Archive for the 'Natal' Category

25
dez
09

Verdadeiro Natal

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós (…)” João 1:14
“E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.”Ef. 2:6

  • O Trono

Vislumbre o Trono Celestial, sua magnitude, esplendor e glória, e embaixo dele uma escada com vários degraus. Sua extremidade superior toca o céu e a outra a terra. Exatamente igual à escada que Jacó viu. No entanto, nestes degraus quem descerá será o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Sua descida é a consumação de um plano que começou antes mesmo da criação.

Um projeto celestial que teve inicio antes de Adão ouvir a serena Voz de Deus, e agora, o céu inteiro aguarda e observa. Todos os olhos se fixam numa figura: O Rei Supremo.

O céu está emudecido. Até os anjos silenciaram. O motivo foi um decreto, todo o céu está ciente: “O Rei descerá”. Deixará seu Trono, sua coroa, seu cetro. Abdicará da sua majestade, esplendor e glória. Nada pode contê-lo, ninguém pode detê-lo.

Anjos, Arcanjos, Querubins e Serafins, todo o exército celestial acompanha atentamente o movimento no céu. Algo está prestes a acontecer. Deus entregará seu Filho Unigênito, o Único e Incomparável.

E Ele virá de forma simples e humilde. Degrau após degrau; ato após ato; renúncia após renúncia. Ele descerá, e então subiremos. Escalaremos pela fé os degraus da Salvação. Amparados pela potente mão do Rei.

Cada degrau representa uma situação vivenciada por Jesus para que todos pudessem ter acesso à salvação. Seu nascimento, sua vida, sua missão e sua morte. Tudo planejado. Tudo esperado.

  • Inicia-se a Descida

Noite em Belém. Estaleiro, fenos, vacas, escuridão (…) Este é o cenário.

José e Maria estão cansados, acabaram de chegar de Nazaré. Os pés estão com bolhas e a fadiga é estressante. Suas mentes estão confusas, talvez desanimados. Receberam uma grande promessa de que Aquele menino que nasceria seria o Messias aguardado por Israel. No entanto, a situação é inversa.
Tiveram que sair da Galiléia para que José viesse alistar-se em Belém, cidade de sua linhagem familiar.

A esposa começa a ter contrações que aumentam gradativamente. A hora é chegada. O grande momento. Nasce o menino profetizado.

Não encontram um lugar confortável. A estalagem esta cheia. Inicia-se uma disputa por lugar com alguns animais. Ele perde espaço, o que resta é uma manjedoura avistada por José. Isso mesmo!!! Um objeto utilizado para dar comida para os animais é o local onde o Filho de Deus receberá seus primeiros toques de carinho humano. Pegam o pequeno garoto, envolvem-no em um pano e deitam ali o Rei dos Reis.

Não concordo! Pode ser a exclamação de alguém (A minha também!).

Por que o nascimento de Jesus, o Filho de Deus, não se deu de maneira esplendorosa? Podemos indagar.

No nosso cenário o Messias deveria ser recepcionado numa enorme festa de boas vindas; no mais belo Palácio; na mais bela noite.

Seu berço seria adornado de ouro reluzente, coberto com panos de seda. Provindo de uma família Real, teria uma infinidade de empregados para lhe servir.

– Tudo bem que Deus, na sua infinita graça, deu seu único Filho; agora, não poderia ter vindo de forma notória e esplendida? Indagamos.

Lucado fez sua conjectura acerca da reação de Gabriel ao saber que Jesus desceria:

“Gabriel deve ter colocado as mãos na cabeça com esta incumbência. Ele não era de questionar as missões dadas por Deus. Enviar fogo e dividir mares faz parte dos seus trabalhos da eternidade para este anjo. Quando Deus mandava, Gabriel obedecia.
E, quando soube que Deus tornar-se-ia homem, Gabriel ficou entusiasmado, visualizando o momento.
O Messias em uma carruagem reluzente.
O Rei descendo em uma nuvem de fogo.
Uma explosão de luz da qual emergirá o Messias.”

Yancey também relata a versão de J. B. Philips acerca de um anjo antigo que está mostrando a um anjo muito jovem os esplendores do universo.

