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out
08

Nadando Contra a Maré

O livro de Daniel nos apresenta diversas muito pertinentes para os nossos dias. Gosto muito de ler este livro, pois de tempos em tempos tenho uma nova revelação sobre ele.

 

Lendo o primeiro capítulo, pude perceber que a situação inicial de Daniel muitas vezes se repete em nossas vidas, e não só podemos, como devemos aprender com este jovem.

 

Após sitiar a cidade de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, solicitou o que fosse buscado da família real de Israel, alguns jovens, mas não poderia ser qualquer jovem, lemos no versículo quatro que este jovens deveriam ser “sem defeito físico, de boa aparência, cultos, inteligentes e que dominassem os vários campos do conhecimento” (Dn 1:4a). Quantas qualidades deveriam ter estes jovens, acredito que se assemelha muito as exigências que o mercado de trabalho, as pessoas, o sistema, nos exigem, não acham?

 

Entre os jovens escolhidos estavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Cada um deles possuía um nome com significados, como é costume dos judeus, mas no versículo 7 lemos que eles receberam novos nomes, então passariam a se chamar Beltessazer, Sadraque, Mesaque, Abede-Nego, respectivamente, todos eles relacionados com deuses pagãos. O nosso nome está diretamente ligado a nossa identidade, e principalmente para os judeus, essa é uma questão muito importante. Assim que chegaram em Babilônia, trocaram, seus nomes, não só por uma questão administrativa, mas para que eles se amoldassem aos padrões do novo mundo que eles estavam inseridos. Muita semelhança com os nossos dias não é mesmo? Muitas vezes recebemos títulos que nos rotulam sem nem mesmo corresponder ao que somos de verdade.

 

Prosseguindo na história de Daniel, vemos que o rei já havia decido qual a comida que os jovens que o serviria deveriam comer (Dn 1:10). Comidas que os israelitas consideravam contaminadas, pois eram oferecidas a ídolos. Hoje, não é muito diferente, afinal, o mundo nos oferece muitas coisas que sabem ser impuras e que não condizem com os desejos de Deus para o homem, mas no versículo 8 lemos que Daniel decidiu não se contaminar. Houve uma decisão! Daniel corajosamente decidiu nadar contra a maré, não se curvar diante das ofertas agradáveis, mas contaminadas “por dentro”. Com sua decisão, Daniel dizia: “Olha, seus manjares são agradáveis à vista, mas estou decido a não me contaminar com eles. Não quero desagradar meu Deus!”.

 

Em lugar desta comida, Daniel e seus três amigos comiam vegetais e água, e após dez dias, eles estavam mais fortes e saudáveis que os outros jovens (Dn 1:15). Não tem uma explicação lógica e racional para isso. O ser humano não pode viver sem determinados tipos de alimentos, caso contrario de enfraquece, mas Daniel e seus amigos comiam as únicas coisas que provavelmente eram “puras” naquele lugar e nenhuma outra explicação há senão a intervenção de Deus na saúde e desenvolvimento daqueles jovens. Acredito que esta foi a resposta de Deus para a decisão tomada por Daniel e seus amigos.

 

Da mesma forma que Deus fez aqueles jovens, acredito que Ele fará conosco. Mas antes de tudo, deve haver uma decisão de nossa parte. Nós é que devemos nos abster das comidas impuras oferecidas pelo mundo, por mais saborosas que elas pareçam. Devemos ter a coragem de proclamar que não nos contaminamos com os sabores mundanos, pois isso desagrada ao nosso Deus, e nos mais ele nos responderá! Deus se revela aos que o buscam.

 

Recordo-me certa vez em uma festa que dois colegas da faculdade me perguntaram se eu não usava nenhum tipo de droga. A minha resposta foi enfática: Não! Depois deste não é claro que eles vieram com seus argumentos dizendo que é bom demais; que eu não sabia o que estava perdendo; eu era a melhor coisa do mundo; que eu ficaria louco quando experimentasse; que não pararia mais de usar, etc, etc. Na hora, pensei que deveria dar uma resposta racional, sem apelar para questões religiosas, e expliquei para eles que não via necessidade de usar este tipo de coisas e que isso era uma decisão.

 

Obvio que eles não entenderam muito bem, mas acredito que pude testemunhar algo diferente para eles. Eu estou decido a não me contaminar com a comida que o mundo me oferece, por mais “louca” apetitosa e prazerosa que possa parecer. Espero que você também tome esta decisão, e possa desfrutar da resposta de Deus, assim como Daniel, Hananias, Misael e Azarias.

 

Abraços


1 Response to “Nadando Contra a Maré”


  1. 1 Marcelo Oliveira
    13 outubro, 2008 às 5:51 pm

    Graça e Paz! Seu blog é uma benção pra mim, lí alguns textos e recebi luz, guia, paz e entendimento da palavra do Senhor, simples e objetiva!

    Graças a Deus por tudo isso! O Senhor te escolheu para esta obra, continue iluminando corações com esse blog! ;)

    Deus te abençoe, em nome de Jesus.


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