Arquivo para fevereiro \29\UTC 2008

29
fev
08

A Queda do Homem

rebeliao.png

logo.PNGHá um ditado que diz: “Ninguém pode colher sem semear”, assim é, em todas as esferas de atividades: salários, prêmios, promoções, espiritualmente, seja onde for. Paulo ao escrever aos gálatas, diz: “Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição, mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna” (Gálatas 6:8).

Uma ordenação, implica em atividade, qualquer indecisão em obedecer evidencia falta de fé e sabedoria. Devemos estar em prontidão, atentos, vigiando às ordens de Deus, para que assim como os discípulos, cumpramos prontamente o que Deus nos ordena (E os discípulos fizeram como Jesus lhe ordenara – Mateus 26:16).

Pela desobediência, o homem rompeu os laços que o prendiam ao seu criador. Para voltar a Ele, é importante aceitá-lo e servi-lo, “Porque, como pela obediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos” (Romanos 5:19).

Podemos visualizar este acontecimento como a seguinte metáfora: “Você imagina um luxuoso navio transatlântico que se encontra em alto mar e só o seu comandante sabe que está prestes a afundar; ele decide então falar no sistema de comunicação interna que os passageiros da terceira classe podem usufruir de todos os benefícios concedidos à primeira classe. Todos achariam que esse comandante é espetacular, demais, ou muito legal, um cara que está preocupado com a igualdade de todos. Infelizmente, não sabem que toda aquela liberdade oferecida é uma ilusão ante às cenas vindouras de pavor e morte.”

O mundo é dirigido por um regente que o conduz de um modo ilusório, oferecendo uma liberdade que leva os seus súditos à morte, e morte eterna. Todas as coisas são permitidas: prazer, euforia,  e tudo que satisfaça e dê a sensação de liberdade total. Não existe espaço para limites ou para a disciplina, que são vistos como falta de liberdade ou, até mesmo, como repressão. Mas este mundo vai de mal a pior e, a cada dia aumenta mais a violência e a degradação moral, intelectual e social provocada pelo exercício de liberdades tirânicas que escravizam a consciência dos mais legítimos ideais de liberdade, instituindo no lugar destes o caos, a desordem e a morte.

A liberdade que Jesus oferece é limitada pelo amor, fazendo com que haja a percepção de que o limite do  direito de um está relacionado ao começa do direito de outro. A disciplina apresenta-se como mantenedora da liberdade, visando a educação na justiça e a harmonia das liberdades individuais. A aplicação dessa liberdade não é descartável, uma vez que seu gozo é eterno e infinito, ultrapassando os limites da existência física e adentrando as moradas do Reino Eterno.

As leis, não são para punir, mas para prevenir. Para que andemos bem e sejamos felizes, foi por falta deste entendimento, que Eva foi enganada e induzida ao pecado:

Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.” (Gênesis 2:16 e 17; e 3:1-6).

O inimigo incorporado na cobra, persuadiu Eva, convencendo-a que a rebelião, caracterizada pelo ato de comer do fruto da árvore da vida, seria um meio inteligível e inofensivo de preservar os interesses dela, assim, ele cumpriu mais uma vez seu propósito (O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância  -João 10:10) afastando o homem de Deus.

Conforme percebemos no versículo 3 do capítulo 3 de Gênesis, Eva faz um acréscimo às palavras de Deus (nem toque nele…), influenciada pela serpente, levando a uma distorção da ordem dada pelo Senhor.

Como mencionado por Watchman Nee no livro “Autoridade Espiritual” *, percebemos a queda do homem, ocorrida com este acontecimento, como resultado de desobediência. Além de desobedecer à Deus, Eva também desobedeceu a Adão tomando uma decisão e não se sujeitando ao seu marido (Vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos, como convém no Senhor.Colossenses 3:18) autoridade delegada por Deus a ela.

Antes de Adão e Eva comerem o fruto proibido, o que era certo e errado para eles estava na mão de Deus” (NEE 2005*), assim não era necessário preocupar entre o que é certo e errado, mas apenas, se preocupar em obedecer, então o bem concedido por Deus, seria uma conseqüência natural.

