se apenas tocasse nas vestes de Jesus poderia ser curada de sua enfermidade, e assim, conforme sua fé ela fé e foi curada. Ao perceber que alguém o havia tocado, Jesus perguntou: “Quem tocou em mim?” (Lc 8:45), algo diferente havia acontecido, pois certamente muitos já deveriam ter tocado em Jesus, tendo em vista que a multidão o comprimia,conforme o próprio Pedro afirmou no versículo 45 do capítulo 8.

 

Ao perceber que não passaria desapercebida, a mulher confessou que ela tocou em Jesus e foi curada, então, começou a contar o motivo que a levou a tocar nele. Agora imaginem, Jairo estava com a sua filha a morte, e derrepente uma mulher para Jesus, e começa a conversar com ele, o impedindo de prosseguir o caminho. Que provação para Jairo não é mesmo? Mas ele também ouviu o testemunho da mulher e certamente foi muito edificado e encorajado, uma vez que ele presenciou uma cura que Jesus fez, alimentando a sua esperança de que Jesus poderia curar sua filha também.

 

Jesus poderia deixar passar desapercebido este feito, mas ele insistiu que fosse revelado quem havia tocado nele para que fosse revelado um feito que edificaria não só a multidão mas também Jairo, principalmente pelo que viria a seguir.

 

4 – Incredulidade / Fatos

 

Sua filha morreu. Não incomode mais o Mestre.” (Lc 8:49)

 

Jairo acabara de presenciar a cura de uma mulher que sofria a 12 anos e que como ele, procurou vários médicos mas não obteve sucesso, então, alguém veio da casa de Jairo e disse que a sua filha já havia morrido e que não adiantaria mais nada. Neste instante Jairo poderia jogar todo o seu esforço fora e desistido de tudo. Poderia ter acusado Jesus e a mulher que o havia pardo de ter demorado e por este motivo não ter conseguido chegar a tempo na casa dele para curar a sua filha, mas ao contrário, após ser encorajado por Jesus (Lc 8:50) Jairo obedeceu a Jesus e apenas creu que ainda seria possível. Ele pode colocar em prática a fé que a mulher curada do fluxo de sangue teve. Ele não desistiu, mas creu que Jesus poderia até mesmo ressucitar sua filha.

 

Havia neste momento, uma atmosfera de incredulidade onde todos já não acreditavam que seria possível que a menina voltasse a ficar bem. Todos já creram apenas no fato de a menina estar morta e choravam (Lc 8:52), pois era a única coisa que poderiam fazer.

 

5 – Ridículo

 

Todos começaram a rir dele…” (Lc 8:53)

 

Ao chegar na casa de Jairo, Jesus tentou animar os que ali estavam dizendo palavras de fé que poderiam enchê-los de esperança: “Não chorem [...] Ela não está morta, mas dorme.” (Lc 8:52), mas as pessoas não acreditaram e zombaram de Jesus rindo dele.

 

Mais uma vez, Jairo poderia ter desistido de tudo e descrido, das coisas que viu e ouviu de Jesus. Ele poderia acreditar nas pessoas que estavam com a menina, e não acreditado em Jesus, pois ele ainda não havia visto a menina, contudo Jairo se apegou em sua fé e continuou crendo que seria possível, mesmo passando por ridículo perante todos. Ele não se importava, queria sua única filha viva, custasse o que custasse.

 

No final do capítulo 8 podemos ver como a história terminou: “Mas ele a tomou pela mão e disse: ‘Menina, levante-se!’ O espírito dela voltou, e ela se levantou imediatamente. Então Jesus lhes ordenou que lhe dessem de comer. Os pais dela ficaram maravilhados…” (Lc 8:54-56)

 

Jairo em momento algum se deixou abater pelas circunstâncias e dificuldades, pelo contrário, superou cada uma delas para que depois de tudo pudesse se maravilhar e ter sua filha novamente saudável em seus braços.

 

Que atitudes exemplares a de Jairo para nós!

 

Meu desejo e que possamos também transpor nossos obstáculos para que depois de tudo, nos maravilhemos nas boas obras que o Senhor tem para nós.

 

Ajuda-nos Senhor!

 

Abraços

25
out
08

O Último Sermão

Em 24 de agosto de 1662, dois mil ministros puritanos do evangelho foram excluídos de seus púlpitos, tendo recebido a ordem de não mais pregarem em público. O Ato de Uniformidade, baixado pelo parlamento inglês, conhecido pelos evangélicos como a Grande Ejeção, pairava por sobre a Inglaterra como uma nuvem espessa. Muitos líderes eclesiásticos da Igreja Anglicana, a religião oficial, estavam forçando os puritanos a cessarem suas prédicas ou a se moldarem à adoração litúrgica decretada por lei. Muitos ministros preferiam o silêncio à transigência.

 

Com olhos marejados de lágrimas, milhares de cristãos humildes ouviram seu último sermão no domingo imediatamente anterior à data em que o Ato se tornaria lei. E, naquele último domingo de liberdade, os ministros puritanos provavelmente pregaram os seus melhores sermões.

 

O sermão que passamos a transcrever, de modo um tanto abreviado, foi pregado por Thomas Watson a seu pequeno rebanho.

 

_______________________________________________________

 

Antes que eu me vá, devo oferecer alguns conselhos e orientações para vossas almas. Eis as vinte instruções que tenho a dar a cada um de vós, para as quais desejo a mais especial atenção:

 

1) Antes de tudo, observa tuas horas constantes de oração a Deus, diariamente. O homem piedoso é homem “separado” (Sl 4.3), não apenas porque Deus o separou por eleição, mas também porque ele mesmo se separa por devoção. Inicia o dia com Deus, visita-O pela manhã, antes de fazeres qualquer outra coisa. Lê as Escrituras, pois elas são, ao mesmo tempo, um espelho que mostra as tuas manchas e um lavatório onde podes branquear essas máculas. Adentra ao céu diariamente, em oração.

 

2) Coleciona bons livros em casa. Os livros de qualidade são como fontes que contêm a água da vida, com a qual poderás refrigerar-te. Quando descobrires um arrepio de frio em tua alma, lê esses livros, onde poderás ficar familiarizado com aquelas verdades que aquecem e afetam o coração.

 

3) Tem cuidado com as más companhias. Evita qualquer familiaridade desnecessária com os pecadores. Ninguém pode apanhar a saúde de outrem; mas pode-se apanhar doenças. E a doença do pecado é altamente transmissível. Visto não podermos melhorar os outros, ao menos tenhamos o cuidado de que eles não nos façam piores. Está escrito acerca do povo de Israel que “se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras” (Sl 106.35). As más companhias são as redes de arrastão do diabo, com as quais arrasta milhões de pessoas para o inferno. Quantas famílias e quantas almas têm sido arruinadas pelas más companhias!

 

4) Cuidado com o que ouves. Existem certas pessoas que, com seus modos sutis, aprendem a arte de misturar o erro com a verdade e de oferecer veneno em uma taça de ouro. Nosso Salvador, Jesus Cristo, aconselhou-nos: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7.15). Sê como aqueles bereanos que examinavam as Escrituras, para verificar se, de fato, as coisas eram como lhes foram anunciadas (At 17.11). Aos crentes é mister um ouvido discernidor e uma língua crítica, que possam distinguir entre a verdade e o erro e ver a diferença entre o banquete oferecido por Deus e o guisado colocado à sua frente pelo diabo.

 

5) Segue a sinceridade. Sê o que pareces ser. Não sejas como os remadores, que olham para um lado e remam para outro. Não olhes para o céu, com tua profissão de fé, para, então, remar em direção ao inferno, com tuas práticas. Não finjas ter o amor de Deus, ao mesmo tempo que amas o pecado. A piedade fingida é uma dupla iniqüidade. Que teu coração seja reto perante Deus. Quanto mais simples é o diamante, tanto mais precioso ele é; e quanto mais puro é o coração, maior é o valor que Deus dá à sua jóia. O salmista disse sobre Deus: “Eis que te comprazes na verdade no íntimo” (Sl 51.6).

 

6) Nunca te esqueças da prática do auto-exame. Estabelece um tribunal em tua própria alma. Tem receio tanto de uma santidade mascarada quanto de ires para um céu pintado. Julgas-te bom porque outros assim pensam de ti? Permite que a Palavra seja um ímã com o qual provarás o teu coração. Deixa que a Palavra seja um espelho, diante do qual poderás julgar a aparência de tua alma. Por falta de autocrítica, muitos vivem conhecidos pelos outros, mas morrem desconhecidos por si mesmos. “De noite indago o meu íntimo”, disse o salmista (Sl 77.6).

 

7) Mantém vigilância quanto à tua vida espiritual. O coração é um instrumento sutil, que gosta de sorver a vaidade; e, se não usarmos de cautela, atrai-nos, como uma isca, para o pecado. O crente precisa estar constantemente alerta. Nosso coração se assemelha a uma “pessoa suspeita”. Fica de olho nele, observa o teu coração continuamente, pois é um traidor em teu próprio peito. Todos os dias deves montar guarda e vigiar. Se dormires, aí está a oportunidade para as tentações diabólicas.

 

8 ) O povo de Deus deve reunir-se com freqüência. As pombas de Cristo devem andar unidas. Assim, um crente ajudará a aquecer ao outro. Um conselho pode efetuar tanto bem quanto uma pregação. “Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros” (Ml 3.16). Quando um crente profere a palavra certa no tempo oportuno, derrama sobre o outro o óleo santo que faz brilhar com maior fulgor a lâmpada do mais fraco. Os biólogos já notaram que há certa simpatia entre as plantas. Algumas produzem melhor quando crescem perto de outras plantas. Semelhantemente, esta é a verdade no terreno espiritual. Os santos são como árvores de santidade. Medram melhor na piedade quando crescem juntos.

