Arquivo para março \28\UTC 2008

28
mar
08

Entre os 4.000

wp_9cg_800.jpg

logo.PNGNo último final de semana tive a oportunidade de participar do 9º Congresso Internacional de Louvor e Adoração do Diante do Trono. Foram dias intensos de visitação do Senhor!

Diferente dos anos anteriores, o congresso ocorreu no Chevrolet Hall, limitando o número de participantes a 4.000 congressistas (nos anos anteriores, o congresso aconteceu no ginásio do mineirinho, com  a presença de cerca de 15 mil pessoas.), logo ao chegar ao local, pude passar um tempo com o Senhor entregando a Ele todas as minhas expectativas, pois este ano fui ao congresso sozinho o que de certa forma foi muito bom, por me proporcionar momentos mais intensos e livres na presença do Senhor. Neste período, pude ler a passagem de Gideão (Jz. 6 a 8) onde o Senhor escolhe Gideão para libertar Israel da opressão que vinha passando, mas para que eles não pensassem que foram libertos peã força de seu exército, o Senhor reduziu a 300 homens.

Estava me sentindo como um dos 300 homens de Gideão, pronto e selecionado para um importante batalha. Não que eu me sinta superior a alguém muito pelo contrário, acredito simplesmente que deveria aproveitar ao máximo esta oportunidade que tinha em minhas mãos, tendo em vista que muitas pessoas, inclusive meus irmãos, gostariam de estar ali, mas por ter acabado as inscrições, não puderam comparecer. Este sentimento foi confirmado logo no início da reunião, quando a Ana Paula comentou sobre este privilégio de estar em lugar onde muitos gostariam de estar.

Muitas coisas o Senhor fez por mim e por nós enquanto nação nestes dias. Cada reunião foi como um belo banquete, como definiu a própria Ana. Houve tempo de celebração, arrependimento, profecia, adoração, céu na terra mesmo! Em outras oportunidades vou relatar os feitos do Senhor nesse dias.

Quero deixar registrado meus eternos agradecimentos a Deus por sua presença tão intensa nestes dias, e também ao Diante do Trono por se disporem nas mãos do Senhor para serem um canal tremendo.

Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o SENHOR a estes. Grandes coisas fez o SENHOR por nós, pelas quais estamos alegres.” Sl 126:2,3

Abraços.

P.S.: Quem não foi e quiser ter um gostinho do que ocorreu nestes dias, visite:http://www.diantedotrono.com.br/cobertura_9_congresso/home.aspx

Anúncios
23
mar
08

Jesus: Nossa Verdadeira Páscoa

pascoa.png

logo.PNGApós um longo período vivendo como escravos no Egito, Deus intervêm na história dos israelitas e decide tira-los daquela terra por intermédio de Moisés. Inicialmente, Moisés deveria ser o mediador das providências necessárias para a liberação do povo pelo Faraó. Em muitas das tentativas de Moisés de convencer Faraó, este teve o coração endurecido pelo Senhor o que proporcionou o sofrimento de 10 pragas para o povo egípcio (Êx 7 a 12).

A décima praga determinada pelo Senhor, implicaria na morte de todos os primogênitos, desde os animais, até o filho do próprio Faraó. O que poupou os primogênitos dos israelitas, foi um ato de obediência a um mandamento do Senhor: “E falou o Senhor a Moisés e a Arão na terra do Egito dizendo: […] Falai a toda congregação de Israel dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. […] E tomarão do sangue, e pó-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão.” (Êx. 12:1,3,7 e 8). Não adiantaria ser uma pessoa boa, cumprir ritos religiosos, mas sim cumprir a tarefa de passar o sangue nos umbrais das portas, fazendo assim, o Senhor passaria por cima das casas marcadas sem ferir os primogênitos deste lar (Êx 12:13).

Naquela mesma noite, os israelitas saíram do Egito e a partir desse dia, na mesma data, todos os anos eles comemoravam a festa da páscoa. A festa consistia em matar um cordeiro e comer a sua carne, conforme estipulou o Senhor (Êx 12:11 e 14). Todos os cordeiros mortos representavam o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1.29) e que seria morto em uma páscoa.

Esta festa deveria ser comemorada e principalmente transferida para as gerações futuras (Êx 12:24), contudo, essas comemorações seriam apenas símbolo da verdadeira páscoa que estaria por vir. Paulo escreveu aos Coríntios: “Cristo é a nossa páscoa” (I Cor 5.7). Sua morte significou o nosso livramento, a nossa salvação. Ninguém poderá se salvar baseado em sua própria justiça ou bondade, mas é o sangue de Jesus, o cordeiro de Deus, que nos salva. Ele morreu para que não morramos espiritualmente, mas tenhamos a vida eterna.