Ao instituir o “não poder” comer do fruto da arvora da vida, Deus nos concedeu a opção de não segui-lo, pára que se cumpra a promessa do livre-arbítrio.

Devemos obedecer a Cristo, sempre, em tudo o que Ele nos ordena, para que assim, se cumpra  que há de melhor para nós.

Abraços

* NEE, Watchaman.  Autoridade Espiritual. 2ª ed. São Paulo: Vida, 2005. 191 p.

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22
fev
08

O Chamado de Abraão

chamado-de-abraao.png

logo.PNGNo capítulo 12 do livro de Gênesis, lemos um dos diversos relatos da intervenção de Deus na história do homem. Ali, conhecemos a história de Abrão, que mais tarde teria seu nome trocado para Abraão, e recebeu um chamado para ir a uma nova terra:

Então o Senhor disse a Abrão: ‘Saia da sua terá, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei‘” (Gn 12:1).

Este chamado à Abrão significava o início de algo completamente desconhecido. Acredito que Abrão possuía uma vida estável, tinha uma família estruturada (…seus parentes), provavelmente possuía bens (…sua terra), e no momento em que ele recebeu este chamado, teve que decidir entre o conhecido e o novo, entre permanecer em sua terra com seus parentes, ou tender o chamado de um Deus até então desconhecido e peregrinar em busca de um terra também desconhecida.

No versículo 4 lemos que Abrão atendeu prontamente este chamado. Sua decisão estaria então, completamente fundamentada em fé, uma vez que naturalmente falando, não possuía garantia alguma das promessas que ouviu.

Após chamá-lo, Deus lhe fez a seguinte promessa:

Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem e por meio de você, todos os povos da terra serão abençoados” (Gn 12:2, 3).

Desta passagem, podemos extrair sete elementos, que veremos a seguir com maiores detalhes.

Farei de você um grande povo..” (Gn 12:2)

Esta é uma promessa que foi reafirmada diversas vezes a Abrão (Gn 12:7; 13:16; 15:5; 17:4; 18:18; 22:17; 26:4 entre outras). Um grande povo, referencia a grandeza do Deus que Abrão passaria a servir, diz também sobre separação dos demais povos, um povo escolhido e separado para Ele, por isso a necessidade de sair da terra que Abrão permanecera até então. Desta forma, algo novo começava.

… o abençoarei.” (Gn 12:2)

A bênção de Deus a Abrão e seu povo significa a proteção e provisão necessárias aos separados por Ele. Bênção diz respeito a soberania divina daquele que tem o controle de todas as situações, e é capaz de intervir na história e circunstâncias em favor do seu povo.

Tornarei famoso o seu nome…” (Gn 12:2)

Acredito que tornar o nome de Abrão conhecido é conseqüência direta da bênção do Senhor. A partir do momento que somos abençoados, nos tornamos testemunho vivo da ação de Deus. Não nos tornamos melhores que os outros, mas sim, objetos da ação de Deus, que contraria o natural / normal, o que conseqüentemente atrai a atenção e até mesmo a curiosidade dos outros

….você será um bênção” (Gn 12:2)

A atração das pessoas, proporciona sermos bênção as outras pessoas, replicando a bênção recebida pelo Senhor. Um dos principais motivos de sermos abençoados é par que possamos abençoar, é para sermos verdadeiros instrumentos de Deus na terra.

Abençoarei os que o abençoarem…” (Gn 12:3)

Enxergo muito em este ponto, como o que acontece com o eco. A mesma coisa que é dita, é retribuída com a mesma intensidade, porém em maior quantidade. Isso também é proteção do Senhor, e reflete o seu cuidado conosco.

… amaldiçoarei os que o amaldiçoarem.” (Gn 12:3)

Isso é o oposto do item anterior, e não poderia ser diferente. Imagine uma estrada de mão dupla com sentidos opostos. Se percorrendo uma direção chegamos em um determinado local, seguindo a direção contrária chegamos no destino oposto ao primeiro, não tem outra saída se abençoamos, somos abençoados, se amaldiçoamos, somos amaldiçoados.