 

9) Que o teu coração seja elevado acima do mundo. “Pensai nas coisas lá do alto” (Cl 3.2). Podemos ver o reflexo da lua na superfície da água, mas ela mesma está acima, no firmamento. Assim também, ainda que o crente ande aqui em baixo, o seu coração deve estar fixado nas glórias do alto. Aqueles cujos corações se elevam acima das coisas deste mundo não ficam aprisionados com os vexames e desassossegos que outros experimentam, mas, antes, vivem plenos de alegria e de contentamento.

 

10) Consola-te com as promessas de Deus. As promessas são grandes suportes para a fé, que vive nas promessas do mesmo modo que o peixe que vive na água. As promessas de Deus são quais balsas flutuantes que nos impedem de afundar, quando entramos nas águas da aflição.

 

11) Não sejas ocioso, mas trabalha para ganhar o teu sustento. Estou certo de que o mesmo Deus que disse: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar”, também disse: “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra”. Deus jamais apoiou qualquer ociosidade. Paulo observou: “Estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão” (2 Ts 3.11-12).

 

12) Ajunta a primeira tábua da Lei à segunda, isto é, piedade para com Deus e eqüidade para com o próximo. O apóstolo Paulo reúne essas duas idéias, em um só versículo: “Vivamos, no presente século… justa e piedosamente” (Tt 2.12). A justiça se refere à moralidade; a piedade diz respeito à santidade. Alguns simulam ter fé, mas não têm obras; outros têm obras, mas não têm fé. Alguns se consideram zelosos de Deus, mas não são justos em seus tratos; outros são justos no que fazem, mas não têm a menor fagulha de zelo para com Deus.

 

13) Em teu andar perante os outros, une a inocência à prudência. “Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10.16). Devemos incluir a inocência em nossa sabedoria, pois doutro modo tal sabedoria não passará de astúcia; e precisamos incluir sabedoria em nossa inocência, pois do contrário nossa inocência será apenas fraqueza. Convém que sejamos tão inofensivos como as pombas, para que não causemos danos aos outros, e que tenhamos a prudência das serpentes, a fim de que os outros não abusem de nós nem nos manipulem.

 

14) Tenha mais medo do pecado que dos sofrimentos. Sob o sofrimento, a alma pode manter-se tranqüila. Porém, quando um homem peca voluntariamente, perde toda a sua paz. Aquele que comete um pecado para evitar o sofrimento, assemelha-se ao indivíduo que permite sua cabeça ser ferida, para evitar danos ao seu escudo e capacete.

 

15) Foge da idolatria. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5.21). A idolatria consiste numa imagem de ciúme que provoca a Deus. Guarda-te dos ídolos e tem cuidado com as superstições.

 

16) Não desprezes a piedade por estar sendo ela perseguida. Homens ímpios, quando instigados por Satanás, vituperam, maliciosamente, o caminho de Deus. A santidade é uma qualidade bela e gloriosa. Chegará o tempo quando os iníquos desejarão ver algo dessa santidade que agora desprezam, mas estarão tão removidos dela como agora estão longe de desejá-la.

 

17) Não dá valor ao pecado por estar atualmente na moda. Não julga o pecado como coisa apreciável, só porque a maioria segue tal caminho. Pensamos bem sobre uma praga, só porque ela se torna tão generalizada e atinge a tantos? “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Ef 5.11)

 

18) No que diz respeito à vida cristã, serve a Deus com todas as tuas forças. Deveríamos fazer por nosso Deus tudo quanto está no nosso alcance. Deveríamos servi-Lo com toda a nossa energia, posto que a sepultura está tão perto, e ali ninguém ora nem se arrepende. Nosso tempo é curto demais, pelo que também o nosso zelo de Deus deveria ser intenso. “Sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11).

 

19) Faze aos outros todo o bem que puderes, enquanto tiveres vida. Labuta por ser útil às almas de teus semelhantes e por suprir as necessidades alheias. Jesus Cristo foi uma bênção pública no mundo. Ele saiu a fazer o bem. Muitos vivem de modo tão infrutífero, que, na verdade, suas vidas dificilmente são dignas de uma oração, como também seu falecimento quase não merece uma lágrima.

 

20) Medita todos os dias sobre a eternidade. Pois talvez seja questão de poucos dias ou de poucas horas – haveremos de embarcar através do oceano da eternidade. A eternidade é uma condição de desgraça eterna ou de felicidade eterna. A cada dia, passa algum tempo a refletir a respeito da eternidade. Os pensamentos profundos sobre a eterna condição da alma deveriam servir de meio capaz de promover a santidade. Em conclusão, não devemos superestimar os confortos deste mundo. As conveniências do mundo são muito agradáveis, mas também são passageiras e logo se dissipam. A idéia da eternidade deve ser o bastante para impedir-nos de ficar tristes em face das cruzes e sofrimentos neste mundo. A aflição pode ser prolongada, mas não eterna. Nossos sofrimentos neste mundo não podem ser comparados com nosso eterno peso de glória. Considerai o que vos tenho dito, e o Senhor vos dará entendimento acerca de tudo. 

 

Thomas Watson

 

Watson citado por VALADÃO, Ana Paula. Recomendações para se Viver Bem. Disponível em: http://blogdaana.wordpress.com/2008/04/01/recomendacoes-para-se-viver-bem/. Acesso em 01 abr. 2008.

 

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10
out
08

Nadando Contra a Maré

O livro de Daniel nos apresenta diversas muito pertinentes para os nossos dias. Gosto muito de ler este livro, pois de tempos em tempos tenho uma nova revelação sobre ele.

 

Lendo o primeiro capítulo, pude perceber que a situação inicial de Daniel muitas vezes se repete em nossas vidas, e não só podemos, como devemos aprender com este jovem.

 

Após sitiar a cidade de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, solicitou o que fosse buscado da família real de Israel, alguns jovens, mas não poderia ser qualquer jovem, lemos no versículo quatro que este jovens deveriam ser “sem defeito físico, de boa aparência, cultos, inteligentes e que dominassem os vários campos do conhecimento” (Dn 1:4a). Quantas qualidades deveriam ter estes jovens, acredito que se assemelha muito as exigências que o mercado de trabalho, as pessoas, o sistema, nos exigem, não acham?

 

Entre os jovens escolhidos estavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Cada um deles possuía um nome com significados, como é costume dos judeus, mas no versículo 7 lemos que eles receberam novos nomes, então passariam a se chamar Beltessazer, Sadraque, Mesaque, Abede-Nego, respectivamente, todos eles relacionados com deuses pagãos. O nosso nome está diretamente ligado a nossa identidade, e principalmente para os judeus, essa é uma questão muito importante. Assim que chegaram em Babilônia, trocaram, seus nomes, não só por uma questão administrativa, mas para que eles se amoldassem aos padrões do novo mundo que eles estavam inseridos. Muita semelhança com os nossos dias não é mesmo? Muitas vezes recebemos títulos que nos rotulam sem nem mesmo corresponder ao que somos de verdade.

 

Prosseguindo na história de Daniel, vemos que o rei já havia decido qual a comida que os jovens que o serviria deveriam comer (Dn 1:10). Comidas que os israelitas consideravam contaminadas, pois eram oferecidas a ídolos. Hoje, não é muito diferente, afinal, o mundo nos oferece muitas coisas que sabem ser impuras e que não condizem com os desejos de Deus para o homem, mas no versículo 8 lemos que Daniel decidiu não se contaminar. Houve uma decisão! Daniel corajosamente decidiu nadar contra a maré, não se curvar diante das ofertas agradáveis, mas contaminadas “por dentro”. Com sua decisão, Daniel dizia: “Olha, seus manjares são agradáveis à vista, mas estou decido a não me contaminar com eles. Não quero desagradar meu Deus!”.

 

Em lugar desta comida, Daniel e seus três amigos comiam vegetais e água, e após dez dias, eles estavam mais fortes e saudáveis que os outros jovens (Dn 1:15). Não tem uma explicação lógica e racional para isso. O ser humano não pode viver sem determinados tipos de alimentos, caso contrario de enfraquece, mas Daniel e seus amigos comiam as únicas coisas que provavelmente eram “puras” naquele lugar e nenhuma outra explicação há senão a intervenção de Deus na saúde e desenvolvimento daqueles jovens. Acredito que esta foi a resposta de Deus para a decisão tomada por Daniel e seus amigos.

 

Da mesma forma que Deus fez aqueles jovens, acredito que Ele fará conosco. Mas antes de tudo, deve haver uma decisão de nossa parte. Nós é que devemos nos abster das comidas impuras oferecidas pelo mundo, por mais saborosas que elas pareçam. Devemos ter a coragem de proclamar que não nos contaminamos com os sabores mundanos, pois isso desagrada ao nosso Deus, e nos mais ele nos responderá! Deus se revela aos que o buscam.

 

Recordo-me certa vez em uma festa que dois colegas da faculdade me perguntaram se eu não usava nenhum tipo de droga. A minha resposta foi enfática: Não! Depois deste não é claro que eles vieram com seus argumentos dizendo que é bom demais; que eu não sabia o que estava perdendo; eu era a melhor coisa do mundo; que eu ficaria louco quando experimentasse; que não pararia mais de usar, etc, etc. Na hora, pensei que deveria dar uma resposta racional, sem apelar para questões religiosas, e expliquei para eles que não via necessidade de usar este tipo de coisas e que isso era uma decisão.

