Arquivo para setembro \26\UTC 2008

26
set
08

Espiritualidade em Jó

“Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade.” Ec 7:15

O sofrimento do justo é algo inquietante ao ser humano, independente de crenças e religiões. Fazer o bem e receber algo contrário a isso, é incompreensível ao entendimento  (limitado) do homem, como percebemos no livro de Jó, através de seus questionamentos a cerca das situações adversas que ele atravessava e também pelos diálogos com seus amigos no decorrer da história.

Jó manteve-se íntegro durante toda sua vida e Deus honrou sua persistência em confiar nele. Mesmo sofrendo ataques devastadoras em sua vida pessoal, profissional e familiar, Jó soube lidar com sofrimentos aos quais muitos de nós nem ousamos imaginar.

Através do sofrimento, podemos nos achegar mais a Deus, nos conscientizando de sua Soberania e Magnitude, mas não devemos fazer disso uma “receita” que nos prende ao sofrimento como única maneira de nos aproximar de Deus. Se com Jó o sofrimento foi uma forma de prová-lo, inúmeros outros valentes bíblicos foram provados por ter em abundância e em situações extremas de sucesso e conforto, como Davi e Saul que em momentos distintos, possuíam toda honra possível.

Por não pertence ao sistema dominado e dirigido por Satanás, que vive debaixo da regra do pecado, o justo pode sofrer. O evangelho é uma contra cultura à cultura do mundo, e como não pertencemos a este sistema nós o incomodamos. O justo padece sofrimentos porque a sua maneira de viver contraria o mundo. Por isso o mundo nos quer colocar em servidão e nos aborrecer.

Apesar de tudo, acredito que algumas perguntas permaneceram sem resposta e nos impulsionaram para um novo nível de fé, onde só podemos crer. Que nós, cristãos, aprendamos com o sofrimento a deslocar o olhar das adversidades, a obter uma visão transcendental, a colocar a Palavra de Deus como prioridade em nossa vida e a buscar forças no Senhor para superar os obstáculos de nosso dia-a-dia.

“Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso.” Tg 5:11

Abraços

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19
set
08

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” Hb 11:1

A nossa fé é uma convicção, e isso independe das circunstâncias.

Nossa fé também não pode ser comparada com a fé do mundo, por exemplo, uma pessoa que entra em um ônibus, tem fé que este ônibus fará o percurso que está pré-designado a fazer e que o ônibus o levará ao seu destino. Mas nós enquanto cristãos, devemos ter uma certeza bem maior que essas coisas. Devemos crer no poder soberano e amor incondicional do Senhor Jesus. Devemos esperar por sua volta, e isso implica em crer no cumprimento de suas promessas. É algo bem maior.

Muitas vezes podemos confundir a fé com diversas coisas que não são, como por exemplo, pensamento positivo, confissão otimista, emoção, entre outros.

Percebemos que a nossa vida não pode ser conduzida exclusivamente pelos sentidos físicos que estão sujeito ao engano, mas não devemos desconsiderá-los, pois é através deles que recebemos a palavra de Deus. Ouvir por exemplo, é um dos sentidos físicos, mas nós não podemos confiar apenas no que ouvimos, mas também não devemos desprezá-lo, pois “a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm. 10.17).

Uma vez gerada em nós, a fé passa a ser o fator dominante na nossa relação com o Senhor. O mais importante não é o que vemos ou o que sentimos, mas o que cremos com base na Palavra de Deus. Está escrito: “O justo viverá pela fé.” (Hb. 2.4).

Paulo em Romanos 8:28 declara que sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” isso é uma convicção, ele não afirma que vemos ou sentimos. O mesmo é percebido no texto de Jó  19:25 que declara: “Eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra.” E isso independe tanto das circunstâncias, quanto dos seus sentidos.

Crer na palavra de Jesus, implica em contentamento em relação ao que está escrito. Por exemplo, Ele disse: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mt. 18.20.) Se cremos nisso, cremos que Sua presença é real se sentirmos ou não. Devemos acreditar em suas promessas e Paulo nos ensina: “Andamos por fé e não por vista” (2Co. 5.7). Isso é “andar no espírito”, como relatado em Gálatas 5:16.

“…e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” 1 João 5.4

Abraços

14
set
08

1 Ano

“Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e não se apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos.” Dt 4:9

 

Lembro-me claramente quando comecei a perceber a importância da história. Ao ler a Bíblia, parecia que os versículos que afirmavam a importância da história, ficavam mais evidentes (leia mais aqui). Ao ler um texto na internet, lá estava a história novamente (leia post clicando aqui). Ao ir a igreja, as pregações falavam claramente a respeito da importância da história (leia sobre isso aqui). Ao ler um livro, lá estava descrito a importância da história (leia mais clicando aqui). Até mesmo na faculdade, em meio a uma aula a professora nos ensinava a prestar mais atenção em nossa história. Onde quer que eu fosse lá estava alguém falando a respeito desta história.