Jesus antes de ser crucificado,  conversando com seus discípulos disse: “Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado” (Mt 26:2), um pouco mais a frente, lemos que os discípulos prepararam a festa da páscoa conforme as ordens de Jesus e celebraram a última páscoa com Ele “E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara, e prepararam a páscoa” (Mt 26:19). Existia um desejo em Jesus em cumprir a vontade de Deus para Ele, assim o seu desejo era cumprir a páscoa, se entregando como o cordeiro sem mácula por todos nós (“E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça” Lc 22:15)

Assim, hoje, não temos apenas uma festa em um determinado dia. Não precisamos matar um cordeiro e muito menos passar o seu sangue nos umbrais das portas de nossas casas, pois tudo isso já foi realizado espiritualmente através de nossa redenção em Cristo Jesus.

Infelizmente, a páscoa perdeu o seu verdadeiro significado, tornando-se apenas uma data para que o comércio fature com as vendas de chocolate e coelhos, que não tem ligação alguma com o sentido original desta festa. Claro que não é proibido comer chocolate, mas este não é o sentido real que deve nos motivar. Na páscoa, e em todos os outros dias, devemos nos recordar que Cristo nos salvou e purificou se entregando por nós.

Páscoa é uma celebração de fé (Hb 11:28).

 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5:8)

Abraços

14
mar
08

A Pessoa de Jesus

a-pessoa-de-jesus.png

logo.PNGEm Gênesis 1:26 lemos sobre a criação do homem, que foi feito a imagem e semelhança de Deus, em seguida Deus declara que esta criação é boa, e um pouco mais a frente Ele dá a este homem a responsabilidade de cultivar e guardar o jardim do Éden (Gn 2:15) . Neste ponto podemos perceber que existia algo perigoso na terra que Adão precisaria manter afastado do jardim uma vez que este jardim deveria ser guardado, eu creio que esta ameaça é seria o próprio satanás que não podendo agir no homem, e não tendo domínio sobre a terra que foi designada ao homem, encontrou na serpente um meio de enganar e destruir a boa criação de Deus.

Após a queda (Gn 3:1-6), satanás passou a ser o príncipe deste mundo (Jo 14:30, Lc 4:6) e o homem o seu servo, logo, o homem se encontrava em um estado de morte, que o afastou do seu Criador. A partir deste ponto, torna-se necessário um plano de salvação com o objetivo de ligar o homem a Deus novamente.

Em todo o Antigo Testamento, percebemos que Deus preparou o homem para a  reconciliação através de Jesus, percorrendo um caminho de conscientização de pecado, necessidade de arrependimento e “purificação”. Já no Novo Testamento, lemos a vinda de Jesus e a consumação do plano divino de redenção. Através da Cruz os nossos pecados foram perdoados (I Co 6:20) e podemos ter livre acesso ao nosso Criador novamente.

Ao vir ao mundo, Jesus estava em total submissão ao Pai, pois esta era sua vontade (Jo 6:38), e trouxe a glória a Deus para a terra, para assim completar a obra que o Senhor destinou a Ele (Jo 12:50 / 17:4).

Por diversas vezes, Cristo mostra sua humanidade (fome, sede, cansaço, entre outras coisas), e também sua divindade (ressucitar, milagres, entre outras), pois é necessário que o homem pague o preço do pecado e também que o mediador entre o homem e Deus fosse plenamente divino para que verdadeiramente Ele levasse sobre si o nosso pecados.

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Is 9:6

Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação”. II Co 5:19

Abraços

07
mar
08

Como o Futebol Explica o Mundo

futebol.png

logo.PNGAo iniciar a leitura do livro, pensei que se tratava de uma grande análise da enorme influência que o futebol exerce sobre todas as áreas da sociedade, no decorrer da leitura, esta expectativa se confirmou e acredito que teremos muito a descobrir com a história do futebol que se confunde com a história da sociedade, assim como a evolução sociológica da humanidade. Não sei ao certo se o futebol seria o reflexo da sociedade ou se este seria a causa/razão de certos aspectos sociais.

No capítulo inicial, quando Franklin Foer descreve as artimanhas das torcidas fanáticas que fazem do futebol um paraíso particular para exercer suas práticas gângsteres, me deparei com situações muito próximas das vividas aqui mesmo no Brasil na década de 90 (guardadas as devidas proporções), onde constantemente líamos notícias a respeito de violência entre torcidas organizadas, como por exemplo, o acontecimento intitulado de “Batalha Campal do Pacaembú” ocorrido em 20 de agosto de 1995 onde palmeirenses e são-paulinos se enfrentaram causando saldo de 110 feridos e a morte de um torcedor.