… por meio de você todos os povos da terra serão abençoados.” (Gn 12:3)

Em Gênesis 1:28, lemos a bênção de Deus sobre a humanidade, ali representada por Adão e Eva, neste sentido, esta bênção estava sendo restaurada por meio de Abrão e sua descendência, uma vez que Adão e Eva optaram pelo pecado.

Estes são os sete elementos de uma promessa que também está sobre nossa vida hoje, conforme afirma Pedro em sua pregação no templo após o Pentecostes: “E vocês são herdeiros dos profetas e da aliança que Deus fez com seus antepassados. Ele disse a  Abraão: ‘ Por meio da sua descendência todos os povos da terra serão abençoados’ ” (At 3:25) e também Paulo, em sua carta enviada às igrejas da Galácia: “Prevendo a Escritura que Deus justificaria os gentios pela fé, anunciou primeiro as boas novas a Abraão: ‘ Por meio de você todas as nações serão abençoadas’. Assim, os que são da fé são abençoados junto cm Abraão, homem de fé” (Gl 3:8).

Desta forma, já somos abençoados para abençoarmos toda a terra, levando o evangelho e as boas novas de Cristo.

Eu desejo a bênção de Deus e também desejo abençoar, a começar por você que lê este texto.

Deus te abençoe sempre!

Abraços!

08
fev
08

A Igreja

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logo.PNGNão sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.” I Co 3:16,17

Do grego ekklesia: “Eclésia”, a igreja, segundo a Bíblia é constituída por todos aqueles que crêem que o Senhor Jesus, o Cristo, é o filho de Deus. Desta forma, todos os cristão são igreja. O termo também é usado para designar um conjunto de cristãos ou movimento destes.

A igreja possui três bases, sendo elas:

– Oração: “A minha casa será chamada casa de oração” Mt 21:13

– Comunhão: “Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo?” I Co 10:16

– Ensino: “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito” Rm 15:4

O ensino nos proporciona o conhecimento de Deus e seus atributos, o que nos leva a adorá-lo através de orações e louvores, que por sua vez, nos levará ao conhecimento de sua vontade; que é a unidade entre os homens; nos levando a comunhão. A base para tudo isso é o próprio Cristo enviado por Deus,  que se esvaziou de toda sua glória, para nos salvar por meio de sua morte (Ap 1:5).

Através da parábola das sementes lançadas na terra (Mc 4.26-29), Jesus ilustra que o Reino de Deus cresce sozinho. O Reino de Deus é como se um homem lançasse a semente à terra e depois, dia após dia, dormindo e trabalhando e cultivando, espera que ela germine, cresça e produza frutos, nem sabendo ele como. Quando a semente é lançada à terra, ela mesma dá de si os frutos, e quando estes estão maduros, na época própria, são colhidos. É desse modo que Jesus fala do seu Reino, do Reino dos Céus aqui na terra.

A semente de mostarda é muito pequena mas, uma vez germinando, transforma-se num arbusto capaz de abrigar até pássaros. Com esta ilustração descrita na parábola do grão de mostarda (Mc 4.30-32),  Jesus mostra a ação poderosa do Reino de Deus entre nós.

Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” Mt 4:17.

Abraços

01
fev
08

Pode Falar Senhor… Estou Ouvindo

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logo.PNG“Talvez não haja força mais subestimada que a fabulosa energia da juventude, que o entusiasmo contagiante de milhares de jovens desejos de construir um mundo melhor.

Loren Cunningham era pouco mais que um adolescente quando teve um sonho: ondas de jovens atravessavam continentes, anunciando as Boas-Novas. Eu desafio tremendo! Um Sonho assim poderia provir de Deus?

Do sonho nasceu a JOCUM – Jovens com Uma Missão – uma organização dinâmica, que mobiliza e envia jovens em todos os continentes.” *

No meu aniversário do ano passado, tive o privilégio de receber da minha mãe este livro de presente. Minha mãe já sabe que eu gosto muito de ler e também gostaria, de certa forma, “persuadir” meu conceitos sobre as profecias e profetas (o que já foi, e inda é, motivo de muita discussão entre eu e ela, pelas diferentes opiniões a respeito.), mas ela caiu no grave risco de dar um livro, sem lê-lo antes, motivada apenas pelo título. Logo nas primeiras páginas, o autor declara opiniões bem semelhantes as minhas, para desespero da minha mãe. Srsrsrs!