 

No livro de Hebreus, capitulo 10, versículo 32, lemos: “Lembrem-se dos primeiros dias…”. O autor instigava o povo de Hebreus a resgatarem sua história para que mantivessem a essência do cristianismo no meio deles. Da mesma forma, nós hoje, devemos nos lembrar do que o Senhor fez por nós e também pelos israelitas. Não há melhor forma de mantermos vivo o nosso testemunho do que escrevermos. Muitas vezes somos confrontados com as situações que tentam apagar nossas experiências e nos fazem imergir apenas nas circunstâncias que nos cercam.

 

Neste contexto, percebi a importância de registrarmos a nossa história. Escrever nossos vários momentos para que depois de um tempo tenhamos claramente nossa caminhada descrita. Processo de extrema importância para que possamos nos conhecer melhor e definirmos onde estávamos, onde chegamos, onde falhamos… Foi nesse momento que tive a idéia de criar um blog que deveria expressar a importância da história.

 

Exatamente no dia 14 de setembro de 2007, publiquei o primeiro post deste blog e desde então, foram 54 posts, 44 comentários e uma média de 960 visitas por mês! Glória a Deus por isso!

 

Com a chegada dos comentários, percebi que além de um importante registro, este diário on-line também possui a importante função de levar uma mensagem diferenciada a muitas pessoas. Como é bom poder fazer Jesus conhecido!

 

Espero que cada dia mais as pessoas sejam edificadas com as mensagens e que elas saibam o quanto são amadas por Jesus!

 

para que contes aos ouvidos de teus filhos, e dos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os meus sinais, que tenho feito entre eles; para que saibais que eu sou o SENHOR.” Ex 10:2

 

Abraços!

13
set
08

Dons e Ministérios

“Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros”. (Rm 12:4,5)

Dom é um atributo especial que recebemos apenas pela graça do Senhor, não é algo que temos por mérito ou recompensa. Recebemos os dons com o propósito de edificar a Igreja (os que estão a nossa volta). Não devemos cometer o erro de se importar apenas com o nosso caráter e/ou apenas com os dons, pois os dois têm sua função e importância. Temos que busca o equilíbrio.

Podemos classificar os dons da seguinte forma: Dons do saber (palavra de sabedoria; palavra de ciência; e discernimento de espíritos); Dons de fazer (fé; cura; e operação de milagres) e Dons de falar (profecia; línguas; e interpretação).

Não podemos deixar de destacar que Paulo em I Coríntios 14:1-3, nos orienta a buscar com zelo pelos dons do Espírito, principalmente o de profetizar que edifica um maior número de pessoas pela sua característica de “transmitir” a mensagem do Espírito para a Igreja, cumprindo mais fácil e rapidamente a “função” de edificar o Corpo de Cristo.

Ministério significa servir, sendo, na minha opinião, primeiramente a Deus, depois a Igreja (corpo de Cristo), e também ao mundo através do nosso testemunho. Não podemos confundir um ministério com um título dado as pessoas, pois um ministério é um serviço/função, já um título é algo pessoal.

De acordo com as escrituras percebemos que os ministérios têm a função de estabelecer o conhecimento de Cristo, unidade da fé, aperfeiçoamento dos santos e edificação do Corpo de Cristo. Conforme descrito em Efésios, percebemos que são cinco principais ministérios: Apóstolo (edificação das bases de igrejas); Pastor (cuida das ovelhas); Profeta (um canal de revelação de Deus para a igreja, apontando uma direção); Mestre (ensina a igreja) e Evangelista (propagação do Reino).

Através dos nossos dons e ministério Deus nos usa como seus cooperadores e supre nossas necessidades em relação ao recursos espirituais, para que possamos cumprir as tarefas por Ele designadas, edificando a Igreja e propagando seu Reino.

“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (I Pe 4:10).

Abraços

05
set
08

O Caminho Mais Curto

Em quase todas as situações, nós, seres humanos, temos a tendência de querer encurtar os caminhos pelos que passamos – obviamente, queremos chegar mais rápido. Mas nem sempre é a melhor opção.

 

Às vezes eu me perguntava: “Porque as coisas sempre demoram mais comigo?” Sempre questionei o Senhor a respeito dessas coisas. Em todas elas eu vi que realmente era melhor esperar ou passar pelo caminho mais longo. Temos um exemplo disso no povo de Israel, quando saíram do Egito.