 

Obvio que eles não entenderam muito bem, mas acredito que pude testemunhar algo diferente para eles. Eu estou decido a não me contaminar com a comida que o mundo me oferece, por mais “louca” apetitosa e prazerosa que possa parecer. Espero que você também tome esta decisão, e possa desfrutar da resposta de Deus, assim como Daniel, Hananias, Misael e Azarias.

 

Abraços

03
out
08

Coram Deo

“Todas as pessoas vivem perante a face de Deus; todos vivem Coram Deo. Entretanto, nós, cristãos é que fomos chamados ter essa consciência. Precisamos reconhecer que não há um só momento em que não devamos nos lembrar disso”. *

Este é um livro muito especial para mim. Gosto muito de ouvir as pregações do Pr. Gustavo e tive o privilégio de ouvi-las durante o período em que esteve na liderança da mocidade da Igreja Batista da Lagoinha (IBL), porém após sua mudança para a secretária de missões da nossa igreja, a oportunidade de ouvi-lo se tornaram raras e o lançamento deste livro, me proporcionou “matar” um pouco da saudade de seus sermões.

Neste livro, somos conduzidos através de citações de grandes personalidades cristãs, como Lutero, Jonh Wesley, Agostinho, e outros, a nos apaixonarmos pela palavra do Senhor, além de buscá-lo incessantemente e nos conscientizarmos de sua onipresença: “Nós precisamos compreender que se quisermos alcançar a mais profunda intimidade com Deus, devemos, hoje mesmo, nos comprometer a investir tempo no nosso relacionamento com Ele. Precisamos começar. Certamente, pouco a pouco, a medida que perseveramos a nos encontrar diariamente com o Senhor, notaremos que a nossa vida se tornou diferente e que começamos a nos parecer mais e mais com Jesus”. (p. 66*)

“O único lugar onde a pessoa pode encontrar a libertação do egocentrismo é na Igreja, na comunhão com outros irmãos. Isso é evidenciado, por exemplo, nos pequenos grupos. Nesses lugares, os cristãos podem se encontrar um com os outros através da mediação de Cristo. Ali, as pessoas experimentam o perdão, a cura, a restauração, o aconchego e, naturalmente, o poder do Evangelho: famílias desestruturadas são restauradas; casamentos despedaçados são renovados; pessoas perdidas são encontradas; jovens angustiados experimentam o perdão”. (p. 108*) Este livro me ajudou muito, principalmente neste aspecto da função dos pequenos grupos, apesar de não perceber minhas necessidades sendo supridas pelo grupo, percebi a importância de me inserir realmente na Igreja, e não esperar ser inserido. Às vezes é muito complicado dar o primeiro passo, enfiar a cara num grupo de pessoas que não conhecemos, mas é extremamente necessário.

Sou extremamente carente em relação a relacionamentos, sou consciente do quanto preciso de ajuda para crescer e melhorar em diversos aspectos, mas às vezes, percebo nas próprias igrejas o quanto o individualismo está presente e como as pessoas não estão dispostas a sustentar uns aos outros. Só mesmo um relacionamento íntimo com o Senhor para superarmos as falhas das organizações humanas que estamos inseridos.

No livro podemos ainda ler as maravilhosas “cajadadas” muito características do Pr. Gustavo, mas que nos fazem parar para pensar e aprender e crescer: “Talvez para o homem moderno, seja mais cômodo pensar em Deus como uma máquina, do que pensar nEle como uma pessoa. Uma máquina não tem feições, não se entristece conosco, não ponta as nossas falhas, não anseia por relacionamento, não nos chama para um diálogo e nem nos convida para um tempo de comunhão. A máquina é insensível e está sempre a disposição para que nós a usemos da maneira que quisermos. A pessoa não.” (p. 60*)

Para finalizar, gostaria de compartilhar o relato da conversão de Agostinho, lendo a Bíblia: “Agostinho, viveu muitos conflitos interiores durante a sua caminhada. Ele mesmo nos deixou o relato da sua história na sua autobiografia, as Confissões. Apesar do valor que dava aos tantos livros, estudos acadêmicos, filosofias e conhecimento, Agostinho entendeu que somente a Palavra de Deus é a plena Verdade. Somente ela tem o poder de mudar o coração e vida do ser humano. Ele mesmo foi mudado a partir da leitura das Escrituras. Quando ainda era ímpio, enquanto lia a Bíblia, o Espírito Santo lha revelou Cristo, quebrantando o seu coração e transformando-lhe os pensamentos”. (p. 35-36*)

A leitura é extremamente agradável e suave. Vale muito a pena para todos os apaixonados por Deus.

Abraços!

* BESSA, Gustavo. Coram Deo: vivendo perante a face de Deus. Belo Horizonte: Diante do Trono Publicações, 2007. 110 p.

26
set
08

Espiritualidade em Jó

“Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade.” Ec 7:15

O sofrimento do justo é algo inquietante ao ser humano, independente de crenças e religiões. Fazer o bem e receber algo contrário a isso, é incompreensível ao entendimento  (limitado) do homem, como percebemos no livro de Jó, através de seus questionamentos a cerca das situações adversas que ele atravessava e também pelos diálogos com seus amigos no decorrer da história.

Jó manteve-se íntegro durante toda sua vida e Deus honrou sua persistência em confiar nele. Mesmo sofrendo ataques devastadoras em sua vida pessoal, profissional e familiar, Jó soube lidar com sofrimentos aos quais muitos de nós nem ousamos imaginar.

Através do sofrimento, podemos nos achegar mais a Deus, nos conscientizando de sua Soberania e Magnitude, mas não devemos fazer disso uma “receita” que nos prende ao sofrimento como única maneira de nos aproximar de Deus. Se com Jó o sofrimento foi uma forma de prová-lo, inúmeros outros valentes bíblicos foram provados por ter em abundância e em situações extremas de sucesso e conforto, como Davi e Saul que em momentos distintos, possuíam toda honra possível.

Por não pertence ao sistema dominado e dirigido por Satanás, que vive debaixo da regra do pecado, o justo pode sofrer. O evangelho é uma contra cultura à cultura do mundo, e como não pertencemos a este sistema nós o incomodamos. O justo padece sofrimentos porque a sua maneira de viver contraria o mundo. Por isso o mundo nos quer colocar em servidão e nos aborrecer.

Apesar de tudo, acredito que algumas perguntas permaneceram sem resposta e nos impulsionaram para um novo nível de fé, onde só podemos crer. Que nós, cristãos, aprendamos com o sofrimento a deslocar o olhar das adversidades, a obter uma visão transcendental, a colocar a Palavra de Deus como prioridade em nossa vida e a buscar forças no Senhor para superar os obstáculos de nosso dia-a-dia.

“Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso.” Tg 5:11

Abraços

19
set
08

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” Hb 11:1

A nossa fé é uma convicção, e isso independe das circunstâncias.

Nossa fé também não pode ser comparada com a fé do mundo, por exemplo, uma pessoa que entra em um ônibus, tem fé que este ônibus fará o percurso que está pré-designado a fazer e que o ônibus o levará ao seu destino. Mas nós enquanto cristãos, devemos ter uma certeza bem maior que essas coisas. Devemos crer no poder soberano e amor incondicional do Senhor Jesus. Devemos esperar por sua volta, e isso implica em crer no cumprimento de suas promessas. É algo bem maior.

Muitas vezes podemos confundir a fé com diversas coisas que não são, como por exemplo, pensamento positivo, confissão otimista, emoção, entre outros.

Percebemos que a nossa vida não pode ser conduzida exclusivamente pelos sentidos físicos que estão sujeito ao engano, mas não devemos desconsiderá-los, pois é através deles que recebemos a palavra de Deus. Ouvir por exemplo, é um dos sentidos físicos, mas nós não podemos confiar apenas no que ouvimos, mas também não devemos desprezá-lo, pois “a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm. 10.17).

Uma vez gerada em nós, a fé passa a ser o fator dominante na nossa relação com o Senhor. O mais importante não é o que vemos ou o que sentimos, mas o que cremos com base na Palavra de Deus. Está escrito: “O justo viverá pela fé.” (Hb. 2.4).

Paulo em Romanos 8:28 declara que sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” isso é uma convicção, ele não afirma que vemos ou sentimos. O mesmo é percebido no texto de Jó  19:25 que declara: “Eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra.” E isso independe tanto das circunstâncias, quanto dos seus sentidos.

Crer na palavra de Jesus, implica em contentamento em relação ao que está escrito. Por exemplo, Ele disse: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mt. 18.20.) Se cremos nisso, cremos que Sua presença é real se sentirmos ou não. Devemos acreditar em suas promessas e Paulo nos ensina: “Andamos por fé e não por vista” (2Co. 5.7). Isso é “andar no espírito”, como relatado em Gálatas 5:16.

“…e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” 1 João 5.4

Abraços

13
set
08

Dons e Ministérios

“Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros”. (Rm 12:4,5)

Dom é um atributo especial que recebemos apenas pela graça do Senhor, não é algo que temos por mérito ou recompensa. Recebemos os dons com o propósito de edificar a Igreja (os que estão a nossa volta). Não devemos cometer o erro de se importar apenas com o nosso caráter e/ou apenas com os dons, pois os dois têm sua função e importância. Temos que busca o equilíbrio.