Apesar disso, pude ver o carinho do Senhor comigo, uma vez que todo o livro trouxe muitas explicações e relatos encorajadores para minha atual fase de vida.

É simplesmente tremendo o testemunho de Loren e sua esposa na construção deste grande ministério como é a JOCUM. Mesmo antes, já admirava o trabalho desta organização, agora já estou muito mais interessado! Glória a Deus pela vida destes guerreiros da fé!

O que muito me admira e o que também é comum aos demais líderes, personalidades e ministérios, é a humanidade deles. Não só de acertos vivem estas pessoas e organizações. Neste livro podemos ver relatos das diversas bênçãos que todos os envolvidos neste ministério receberam, mas também podemos ver que durante o percurso eles cometeram erros e nos dão a oportunidade de aprender com estas situações, uma vez que estão descritas no livro.

Gostaria de chamar atenção para algumas partes, que falam muito comigo, principalmente nestes dias.

Após retornar de uma viagem ao mundo, sem destino certo, apenas para conhecer a situação das mais diversas regiões do mundo, Loren, relata que foi até uma lanchonete com 2 amigos (Dallas e Larry) e lá fé a seguinte observação: “Dei uma olhada pelo salão, para as outras divisórias tão aconchegantes, onde as pessoas saboreavam seus hambúrgueres com batatas fritas. Dallas e Larry não notaram que eu havia silenciado. Parecia que todas as pessoas ali achavam-se envoltas por uma imensa bolha de isolamento – rindo, divertido-se, enquanto lá fora estavam milhares de indivíduos de mãos estendidas, como pedintes. Era demais para mim” (p. 46*). Acredito que em nossos dias e bem perto de nós a situação ainda não mudou! 

Às vezes, converso com algumas pessoas, principalmente cristãos envolvidos com a igreja, e me choco com a falta de interesse deles pelas pessoas. Parece realmente que estão em uma bolha! Lembro-me que certa vez, conversando com uma colega cristã, ela me expôs uma situação para aconselhá-la, o que sugeri, foi que ela aproveitasse a situação que estava passando para falar de Jesus, evangelizar, ela levou um grande susto, como se o que eu estivesse dizendo fosse um grande absurdo. As pessoas estão completamente voltadas para si! Querem respostas para suas necessidades e não se interessam com os outros. Nunca tive a oportunidade de viajar em missões como o Loren, mas o que está ao meu alcance faço: oro pelos missionários, ajudo com ofertas, oro por um determinado país, procuro evangelizar as pessoas que estão próximas, afinal, isso é um mandamento (Mc16:15).

Mais a frente no livro, Loren relata: “Nós os crentes, precisamos fazer o que Cristo fez, e ajudar as pessoas naquilo que elas sentem que estão sofrendo. Na maioria das vezes, não assumimos esta atitude, que é também uma expressão de Deus para com os homens” (p. 80*). Neste trecho, Loren relata que estava no Havaí e que um furacão tinha passado pela localidade em que estavam e que diversas pessoas estavam passando por situações muito complicada, neste momento então ele percebeu que o evangelho de Cristo não se resume apenas em palavras, mas também em ações. É possível levarmos Jesus até as pessoas, através de ações e não apenas por meio de pregações. Existem determinadas situações em que as pessoas precisam mesmo é de um atitude, um auxílio e não de palavras e explicações sobre um assunto que aparentemente não resolverá o problema imediato que está enfrentando.

Vejo que é somente o Senhor, e um relacionamento  pessoal com Ele, que nos ajudará a nos atentar para os desejos  do seu coração. Devemos procurar ouvi-lo e não somente despejar uma lista de pedidos em nossas orações.

Ajuda-nos Senhor!

Abraços

Viste: www.jocum.org.br 

* CUNNINGHAM, Loren; ROGERS, Janice. Pode Falar Senhor… Estou Ouvindo. Tradução de Myrian Talitha Lins. Belo Horizonte: Betânia, 1985. 204 p. Título Original: Is That Really You, God?




"Lembrem-se dos primeiros dias, depois que vocês foram iluminados..." Hebreus 10:32
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