 

O Senhor sabia que o povo estava, de certa forma, acomodado com a escravidão. E ainda não era a hora de enfrentar os Filisteus. Nós não podemos encarar os inimigos que estão na frente sem primeiro nos livrarmos dos que estão atrás. Não podemos encarar uma batalha deixando outra pendente, porque nunca estaríamos concentrados da maneira que deveria ser.

 

Quando se trata de ministério, muitas vezes acontece o mesmo. Queremos ministérios bem-sucedidos, rapidamente e sem ter de pagar o preço. Quando eu me converti ao Senhor Jesus, já era músico profissional. Quando os meus lideres (na época da minha conversão) descobriram meus dons e talentos, rapidamente me chamaram para ministrar. E como eu tinha muita experiência com o público, não tive dificuldades em cantar e tocar novas canções.

 

Eu creio hoje que aquilo foi um erro. Eu não estava pronto para encarar essa “guerra”. Os inimigos que estavam atrás de mim não tinham sido vencidos ainda, e eu carregava um fardo de feridas não saradas que toda hora vinham à tona. Um erro muito grave que acontece nas igrejas é que as pessoas são vistas e reconhecidas por causa dos dons. Como já disse em outras ocasiões, Deus não se impressiona nem um pouco com nossos dons e talentos; Ele traça o caminho e nós obedecemos – ou não. Deu quer que sejamos ministros curados.

 

Não podemos basear nossa vida ministerial apenas nos dons e talentos; tem que haver conteúdo vivo, uma alma sarada e uma mente concentrada naquilo que estamos fazendo. Eu fico imaginando o povo de Israel, se tivesse ido pelo caminho mais curto. Provavelmente teriam desistido e voltado atrás logo na primeira batalha. Os filisteus eram assassinos ferozes e sanguinários, e o povo de Israel estava totalmente “enferrujado” por causa da escravidão. Quando tomamos decisões contrarias à vontade de Deus, ficamos sem a orientação da coluna de nuvem, durante o dia, e da coluna de fogo, durante a noite. Ficamos desorientados, e começamos a errar consecutivamente.

 

Quando vinham as lutas, eu pensava: “Ah, que saudades do mundo e de tocar nas noites de Buenos Aires! Não tinha tanta luta!” Mas na guerra não há tréguas. Como poderia eu enfrentar os novos inimigos sem vencer os antigos? O Egito estava nas costas de Israel. E Israel precisava se livrar dele. O problema é que para ver o nosso inimigo derrotado precisamos encarar o mar – o que não deixa de ser um confronto. O mar, em minha vida, era largar tudo e obedecer a Deus, ou seja, começar do zero. Na verdade dá medo, porque apesar das lutas e tribulações, não queremos perder o “lugar” conquistado.

 

Depois de quase três anos de ministério eu percebi que estava andando no caminho errado. Eu queria encurtar a coisa, mas Deus tinha outros planos. Depois de um episódio em um evangelismo, eu tive a clara direção de Deus de entregar o ministério em Suas mãos e deixar que ele me livrasse dos inimigos que estavam atrás de mim. O mar me foi apresentado e eu poderia novamente escolher.

 

É uma questão de confiança no Senhor. O problema do escravo é que ele acaba confiando na escravidão. O fato de ser livre lhe causa medo, porque não saberia como agir diante de escolhas. Sendo escravos, não temos muitas opções. Mas quando se apresentam as opções, somos incapazes de tomar decisões. De certa forma, a escravidão acaba gerando um falso conforto que é difícil de abandonar. Quando há pendências do passado sem resolver, vamos acrescentando peso ao nosso fardo à medida que avançamos. E o inimigo em nossas costas vai chegando mais e mais perto de nos destruir. Esse inimigo precisa ser vencido antes de encarar outros.

 

No meu caso, eu resolvi entregar tudo nas mãos de Deus e deixar ele me conduzisse pelo mar. O mar é o preço que pagamos. Às vezes ficamos com medo, às vezes sozinhos e às vezes olhamos para atrás; mas quem abre as águas é o Senhor. Ele sopra o vento na hora certa para o mar se abrir. É sempre uma escolha diante de nós. Eu poderia perfeitamente continuar forçando a barra com meu dom e talento, mas estaria sempre com a sombra do “inimigo de trás”.

 

Depois que Israel atravessou o mar, ficou livre desse inimigo. Logo viria o deserto e apareceriam outros inimigos pela frente. Novamente Deus os conduziu pelo caminho mais longo, porque Ele precisava tratar com o caráter dos seus filhos. Mas esse é outro assunto.

 

Paz para o seu coração,

 

Jorge Russo (Jorjão)

Ministério Trio

ministeriotrio@bol.com.br

 

Visite: www.ministériotrio.com.br




"Lembrem-se dos primeiros dias, depois que vocês foram iluminados..." Hebreus 10:32
setembro 2008
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