Podemos classificar os dons da seguinte forma: Dons do saber (palavra de sabedoria; palavra de ciência; e discernimento de espíritos); Dons de fazer (fé; cura; e operação de milagres) e Dons de falar (profecia; línguas; e interpretação).

Não podemos deixar de destacar que Paulo em I Coríntios 14:1-3, nos orienta a buscar com zelo pelos dons do Espírito, principalmente o de profetizar que edifica um maior número de pessoas pela sua característica de “transmitir” a mensagem do Espírito para a Igreja, cumprindo mais fácil e rapidamente a “função” de edificar o Corpo de Cristo.

Ministério significa servir, sendo, na minha opinião, primeiramente a Deus, depois a Igreja (corpo de Cristo), e também ao mundo através do nosso testemunho. Não podemos confundir um ministério com um título dado as pessoas, pois um ministério é um serviço/função, já um título é algo pessoal.

De acordo com as escrituras percebemos que os ministérios têm a função de estabelecer o conhecimento de Cristo, unidade da fé, aperfeiçoamento dos santos e edificação do Corpo de Cristo. Conforme descrito em Efésios, percebemos que são cinco principais ministérios: Apóstolo (edificação das bases de igrejas); Pastor (cuida das ovelhas); Profeta (um canal de revelação de Deus para a igreja, apontando uma direção); Mestre (ensina a igreja) e Evangelista (propagação do Reino).

Através dos nossos dons e ministério Deus nos usa como seus cooperadores e supre nossas necessidades em relação ao recursos espirituais, para que possamos cumprir as tarefas por Ele designadas, edificando a Igreja e propagando seu Reino.

“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (I Pe 4:10).

Abraços

05
set
08

O Caminho Mais Curto

Em quase todas as situações, nós, seres humanos, temos a tendência de querer encurtar os caminhos pelos que passamos – obviamente, queremos chegar mais rápido. Mas nem sempre é a melhor opção.

 

Às vezes eu me perguntava: “Porque as coisas sempre demoram mais comigo?” Sempre questionei o Senhor a respeito dessas coisas. Em todas elas eu vi que realmente era melhor esperar ou passar pelo caminho mais longo. Temos um exemplo disso no povo de Israel, quando saíram do Egito.

 

O Senhor sabia que o povo estava, de certa forma, acomodado com a escravidão. E ainda não era a hora de enfrentar os Filisteus. Nós não podemos encarar os inimigos que estão na frente sem primeiro nos livrarmos dos que estão atrás. Não podemos encarar uma batalha deixando outra pendente, porque nunca estaríamos concentrados da maneira que deveria ser.

 

Quando se trata de ministério, muitas vezes acontece o mesmo. Queremos ministérios bem-sucedidos, rapidamente e sem ter de pagar o preço. Quando eu me converti ao Senhor Jesus, já era músico profissional. Quando os meus lideres (na época da minha conversão) descobriram meus dons e talentos, rapidamente me chamaram para ministrar. E como eu tinha muita experiência com o público, não tive dificuldades em cantar e tocar novas canções.

 

Eu creio hoje que aquilo foi um erro. Eu não estava pronto para encarar essa “guerra”. Os inimigos que estavam atrás de mim não tinham sido vencidos ainda, e eu carregava um fardo de feridas não saradas que toda hora vinham à tona. Um erro muito grave que acontece nas igrejas é que as pessoas são vistas e reconhecidas por causa dos dons. Como já disse em outras ocasiões, Deus não se impressiona nem um pouco com nossos dons e talentos; Ele traça o caminho e nós obedecemos – ou não. Deu quer que sejamos ministros curados.

 

Não podemos basear nossa vida ministerial apenas nos dons e talentos; tem que haver conteúdo vivo, uma alma sarada e uma mente concentrada naquilo que estamos fazendo. Eu fico imaginando o povo de Israel, se tivesse ido pelo caminho mais curto. Provavelmente teriam desistido e voltado atrás logo na primeira batalha. Os filisteus eram assassinos ferozes e sanguinários, e o povo de Israel estava totalmente “enferrujado” por causa da escravidão. Quando tomamos decisões contrarias à vontade de Deus, ficamos sem a orientação da coluna de nuvem, durante o dia, e da coluna de fogo, durante a noite. Ficamos desorientados, e começamos a errar consecutivamente.

 

Quando vinham as lutas, eu pensava: “Ah, que saudades do mundo e de tocar nas noites de Buenos Aires! Não tinha tanta luta!” Mas na guerra não há tréguas. Como poderia eu enfrentar os novos inimigos sem vencer os antigos? O Egito estava nas costas de Israel. E Israel precisava se livrar dele. O problema é que para ver o nosso inimigo derrotado precisamos encarar o mar – o que não deixa de ser um confronto. O mar, em minha vida, era largar tudo e obedecer a Deus, ou seja, começar do zero. Na verdade dá medo, porque apesar das lutas e tribulações, não queremos perder o “lugar” conquistado.

 

Depois de quase três anos de ministério eu percebi que estava andando no caminho errado. Eu queria encurtar a coisa, mas Deus tinha outros planos. Depois de um episódio em um evangelismo, eu tive a clara direção de Deus de entregar o ministério em Suas mãos e deixar que ele me livrasse dos inimigos que estavam atrás de mim. O mar me foi apresentado e eu poderia novamente escolher.

 

É uma questão de confiança no Senhor. O problema do escravo é que ele acaba confiando na escravidão. O fato de ser livre lhe causa medo, porque não saberia como agir diante de escolhas. Sendo escravos, não temos muitas opções. Mas quando se apresentam as opções, somos incapazes de tomar decisões. De certa forma, a escravidão acaba gerando um falso conforto que é difícil de abandonar. Quando há pendências do passado sem resolver, vamos acrescentando peso ao nosso fardo à medida que avançamos. E o inimigo em nossas costas vai chegando mais e mais perto de nos destruir. Esse inimigo precisa ser vencido antes de encarar outros.

 

No meu caso, eu resolvi entregar tudo nas mãos de Deus e deixar ele me conduzisse pelo mar. O mar é o preço que pagamos. Às vezes ficamos com medo, às vezes sozinhos e às vezes olhamos para atrás; mas quem abre as águas é o Senhor. Ele sopra o vento na hora certa para o mar se abrir. É sempre uma escolha diante de nós. Eu poderia perfeitamente continuar forçando a barra com meu dom e talento, mas estaria sempre com a sombra do “inimigo de trás”.

 

Depois que Israel atravessou o mar, ficou livre desse inimigo. Logo viria o deserto e apareceriam outros inimigos pela frente. Novamente Deus os conduziu pelo caminho mais longo, porque Ele precisava tratar com o caráter dos seus filhos. Mas esse é outro assunto.

 

Paz para o seu coração,

 

Jorge Russo (Jorjão)

Ministério Trio

ministeriotrio@bol.com.br

 

Visite: www.ministériotrio.com.br

29
ago
08

Como é Bom ser Amado

Ahhhh Jesus… como é bom ser amado por Ti!

Não sei vocês, mas ultimamente tenho sido edificado pelo grandioso e confortante amor do Senhor!

Tenho reparado dia após dia, a paciência e o zelo dEle para comigo que só pode ser fruto do seu amor incondicional que me constrange.

Ahhhh Jesus… como é bom ser amado por Ti!

Certamente se todos tivessem a consciência do amor de Deus por nós, não existiria depressão, ódio, tristeza, desespero, desânimo, tanta complicação que a humanidade vive hoje. Deixaríamos-nos ser levados pelo seu grande rio de amor e nos embriagaríamos por completo. Não teríamos outra resposta senão também amá-lo por completo, entregando nossas vidas a Ele e a cada dia parando diante dEle e o adorando o mais intensamente possível.

Ahhhh Jesus… como é bom ser amado por Ti!

Muitas vezes me pego simplesmente pensando nEle, e sendo alimentado por seu amor. Tenho a sensação que quando paro e me recolho em Sua presença de amor, saio muito mais forte, renovado, satisfeito, alimentado… Tenho vontade de ficar ali, sentado em seu colo, recebendo um cafuné!

Ahhhh Jesus… como é bom ser amado por Ti!

E você, já esta imerso em todo o amor que Jesus tem para você?

Não???

Então peça a Ele, diga, pense, balbucie, ou até mesmo grite aí onde você está: – JESUS, ENTRA AGORA EM MINHA VIDA, PERDOE OS MEUS PECADOS E ME INUNDE COM SEU AMOR! RECONHEÇO QUE SÓ TU ÉS SENHOR, QUE MORREU NA CRUZ E RESSUCITOU. EU QUERO SER AMADO POR TI!!!!!!!!!!!!

Faça isso, e verá como é prazeroso ser amado!

Ahhhh Jesus… como é bom ser amado por Ti!

Abraços

01
ago
08

Intervalo com Deus – Parte V

Bons momentos eu pude viver ali neste período!

 

Agradeço a Deus por cada vida que passou por ali e creio que a semente foi plantada!

 

Ao terminar este semestre, fiquei um pouco triste por não ter me envolvido no clubinho desde que entrei na faculdade.

 

Lembro-me que momentos antes da última reunião passei um tempo em oração e agradeci a Deus por tudo o que Ele me proporcionou neste período ali. Além disso, pedi a Ele que me desse a oportunidade de ouvir dos testemunhos das coisas que começaram ali, pois estou certo que muitas sementes floresceram. Neste mesmo dia, pude ouvir algo e ter a certeza de que o que fiz ali não foi em vão.