“Eles vêm galáxias turbilhonantes e sóis flamejantes, e depois adejam através de distâncias infinitas do espaço até que finalmente entram em certa galáxia de 500 bilhões de estrelas.
Enquanto os dois se aproximam da estrela a que chamamos sol e dos seus planetas circulantes, o anjo mais velho aponta para uma esfera pequena e um tanto insignificante que se movia muito lentamente sobre o seu eixo. Ela parecia tão sem graça quanto uma bola de tênis suja para o pequeno anjo, cuja mente estava cheia do tamanho e da glória de tudo quanto vira.
– Quero que você observe esse planeta em particular. Disse o anjo mais velho, apontando com o dedo.
– Bem, parece muito pequeno e um tanto sujo. Disse o pequeno anjo. – O que há de especial nele.
– Este é o planeta visitado pelo Nosso Grande Deus. Respondeu
– Você quer dizer que o nosso grande e glorioso Príncipe (…) desceu em Pessoa para essa bolinha de quinta categoria? Por que Ele fez uma coisa dessas? (…)
O rosto do pequeno anjo enrugou-se de desgosto.
– Você está me dizendo que Ele desceu tão baixo para se tornar uma daquelas criaturas rastejantes e arrepiadoras daquela bola flutuante?
– Sim, e não penso que Ele gostaria de que você as chamasse de “criaturas rastejantes e arrepiantes” com esse tom de voz. Pois, por estranho que possa parecer para nós, Ele as ama. Ele desceu para visitá-las a fim de torna-las parecidas com Ele.
O pequeno anjo ficou pasmado. Tal pensamento estava além de sua compreensão.

Todavia, nós erramos quando pensamos que Deus deve agir da mesma forma que agiríamos. Quando imaginamos que os padrões do Criador são os mesmos que os nossos e quando indagamos a forma de agir do Criador.

A forma que o Rei estabeleceu para viver foi notória do seu nascimento à sua morte. O padrão constituído foi um culto à simplicidade e um grito pela humildade.

Simplicidade e Reino não são antagônicos, assim como humildade e poder.

Ele nasceu em um estábulo. Teve pais muito pobres. Viveu em total obscuridade na Galiléia. Por que Jesus assumiu uma posição tão baixa em sua encarnação? Para que soubéssemos que ninguém fica fora de sua graça. Todos são importantes aos olhos de Deus. Jesus identificou-se com aqueles que estão no degrau mais baixo da escada, o que significa que todos têm esperança por causa da encarnação do verbo; por causa da descida de Deus. Quer seja branco ou negro, rico ou pobre, bonito ou feio. Todos são iguais aos olhos de Dele.

  • No Nosso Lugar

De fato, o objetivo principal de Jesus ao descer era colocar-se no lugar de cada ser humano. Não bastava tão somente uma obra de salvação constituída meramente por palavras; era necessário um ato de salvação, uma atitude de redenção. E foi exatamente o que Deus fez. Largou as vestes gloriosas do céu e tomou as panos da humanidade. Deixou a magnitude do firmamento pela simplicidade terrena. Fez isso porque sabia exatamente qual era a nossa necessidade.
Se você se aproximar de qualquer pessoa e perguntar qual é a sua necessidade mais profunda, se ela for completamente honesta, se tiver alguma informação… a resposta será Jesus.

Mas deixe-me completar esse texto com uma pergunta e uma resposta.

A pergunta é: Você sabe por que Jesus desceu?

Eis a resposta: Ele desceu para que nós subíssemos!

Escalássemos os degraus da fé até chegarmos à Sua santa presença. Paulo é quem explica:

“E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.”Ef. 2:6

Compreende agora?
Ele desceu para que subíssemos;
Ele morreu para que vivêssemos;
Ele nasceu para nos dar vida eterna.

Esse é o verdadeiro propósito do natal!

Por  Valmir Nascimento Milomem

Disponível em http://comoviveremos.com/2008/12/24/verdadeiro-natal/

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22
dez
07

O Natal e o seu Significado

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logo.PNGA HISTÓRIA DO HOMEM

A Bíblia é um livro que revela Deus, sua vontade e seus planos eternos para o homem. No livro de Gênesis, que nos fala do começo de todas as coisas, encontramos o trágico capítulo da entrada do pecado na humanidade, quando, ao escolher a sugestão da “antiga serpente” para desobedecer ao seu Criador e Senhor, algo terrível aconteceu com o homem, cuja conseqüência atingiria a toda a sua descendência (Gn 3:1-13).