No decorrer da leitura, nos deparamos ainda com católicos e protestantes irlandeses se enfrentando na Escócia, desvirtuando por completo os princípios cristãos, ao qual estes times diziam ser representantes. Neste ponto, ficou muito clara que a intenção dos torcedores é apenas ter um motivo para realizar as suas práticas preferidas, sem ter o mínimo de critério, como provado pelo fato do time Rangers ser um representante protestante e tempos depois se tornar um representante católico. Podemos comparar este ponto com as “Cruzadas” que ocorreram entre os séculos XI e XIII, onde, fanáticos religiosos usavam a religião como motivo para alcançar suas vitórias políticas, através de guerras.

Finalmente, temos relatos da relação do futebol com o judaísmo o que nos demonstra que o esporte pode representar a potência de um povo, como é o caso de Cuba com grandes atletas que carregam não só a bandeira de seu país, como também a ideologia do comunismo. No caso dos judeus, a história foi abruptamente interrompida por Hitler.

Ao iniciar a leitura do quarto capítulo da obra de Franklin Foer, nos deparamos com uma outra face do hooliganismo, intitulando pelo autor de “sentimentalismo”. Acredito que esse seja a raiz do mal não só deste tipo de comportamento no futebol, mas também em outras esferas sociais, como por exemplo, guerras religiosas, o ceticismo e certos estudiosos, entre outros, que encaram sua fonte de atuação, com tamanha “paixão”, que acaba impedindo a compreensão do verdadeiro sentido que esta fonte se propõe, bem como os princípios das fontes contrárias a estes princípios.

Já no quinto capítulo do livro, nos deparamos com o relato da situação e história do futebol nacional, que apesar de seu considerável desempenho em campo, sofre com o que ocorre em sua administração, com a atuação de cartolas e da corrupção exacerbada que envolve enormes fontes de renda do país. A comparação da história do Pelé com a história que o Brasil atravessava é de bem pertinente, conforme demonstra os fatos narrados.

Sobre o racismo, que parecia ser um ato não praticado em um esporte tão popular futebol, percebemos que infelizmente ele é real. Ao lermos a saga de Edward (a grande promessa do futebol nigeriano), em sua temporada na Ucrânia, mas com fortes ambições de se tornar estrela do futebol ocidental, vemos que o racismo pode ser tão forte e presente até mesmo nos dias atuais. Neste capítulo do livro, podemos nos atentar ainda sobre as dificuldades e desafios que os jogadores enfrentam ao sair de seus países de origem, tendo que se adaptar com uma cultura completamente distinta da sua, novas maneiras de jogar o esporte, além das diferenças climáticas, que podem ser gritantes, como no caso da Nigéria e Ucrânia.

Na reta final da obra de Foer, nos deparamos com corajosos e impressionantes relatos sobre a  classe dominante do “negócio” futebol. Saindo das fronteiras brasileiras, vemos o mesmo poderio de oligarca; como denominado pelo próprio autor; atuando no futebol. Assim como no Brasil, o esporte se torna o brinquedo de poucos e o delírio de muitos, com tamanha força, capaz de seduzir até mesmo o autor, que ao participar de uma festa de comemoração de um título, se viu completamente encantado com o grande Milan. Na minha opinião, tudo estrategicamente preparado por Berlusconi & Cia.

Não muito distante, está o Barcelona, que simboliza a mais pura nacionalidade Catalã, através de um poder paralelo, capaz de muito em seus efeitos. Em disputa contra o Real Madrid, vemos o envolvimento da política espanhola, em favor do Real o que torna o clássico completamente alheio ao brilhantismo do esporte, por suas infindáveis corrupções nos mais diversos setores.

No nono capítulo, lemos a grande força do futebol até mesmo no Oriente Médio, levando mulheres desrespeitarem as rígidas Leis locais e unir-se aos homens em um único objetivo: ver sua nação jogando uma Copa do Mundo, além de saborear o ocidente pelas transmissões de jogos pela TV, onde é possível ter contato com anúncios ao redor do gramado de produtos ocidentais. Grande é o poder do futebol, capaz até mesmo de transcender a cultura de um povo.

No último capítulo, Foer relata seu contato com o Futebol, símbolo de um novo tempo nos Estados Unidos no passado, mas que ainda hoje enfrenta grande oposição de parte da população e também de outros esportes tipicamente americanos, como por exemplo o futebol americano,  o beisebol, o basquete e outros, que culmina no baixo desempenho da liga local e consequentemente da seleção americana.

Inexplicavelmente, o futebol explica o mundo. Um esporte coletivo e popular como este é capaz de coisas inacreditáveis.

Leitura indispensável para os amantes deste esporte nacional, e muito interessante para os profissionais envolvidos com esporte em qualquer nível. Apesar de ser um pouco maçante no início, a leitura vale a pena.

Abraços




"Lembrem-se dos primeiros dias, depois que vocês foram iluminados..." Hebreus 10:32
março 2008
D S T Q Q S S
« fev   abr »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Categorias