 

Nas últimas reuniões estávamos sorteando alguns brindes, como CD’s, livros, DVD’s, etc. e nessa reunião, um rapaz chegou bem no finalzinho (acredito até que ele ouviu apenas a oração que sempre fazemos ao final) em seguida realizamos o sorteio, onde ele foi o sorteado. Depois que eu conversei com algumas pessoas que me procuraram, ele chegou até mim e disse que não era evangélico, mas que sempre me observava distribuindo as balas nos dias das reuniões e que me admirava por abraçar esta causa e fazer a diferença, com uma atitude tão simples, como falar de  Deus para as pessoas. Ele inclusive me ofereceu dinheiro pelo CD que ele havia ganhado e também para ajudar a custear nossas despesas, claro que não aceitei o dinheiro e disse a Ele, que o Cd era um presente de Deus para ele. Fiquei muito feliz pelo que Deus estava me falando através dele. Glória a Deus! Tive a oportunidade de conversar um pouco mais com ele e explicar que com Jesus podemos fazer toda diferença.

 

Espero ardentemente que este CD faça toda diferença na vida dele!

 

Eu também passei por intensas transformações durante este período. Pela necessidade, deixei de me esconder atrás das pessoas e fui a frente, falar de Jesus as pessoas (o que não faria de forma alguma antes do clubinho). Aprendi a conviver com nossas diferenças e fui impelido a amar as pessoas como elas são. Meu caráter foi intensamente confrontado e moldado pelo Senhor.

 

Obrigado Jesus!

 

Seja exaltado não só ali no Promove, mas em todas as universidades e até os confins da Terra!

 

Abraços.

 

FINAL

25
jul
08

Intervalo com Deus – Parte IV

É… mas nem tudo são flores…

 

Deus em seu infinito poder nos permitiu viver algumas situações que me fizeram crescer muito. Sou eternamente grato a Ele por isso também.

 

Logo quando comecei a me reunir com o pessoal, chamei outras 2 pessoas da minha sala que também eram evangélicos para se juntar ao grupo. Eles foram prontamente em 1 ou 2 reuniões, mas depois não queriam saber mais. Diziam que precisavam estudar… (Lembro de um dos pastores da minha igreja que dizia: ‘Vocês estão na faculdade para ganhar almas! Ali é um campo missionário e o diploma que vocês receberam no final do curso é apenas um brinde!’)

 

Como já escrevi, no fim do semestre que comecei a me reunir com grupo, algo começou a nos desmotivar e passamos por um período muito complicado. Com o início do semestre e a chegada de novas pessoas, o ânimo foi mudando e com o auxílio do Senhor subimos mais um degrau em nossa caminhada.

 

Tivemos também muitos desacertos em relação ao formato de nossas reuniões. Tentávamos ao máximo evitar expor alguma coisa relacionada a doutrinas, e certos assuntos que poderiam nos causar problemas, mas de fato tivemos alguns problemas relacionados a isso. Neste período, sentimos muito a falta de alguém que fosse formalmente um líder no grupo, pois tínhamos o ideal de crescermos juntos como grupo, um apoiando o outro. Caso tivéssemos um líder seria muito mais fácil esclarecer as situações, chamando os envolvidos para conversar, mas sem este líder formal, não podíamos fazer isso, pois as pessoas achariam que estaríamos nos sobrepondo a elas e poderia causar muita confusão. O máximo que fazíamos era tentar conversar de maneira mais informal, mas quase não víamos um resultado.

 

Certa vez, resolvemos distribuir panfletos evangelísticos e para seguirmos as regras

 

Nós sempre quisemos planejar nossas reuniões mais sistematicamente, para que pudéssemos executar um trabalho melhor, apesar de nos reunirmos sempre nos intervalos dos outros dias para discutirmos alguns aspectos da reunião, mas este tempo era muito pequeno e corrido. Certa vez, após muitas tentativas, conseguimos nos reunir nas férias e fizemos uma programação para todo o semestre. Fiquei muito feliz e me sentia mais seguro com esta programação em mãos. Mas acredito que Deus quis me mostrar que minha segurança deveria ser Ele e não uma programação. Nesta época éramos cerca de 6 pessoas, pois algumas já haviam passado no vestibular e saíram do grupo (Glória a Deus por isso também!!!), para minha surpresa, ao iniciar o semestre, 4 pessoas sumiram e não se reuniram mais conosco, desmanchando toda a programação que tínhamos feito. Neste momento pensei que o clubinho fosse acabar… Foi um abalo muito grande, tendo em vista que até mesmo o número de pessoas que iam as reuniões caíram drasticamente.

 

Neste período, eu e o outro amigo que permaneceu firme continuamos ali e me vi obrigado a assumir de fato a reunião, inclusive falando e cantando (que desastre!! Pelo menos Deus é longânimo! Rsrsrsr!!!), o que evitei durante muito tempo e enquanto eu pude, por ser muito tímido. Nós dois começamos a orar e questionar a Deus o que estava acontecendo. Perguntava até mesmo se era a vontade dEle que o clubinho acabasse, o que nunca tinha cogitado até este momento. Estava muito desanimado neste período, mas não deixei de ser cuidado pelo Senhor, tendo em vista que Ele colocou muitas pessoas ao meu lado que me davam forças, sem perceber.

 

Lembro que certa vez uma das meninas que organizavam o clubinho na parte da manhã, lá na faculdade também foi nos visitar e conversou muito comigo, inclusive orou pedindo a Deus que me revestisse de forças e que retirasse todo desânimo, mesmo sem saber de nada. Nossa… realmente Deus se importa com os seus!

 

Deus faz cada coisa… Já estava a ponto de desistir e largar tudo, até que no início de uma das nossa reuniões apenas 3 pessoas estavam presentes e as chamei para orar por um período, e estava decidido a falar com elas após a oração, que não nos reuniríamos mais. Demos nossas mãos formando um circulo, e pedi a uma das pessoas presentes que orasse, quando ela acabou de orar e eu abri os olhos o círculo estava enorme, ocupando praticamente todo o espaço em que nos reuníamos, pois diversas pessoas haviam se aproximado e estavam ali buscando um pouquinho de Deus. Ao final, o meu amigo me ajudava a organizar me disse: ‘Acho que Deus te pegou de surpresa, né?!’. Realmente fui surpreendido. Deixei de lado a idéia de parar, pois para mim este foi um enorme sinal de Deus confirmando que a obra é dEle. Claramente o Espírito Santo me trouxe a memória o relato do diretor do cursinho sobre a história dos clubinhos ali. Por mais de 20 anos initerruptos, acontecia o clubinho. Ele está no controle! Aleluia!!!

 

Hoje, quando analiso estes acontecimentos, percebo a fidelidade do Senhor em cada detalhe. Ele sempre esteve do nosso lado e até nos momentos em que as circunstâncias pareciam querer me engolir, percebo que lá estava Deus forjando meu caráter e me preparando para os lugares que ele tem me colocado hoje.

 

Obrigado Jesus!

 

CONTINUA…

11
jul
08

Intervalo com Deus – Parte II

 

Permanecemos durante 1 semestre inteiro apenas orando, e começamos a questionar os nossos objetivos e resultados até este momento. Neste período, algumas pessoas começaram a desanimar e foram se afastando do grupo, que com o passar do tempo foi perdendo forças, até entrarmos de férias.

 

Durante as férias, coloquei meus propósitos e esta situação perante o Senhor. Fiquei muito impressionado com a transformação que ocorreu com o grupo, tendo em vista que eles começaram extremamente dispostos e esfriaram completamente. O que aconteceu, até hoje não faço a mínima idéia, contudo, o Senhor tem propósitos com este grupo ali na faculdade, e isto é fato!

 

Logo no início do semestre seguinte, fui apresentado a uma jovem que desejava realizar algum trabalho semelhante ao que já tínhamos iniciado, e como ela estudava na mesma faculdade que nós, a convidei para entrar no grupo. Percebi que ela trouxe um ânimo novo para a turma, que a esta altura, já estava bem menor que no início. Aos poucos, através de muita oração foi surgindo uma “baita” fome de falar de Jesus para as pessoas, e desejávamos muito que as reuniões começassem a encher logo. Percebi que tinha que aproveitar este momento, e mesmo sem muito planejamento, começamos a divulgar nossas reuniões através de cartazes e distribuição de balas com um pequeno panfleto, contendo um dia e horário da reunião.

 

Não posso deixar de registrar a questão dos cartazes, onde um de nossos integrantes conversou com o seu pastor que nos abençoou, permitindo que ele usasse o dinheiro de seu dízimo na confecção dos cartazes e também de cartões de visita. Ficou um excelente trabalho! Muito bom mesmo!

 

Neste período, também tivemos a oportunidade de conversar com o grupo Intervalo com Deus da Newton Paiva que já estava muito bem estruturado. Com a permissão deles, passamos a utilizar o mesmo nome e logomarca criados por eles. Conversamos também com a direção do pré-vestibular que funcionava no mesmo prédio que a faculdade, e para nossa surpresa, o diretor é evangélico e nos deu um suuuuuuuper auxílio. Apoiou-nos incondicionalmente. Sou muito grato pelo auxílio que este pessoal nos concedeu. Eles fizeram grande diferença em nossa vida.

 

A nossa primeira reunião foi um sucesso! Cerca de 50 pessoas estavam presentes e pudemos compartilhar 10 minutos de muita presença do Senhor. Cantamos, e a nosso convite, o diretor do cursinho conversou um pouco sobre a bíblia e sobre a história deste tipo de clubinho evangelístico ali. Foi neste dia que descobri que por mais de 26 anos sempre acontece reuniões como esta ali. Glória a Deus!!

 

Neste momento, percebi que Deus estava à frente desta obra, e que era a vontade dele que estas reuniões ocorressem. Imagine em um cursinho, onde a rotatividade de pessoas ocorre de 6 em 6 meses, sempre ter um grupo de evangelismo. Só Deus mesmo pode manter isso! Percebi também como foi importante o período de oração que passamos juntos no semestre anterior. Certamente serviu de alicerce para nós.

 

Com o passar do tempo, fomos nos acertando e aprendemos muito a lidar com diversas situações, como por exemplo, as divergências doutrinárias, tendo em vista que somos de denominações diferentes. Ao mesmo tempo, foi uma excelente oportunidade de crescermos e aprendermos juntos.

 

Lembro que queríamos muito alguém que tocasse violão para conduzir os momentos de louvor. Mas ninguém do grupo sabia tocar. Oramos durante um período para que Deus enviasse alguém que soubesse tocar. Para nossa surpresa na primeira reunião (que não teve violão), fomos procurados por uma jovem que se disponibilizou a entrar no grupo e a tocar violão. Foi “de Deus” demais! Como é bom experimentar a fidelidade do Senhor! Inclusive, esta jovem, foi a mais dedicada durante o período que esteve conosco. Glória a Deus por ela!

 

CONTINUA…

20
jun
08

Oração

 

Pai nosso, que estás nos céus…” Mt 6:9

 

Deus nos conhece muito bem, afinal é o nosso criador, sendo assim,conhece nossos desejos, vontade e sentimentos. Uma das formas que temos de estabelecer um relacionamento íntimo com Deus é através da oração.

 

Através da oração podemos conhecer a vontade de Deus para nós e assim cumpri-la com alegria. A oração não deve ser metas para que o Senhor cumpra, ainda que seja uma petição, a oração deve nos transformar, convertendo o nosso coração ao coração dEle.

 

Atendendo um pedido dos próprios discípulos, Jesus ensinou a oração do Pai nosso que serve como exemplo e engloba todos os “tipos” de oração que podemos fazer:

 

  • Confissão/Identificação/Filiação: Mt 6:9
  • Gratidão
  • Rendição/Renúncia: Mt 6:10a
  • Petição: Mt 6:11
  • Perdão/Comunhão: Mt 6:12
  • Proteção: Mt 6:13a
  • Reconhecimento da autoridade/poder/senhorio: Mt 6:10b;13b
  • Glorificação/Adoração: Mt 6:13b

 

Contudo, nossas orações não devem ser vãs repetições como nos exorta o próprio Jesus em Mateus 6:7. Ainda que o Senhor tenha nos dado um modelo, nossas orações devem ser espontâneas, sinceras e fruto de um relacionamento agradável com o Senhor, uma verdadeira conversa entre bons amigos (João 15:15).

 

Como a oração corresponde a um relacionamento com o Senhor, ela é pessoal e deve ser praticada a todo momento.

 

Orai sem cessar.” 1 Tessalonicenses 5:17

 

Abraços

13
jun
08

As Doutrinas da Natureza Humana

Ao criar o homem, ver que sua criação é boa, Deus sopra nas narinas do homem e compartilha com ele a mesma vida que existe nEle (ZÖE). É como se o homem fosse a “extensão” de Deus na Terra (Sl 8:3,8) assim, o corpo seria apenas um espécie de capa para transportar sua alma e espírito sobre a Terra, sendo possível estabelecer contato direto com o mundo material criado por Ele. Daí a necessidade de vivermos espiritualmente e buscando Deus diariamente (II Co 4:16).

 

Em Romanos 5:12, Paulo nos relata que através de um único homem (Adão) o pecado entrou no mundo, e consequentemente a morte, esta, por sua vez passou a todos os homens, deste forma todos pecamos. Adão se tornou, não apenas mortal, quanto ao seu corpo, mas também espiritualmente morto; morto para Deus; morto no pecado; nulo daquele princípio que Paulo denomina, ‘a vida de Deus’ (Efésios 4:18). Podemos citar como a conseqüências do pecado:

 

  • Morte do espírito – Ao pecar, o homem perdeu a vida de Deus e isto foi a morte espiritual. O espírito ficou separado de Deus que é vida: O Espírito não deixou de agir, mas perdeu a vida, e a alma passou para o comando.
  • Morte da alma – As funções da alma foram corrompidas e o homem não tem mais a capacidade de raciocinar certo para chegar à conclusões certas. Ele ama o que não deve e odeia o que não deve.
  • Morte física – Com a morte espiritual, o princípio da morte física começou a operar no corpo. É a morte que opera todo o processo de envelhecimento no corpo.
  • Morte eterna – é a extensão da morte espiritual após a morte física. É definitiva e irrevogável. É a separação eterna de Deus.

 

Através do Espírito Santo, somo convencidos do pecado, quando percebemos a ausência de algo, seja material ou espiritual, assim como na parábola do filho pródigo, enquanto possuía bens, não se sentia mal, mas assim que se viu em uma situação extremamente desconfortável, voltou a casa de seu pai. A convicção do pecado nos leva ao arrependimento (Lc 15:21 / 24:46,47), que é a chave para a salvação, que por sua vez é a recuperação de algo que estava em processo de perda (nós mesmos).

 

Por isso não desanimamos: pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia.”  II Co 4: 16.

 

Abraços

06
jun
08

O Deus da história

Toda a Bíblia nos mostra a criação da história feita por Deus. A começar em Gênesis 1, onde tudo o que podemos ver (céu, estrelas, mares, peixes, mineral, vegetal, animal, e por fim, o homem) foi criado por Ele em uma ordem lógica, extremamente organizada e precisa, e posteriormente a continuidade desta história, passando por Abraão, Davi e culminado em Paulo e nas revelações de João.

 

Nestes textos bíblicos, somos apresentados ao caráter de Deus e contagiados por seu amor incondicional, sua justiça implacável, sua misericórdia eterna, sua soberania inquestionável, entre tantas características que nos apontam um caráter perfeito, marcado pela abdicação de sua glória, para viver entre os homens e suportar o peso do pecado de toda a humanidade, em busca da redenção (Jo 3:16) de sua boa obra (Gn 1:31).

 

Ao se entregar a cruz, por amor a todos, Cristo demonstra uma realidade maior de misericórdia e compaixão, que está acima (acredito eu) do nosso entendimento, nos proporcionando justificação, regeneração, identificação que implica diretamente em filiação. Muitos versículos na Bíblia falam da nova identidade, alcançada através do novo nascimento, pelo qual o homem se torna filho de Deus (Jo 1.12,13; Rm 8.15-17, Gl 4.6,7; II Pe 1.4).

 

Desde então, vários fatores contribuíram para a propagação do cristianismo em todo o mundo:

- Mensagem destinada a toda a humanidade e não apenas a um povo determinado;

- Viagens missionárias dos primeiros cristãos;

- Perseguição à Igreja, levando as pessoas a vários outros lugares, disseminado os princípios cristãos;

- Monoteísmo, que já era praticado pelos judeus; etc.

chegando até nós, da mesma maneira viva e eficaz, como no tempo dos apóstolos, marcando e dividindo nossa história através da nossa salvação. Salvação que inicia com o imenso amor de Deus, passa pelo desejo dEle de nos aproximarmos (Is 41:22) e confissão do seu Senhorio (Rm 10:9-10).

 

 

Abraços

23
mai
08

Vale de Ossos Secos

…e por seu Espírito ele me levou a um vale cheio de ossos.” (Ez 37:1)

 

Ah, como é preciosa esta passagem do livro de Ezequiel!

 

Ezequiel era um profeta eu pertencia a família sacerdotal e quando escreveu seu livro, estava exilado na Babilônia, devido as reviravoltas internacionais da época. Uma série de guerras envolvendo os “políticos” mais influentes do período acabaram por “destruir” Jerusalém.

 

A Ezequiel coube a difícil tarefa de profetizar e anunciar as palavras do juízo divino à Jerusalém e aos demais exilados, o que causava dor e desconforto a quem ouvia. Durante os primeiros capítulos deste livro, lemos passagens simbólicas a respeito da situação, mas houve mudança…

 

Após ter sido informado pelo Senhor do fim certo que Jerusalém estava prestes a experimentar, Ezequiel passava a receber palavras consoladoras e de esperança para Jerusalém. Havia reavivamento, restauração, transformação, e é neste contexto que a viso do vale de ossos secos descrita por Ezequiel se encontra.

 

Nos dois primeiros versos do capítulo 37, lemos que ele foi conduzido a um vale repleto de ossos secos pelo próprio Espírito do Senhor e lá permaneceu por alguns dias. Muitas vezes, assim como Ezequiel,somos conduzidos a uma situação de extremo desconforto como um vale de ossos secos, mas tal experiência muitas vezes é necessária, seja por conseqüência das nossas próprias ações ou mesmo para um período de aprendizado.

 

Claro que Ezequiel não teve esta visão por conseqüência de seus atos, mas sim como um profeta, que deveria emitir uma mensagem ao povo de Deus. Contudo, podemos criar uma alegoria para relacionar esta passagem com a nossa própria vida.

 

No versículo 3,m o espírito do Senhor pergunta a Ezequiel: “Filho do homem, estes ossos poderão tornar a viver?” Vejo este questionamento como um confronto da parte de Deus ao individuo que passa por uma situação adversa. As vezes, passamos por circunstâncias que aos nossos olhos não tem solução, já estão finalizadas, como no caso de ossos secos. Um vale de ossos secos, como a própria expressão sugere, no refere a um estado de sequidão, morte, solidão, lágrimas e certamente angústia. Mas cabe a nós reconhecer a soberania de Deus, assim como Ezequiel fez respondendo a pergunta da seguinte maneira: “Ó Soberano SENHOR, só tu o sabes”.

 

A partir deste reconhecimento eu retrata esperança no Senhor, Ezequiel recebe uma ordem: “Profetize a estes ossos e diga-lhes: Ossos secos, ouçam a palavra do SENHOR! Assim diz o Soberano, o SENHOR, a estes ossos: Farei um espírito entrar em vocês, e vocês terão vida. Porei tendões em vocês e farei aparecer carne sobre vocês e os cobrirei com pele; porei um espírito em vocês, e vocês terão vida. Então vocês saberão que eu sou o SENHOR.” (Ez 37:4-6)

 

Aleluia!!!! Que tremendo isso!

 

Há algumas particularidades neste trecho. Tendões, carne, pele e espírito, comumente são relacionados com a ilustração dos quatro elementos descritos por Ezequiel no capítulo 1 do verso 5 o 14, mas gostaria de fazer algumas observações no sentido “natural“ referente aos tendões, carne, pele e espírito mencionados.

 

Os tendões são responsáveis por ligar um osso ao outro. São eles que de certa forma permitem que tenhamos esta estrutura regular e interligada constituída de ossos. Os tendões permitem a união. Os ossos estavam todos separados, desconexos, e com o auxílio dos tendões, eles começaram a se unir. Acredito que o tendão é a união entre o homem e Deus. Esta união é extremamente necessária par que todo o processo se inicie.

 

A carne, enquanto seres humanos, nos permite o movimento, uma vez que é através dos músculos contraindo e descontraindo nos permite movimentar. Se os seres humanos e determinados animais não tivessem carne / músculos, não seria possível movimentar. Por sua vez o movimento nos remete a deslocamento, o que torna possível um rompimento de etapas, ou seja, evolução em nosso relacionamento com Deus. Romper em fé!

 

A nossa pele é a nossa proteção. O que separa nosso interior do exterior, desta forma, através da pele, estaríamos protegidos, separados deste mundo tenebroso.

 

Finalmente, temos o espírito, que significa Deus em nós, a própria vida!

 

Prosseguindo no texto, lemos no versículo 7 que Ezequiel obedeceu a ordem e profetizou sobre os ossos. “Enquanto profetizava, houve um barulho, um som de chocalho…” (Ez 37:7) som… barulho.. o que poderia ser se não a manifesta presença de Deus naquele lugar?

 

E assim como Ezequiel profetizava, foi feito: “e os ossos se juntaram, osso com osso. Olhei, e os ossos foram cobertos de tendões e de carne, e depois de pele; mas não havia espírito neles”. (Ez 37:7-8) faltava o espírito.  Uma estrutura tinha se formado, mas não possuía vida. Muitas vezes, podemos aparentemente viver situações confortáveis, normais, felizes, mas tudo isso não passar de aparências. Sem a vida e direção do espírito, não vamos nos mover, romper, vencer…

 

A seguir ele me disse: ‘Profetize o espírito; profetize, filho do homem, e diga-lhe: Assim diz o Soberano, o SENHOR: Venha desde os quatro ventos, ó espírito, e sopre dentro destes mortos,  para que vivam’. Profetizei conforme a ordem recebida, e o espírito entrou neles; eles receberam vida e se puseram em pé. Era um exército enorme!” (Ez 37:9 e 10). Enorme… grande… assim como o nosso Deus!

 

Ah, como isso é maravilhoso! Deus age. Ele intervem em nossa história!

 

Uma situação que aparentemente não tinha mais solução foi transformada por completo! Há esperança! Esta foi à mensagem transmitida por Ezequiel aos seus companheiros de exílio. Esta também é a mensagem de Deus para nós: Há esperança! Há esperança! Há esperança!

 

Por mais que pareça impossível, é possível!

 

Eu Creio!

Abraços!

16
mai
08

Bem Aventuranças

Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.” Jo 13:17

O Sermão do Monte, também chamado Sermão da Montanha ou Sermão das Bem-Aventuranças, foi pronunciado por Jesus em um monte de Cafarnaum, dirigindo-se a todas as pessoas que o seguiam. Nele Jesus faz uma síntese das leis morais que regem a humanidade.

Acredito que era chegado o momento de fazer o sermão que abrangesse todos os ensinamentos feitos por Jesus até então, um esclarecimento formal de sua mensagem, e que os apóstolos deveriam saber de cor. Neste discurso se acha tudo o que necessitamos saber a respeito de Deus, da criação e da vida cotidiana, tanto naquela época como nas vindouras. Foi ali que Ele comunicou à humanidade inteira as oito regras básicas para todo o comportamento humano.

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus:

Não é aquele que é pobre do ponto de vista material; não é aquele que se deprecia; não é aquele que é covarde; não é aquele que esconde seu talento. É aquele que reconhece que é: carente na esfera do espírito; que não possui as riquezas e os dons espirituais; que depende de Deus.

Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados:

O choro com valor é aquele de um arrependimento sincero ante o erro cometido, não só com relação ao próximo como com relação a Deus.

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra:

Ser manso não significava ser um covarde servil, mas um crente na bondade de Deus e na benignidade do universo, mesmo quando a alma vive imersa no sofrimento e não vê razão para isso.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos:

Frutos de um relacionamento certo com Deus; é a justiça de caráter e de conduta; refere-se à busca pela libertação do homem da opressão.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia:

Misericórdia é uma disposição da alma, de ser semelhante a Cristo ao encarar amigos, inimigos, desprezados, e pecadores. É uma manifestação da conduta

Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus:

Deus deseja a verdade no íntimo. Ele quer criar em nós um coração puro (Sl 51.6,10). Os puros de coração são os inteiramente sinceros.

Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus:

Como filho de Deus, cada cristão deve ser um pacificador, tanto na igreja como na sociedade, se esforçando para viver em paz com todos, fazendo todo o possível para isso (Hb 12.14; Rm 12.18).

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus:

Cada cristão deve esperar oposição, pois a popularidade universal está para os falsos profetas, assim como a perseguição para os verdadeiros cristãos (Lc 6.26).

Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” Ap 22:14

Abraços

02
mai
08

Intimidade, Santidade, Autoridade e Conquista!

Nas últimas cinco semanas postei alguns textos a respeito do tema do Congresso Internacional de Louvor e Adoração do Diante do Trono deste ano. A começar pela oportunidade de estar presente no congresso, já me sinto muito abençoado por Deus, tendo em vista que este ano o número de vagas foi consideravelmente menor que nos anos anteriores. Cada dia ouvimos sobre um dos temas: Intimidade, Santidade, Autoridade e Conquista, que nos permitiam subir a cada ministração, um degrau a mais em nosso relacionamento com o Senhor.

 

Para finalizar esta série de textos, quero deixar registrado uma parte do texto que a Ana Paula escreveu em seu blog após o retiro de carnaval, no qual estabeleceram o tema e metas de consagração para o congresso.

_________________________________________________________

 

[...]

 

Sem intimidade não há santidade. E sem santidade não há autoridade. E sem autoridade não há conquista.

 

A intimidade com Deus é o centro de tudo em nossas vidas e a fonte para o nosso ministério. Ou seja, o serviço ao Senhor é fruto do nosso relacionamento com Ele. Sem relacionamento com Jesus o ministério se torna apenas um trabalho, quase que automático, sendo assim hipócrita, pois falamos aos outros, mas não vivemos. No último dia muitos dirão: “Senhor, em teu nome fiz isso, aquilo”. Mas Ele responderá: “Apartai-vos, não vos conheço”. Conhecer fala de relacionamento, convivência. (E atenção: as obras alegadas pelos hipócritas que o Senhor rejeitará naquele Dia não são pequenas! Expulsar demônios, curar enfermos, profetizar, não parece ser coisa de crente mais ou menos… mas isso pode ser um engano, pois, poder não significa intimidade com Deus – que é o mais importante). 

 

Para ter a tão essencial e preciosa intimidade com Deus (que além de tudo é um enorme privilégio – imagine só: o Deus Criador e Salvador do mundo quer se relacionar comigo e com você!) é preciso parar e ter tempo de qualidade com Ele. Ao longo do dia podemos ouvir músicas que nos edifiquem, fazer breves orações, mas nada substitui o “entrar no quarto e fechar a porta” para buscar o Pai, a sós. As disciplinas espirituais nos ajudam nessa busca. Leitura da Bíblia e sua memorização; Oração; Jejum; Adoração. 

 

[...]

 

Que o Senhor nos abençoe a todos, e nos ajude na busca por esta intimidade com Ele, que transformará nossas vidas, santificando-nos, para que recebamos o enchimento do Seu poder e autoridade, afim de conquistarmos para o Seu Reino.

Resumindo:

 

INTIMIDADE – SANTIDADE- AUTORIDADE- CONQUISTA

 

(Um brado de vitóriaaaaa!!!!!)*

 

_________________________________________________________

 

Amém!

 

Abraços.

 

Visite: http://blogdaana.wordpress.com

Visite: http://www.diantedotrono.com.br/cobertura_9_congresso/home.aspx

 

* VALADÃO, Ana Paula. Um carnaval de metas. Disponível em <http://blogdaana.wordpress.com/2008/02/07/um-carnaval-de-metas/>. Acesso em 31 jan. 2008.

25
abr
08

De Vitória em Vitória

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” (Is 41:10)

Acredito que não sou o único que passa por situações adversas na vida. São muitas as batalhas que enfrentamos, seja na área física, profissional, sentimental, familiar, espiritual, entre outras. É fato que as batalhas existem e na vida dos cristãos parecem ser ainda mais intensas, mas fomos avisados por Jesus que seria desta forma: “no mundo tereis aflições…” (Jo 16:33).

O mundo é regido por forças contrarias a do Senhor Jesus, assim, ele afirmou que por sermos escolhidos por ele, seríamos odiados pelo mundo: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim.

Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.” (Jo 15:18-19)

Muitas vezes parece que não vamos resistir e que não venceremos, mas se permanecermos firmes com os olhos fixos no Senhor, desfrutaremos das mais incríveis vitórias, pois as nossas forças estão nEle. Existe uma promessa de Deus para nós em Isaías 41:10 (“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.”). Não devemos jamais de deixar de confiar nEle, mesmo que as circunstâncias apontem o contrário.

Fomos chamado para sermos cabeça e não cauda (Dt 28:13), portanto cremos que o Senhor é conosco e que se não desfalecermos, colheremos e desfrutaremos de grande vitória.

O primeiro passo que temos que dar para alcançarmos a vitória é nos aproximarmos dEle e nos tornarmos íntimos (leia o texto “Amigos de Deus”), desta forma, começaremos a conhecer seus desejos e vontades e certamente a cumpriremos, pois não há como se achegar a Deus e não sermos completamente atraídos a Ele; então iniciaremos uma busca de um caráter aprovado como o dEle (leia o texto “Iguais a Ele”). Se o buscarmos, e nos santificarmos, estaremos preparados para sermos usados por Ele. Logo receberemos a autoridade, uma vez que ela será necessária para a realização de suas obras (leia o texto “Lhes dei Autoridade…”). Com a autoridade do nosso Pai, estaremos prontos para a vitória a as intensas conquistas que nos aguardam.

Cada área da sociedade está pronta para que possamos tomar posse e levar o nome de Jesus ao topo de todos os setores comerciais, independente de qual seja, ou do quão difícil pareça.

Que nos possamos ser cheios do Espírito Santo, para desfrutarmos da santa presença do Senhor, e assim cumprir o nosso chamado, levando a mensagem da reconciliação a todos.

Ajuda-nos Senhor!

Abraços

18
abr
08

Lhes dei Autoridade…

Eu lhes dei autoridade para pisarem sobre cobras e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; nada lhes fará dano.” Lc 10:19

 

A presença do Senhor é fundamental para que o corpo de Cristo opere com sucesso. Mas para efetivar este acontecimento, precisamos da autoridade, que provem do próprio Senhor, como lemos em Romanos 13, versículo 1. Acredito que a compreensão de autoridade espiritual é um dos fatores que alicerçam qualquer ministério.

 

Se reconhecemos que Deus tem o controle de todas as coisas e que por meio de suas palavras o universo foi criado, isso só é possível através de sua autoridade.

 

Autoridade no grego, também pode ser traduzida como poder como, por exemplo, em:

 

João 1:12 – “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus...”

 

João 17:2 – “Assim como lhes desta poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna quantos lhes deste.

 

Para alcançarmos autoridade, o primeiro passo a seguir é criar intimidade com o Senhor (leia o texto “Amigos de Deus”), em seguia, nos separar para ele (leia o texto “Iguais a Ele”), então estamos preparados para sermos usados pelo Senhor em qualquer tempo e situação. Não devemos esperar que o Senhor nos dê algum poder, autoridade, ou até mesmo uma atividade sem que estejamos preparados para tal. Deus não é irresponsável. Ele não daria um avião com muitas pessoas dentro para alguém sem a menor experiência pilotar, pois o resultado seria desastroso. Em nossa vida, acontece à mesma coisa, a autoridade só nos será concedida a partir do memento que estivermos prontos para ela.

 

Um bom exemplo em relação a autoridade, foi o que ocorreu com Josué após a morte de Moisés. O próprio Senhor afirmava que existia uma autoridade sobre Josué  e que os lugares onde ele pisaria, seria dado por herança – “Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu disse a Moisés”  (Js 1:3). Não seria possível que isso acontecesse se não fosse a autoridade concedida pelo próprio Senhor a Josué.

 

Existe um outro aspecto que não devemos negligenciar, que é a autoridade terrena. Não devemos deixar de considerar que toda autoridade é concedida por Deus (Rm 13:1), desta forma, a desobediência a qualquer tipo de autoridade é conseqüentemente uma desobediência ao próprio Senhor. Contudo, isso não deve de forma alguma, ser confundido com as uma submissão cega e sem propósito. Questionar determinados acontecimentos é de grande valia para o ser humano e até mesmo para qualquer processo. Um bom exemplo para este tipo de situação é a história de Jó, quando começou a passar por determinadas situação e sofrimentos, ele não conseguia entender e questionou ao próprio Senhor tais acontecimentos.

 

Que nos possamos nos preparar para o que o Senhor tem para nós. Que possamos tomar posse de toda autoridade que ele nos disponibiliza para que assim, conquistemos este mundo.

 

Ajuda-nos Senhor.

 

Abraços.

11
abr
08

Iguais a Ele

Porque eu sou o SENHOR vosso Deus; portanto vós vos santificareis, e sereis santos, porque eu sou santo” Lv 11:44

Tornar-se puro e separado para o Senhor é algo prático para as vidas dos cristãos (aqueles que são semelhantes a Cristo), e isso, deve ser uma busca diária .

Assim que aceitamos a Cristo, nos tornamos santos, contudo, ainda existem coisas que precisamos mudar, um bom exemplo disso, são as cartas de Paulo que começavam saudando aos santos da cidade e depois apresentavam inúmeras correções e puxões de orelhas, diagnosticando aspectos que deveriam ser mudados pela comunidade.

O que nos torna santos é a presença do Santo Espírito de Deus em nós (1 Co 6:19), assim sendo, nossas ações, palavras, pensamentos, devem refletir o caráter de Deus (Mt 5:14), para que assim Ele chegue aos que estão em nossa volta.

A santificação é um processo, ainda que com alguns aconteça, não é muito comum que os hábitos que tivemos por anos, sejam modificados do dia para a noite. Neste processo, começamos a fazer o que Deus deseja, pois movidos pelo Espírito, começamos a distinguir melhor as coisas que agradam e desagradam a Deus, assim, vamos nos livrando do poder do pecado.

Ao observamos a passagem da oferta da viúva, Jesus ensina que ela trouxe a maior oferta. Não em relação ao valor, mas em relação a sua atitude. Certamente aquela viúva fez um grande sacrifício para entregar tudo o que tinha (algumas moedas), demonstrando grande fé na provisão do Senhor. Já os demais poderosos que ofertavam, eles faziam com que sobrava, não tendo o menor sacrifício em suas ações. Provavelmente, eles faziam por mera religiosidade, ou quem sabe, para se destacar entre os presentes, creio que o sentimento do Senhor em relação a atitudes como esta, é semelhante a carta de Laodicéia em Apocalipse: “Conheço as tuas obras, sei que não és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e nem és quente e nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca.” (Ap 3.15-16.) .

Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,  prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Fl 3:12-14) A partir deste texto de Paulo, fica claro que enquanto vivermos, estaremos em transformação, e será necessário persistir na caminhada, rumo ao nosso alvo. O primeiro passo para a santificação e o desejo de intimidade com o Senhor (Leia o texto “Amigos de Deus”), a partir de então, conhecer os desejos do Senhor, se torna bem mais fácil. É como em um casamento, quanto mais o tempo passa, mais os noivos se conhecem.

Uma passagem importante que devemos levar em consideração no que se refere a santificação, está no livro de Números no capítulo 6. Esta passagem relata o voto do Nazireu. Quando uma pessoa fosse completamente separada para o Senhor, ela não podia beber bebidas fortes, ou qualquer coisa do fruto da vide, não cortaria o cabelo, e não poderia ter contato algum com cadáveres. Desta forma, aqueles que optavam por este voto, mostravam através de suas atitudes, o máximo do padrão divino de santidade, de consagração e de dedicação diante do povo, assim, o desejo de ser separado para o Senhor devia ser primeiro no coração, e depois nas atitudes externas. Imagine o quanto seria difícil para uma pessoa, se afastar do vinho ou qualquer coisa feita de uva, sendo que o vinho era algo muito desejado naqueles dias. Imagine o quão desagradável seria para o homem deixar o cabelo crescer, uma vez que cabelo comprido para os homens naquela época, era sinal de desonra.

Muitos cristãos têm se esquecido da santidade do Senhor e o buscam apenas para suprir as suas necessidades pessoais. Outros estão envolvidos em pecados e ainda esperam que Deus responda às suas orações e receba seu louvor maculado. Parece que muitos se esqueceram que pecar de maneira voluntária e habitual é como desprezar e pisotear o precioso sangue de Jesus (Hb 10.29).

Ajuda-nos Senhor.

Abraços

Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” Hb 12:14




"Lembrem-se dos primeiros dias, depois que vocês foram iluminados..." Hebreus 10:32

 

maio 2012
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