O pecado passou a dominar a natureza humana. Satanás passou a ter domínio sobre a terá. A morte entrou na história dos homens. E uma espada flamejante foi colocada para guardar a “Árvore da Vida”. O homem, lançado fora do jardim do Éden, teria que sustentar a família com o “suor do rosto”. Antes, o trabalho agradável, de cultivar o jardim e guardá-lo para Deus, eram sem cansaço e suave. Depois do pecado, tornou-se pesado e estressante. A mulher passou a ter dor ao dar a luz aos filhos. E a terra foi amaldiçoada, produzindo espinhos e abrolhos (Gn 3:14-24). Mas, Deus, que é cheio de misericórdia e compaixão, proveu para o homem a solução para o problema do pecado e do domínio de Satanás sobre sua vida e sobre a terra, seu “habitat”. Deus, solenemente prometeu a Adão e aos seus descendentes que enviaria “da semente da mulher” um que haveria de “esmagar a cabeça da serpente” (Gn 3:15).

ISRAEL E A VINDA DO MESSIAS

Nos 4 milênios que se passaram, desde que Adão fora expulso do paraíso, muita coisa aconteceu. A terra se corrompeu com tanto pecado que foi necessária a destruição de todas as civilizações contemporâneas de Noé. Apenas ele (Noé) e sua família (8 pessoas) é que escaparam de maneira estupenda (construção da arca) do dilúvio enviado pelo juízo de Deus (Gn 6, 7, 8 e 9).

Haveria uma nova chance para o homem. Um novo começo. Uma nova família que buscava a Deus e haveria de viver em sua presença. Mas o homem não conseguia viver perto de seu Criador e Senhor. O pecado continuava dominando seu coração.

Deus então separou um homem: Abraão. e, desse homem, o Senhor levantaria um povo separado para conhecê-lo, a quem ele se revelaria. E na linda história de Israel, encontramos profetas, sacerdotes, reis, que olhavam para o futuro e aguardavam a vinda gloriosa do seu “Messias prometido”, aquele que haveria de trazer o “Reino de Deus ” à terra.

A HISTÓRIA DO NATAL

O momento certo, preparado por Deus, chegara. Completava-se a “plenitude do tempo” (Gl 4:4). “Vindo porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei”. O relógio de Deus apontava para uma nova era na história da humanidade. A esperança habitaria com os homens e a salvação estaria bem perto.

Lucas buscou diligentemente os relatos das testemunhas oculares da história da salvação: da vinda e do ministério do “Messias prometido”, Jesus de Nazaré. Ele contou sobre o nascimento de um menino especial, há 2.000 anos: João Batista, filho do sacerdote Zacarias e Isabel. Este seria o “arauto do Rei dos Judeus”. Aquele que iria preparar o caminho para o Senhor. João Batista, ao nascer, recebeu uma palavra profética dos lábios de seu pai: “Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo do seus pecados” (Lc 1:76-77).

Quando Isabel estava no sexto mês de gravidez, o anjo Gabriel anunciou a Maria, sua prima: “Eis que conceberás e darás à luz um filho a quem chamarás pelo nome Jesus. Este será chamado Filho do Altíssimo…” (Lc 1:31-32). O nascimento de Jesus foi totalmente cercado de uma atmosfera de grandiosidade, milagres e demonstração do poder de Deus. Maria concebeu seu Filho primogênito, por obra direta do Espírito Santo (Lc 1:34-38). Ao encontrar-se com Isabel, quando ambas estavam grávidas, houve o “derramar” da alegria do Espírito Santo sobre elas, e Maria cantou, na sua inspiração divina (Lc 1:46-46).

Jesus nasceu em Belém da Judéia, a cidade de Davi, conforme a profecia (Mq 5:2). Anjos estiveram acompanhando de perto, todos os detalhes de sua vinda a terra. Quando seu esposo, José, estava confuso e pensou em abandonar Maria, o anjo lhe apareceu em sonhos e disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará a luz a um filho e lhes porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1:20-21). Uma multidão da milícia celestial cantou: “Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2:8-14). E homens sábios do Oriente vieram para adorar o menino-Deus que havia nascido para ser “rei” em Israel (Mt 12:1-12).

Hoje, o mundo comemora o Natal, mas de forma errada. Os festejos estão cheios de lendas e desvirtuando o sentido real da vinda de Jesus ao mundo. Nas lojas, as músicas fazem alusão ao “Papai Noel”, que dá brinquedos e as famílias se preocupam com presentes e ceias natalinas. Entretanto, a verdadeira mensagem do Natal é anunciada pelo apóstolo João: “A luz veio ao Mundo”. Natal é tempo de proclamação do Evangelho. É tempo de anunciar que Deus enviou seu Filho Amado para que “todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).

O NATAL NA IGREJA

Em algumas igrejas, riscou-se a comemoração do Natal de suas festividades. Colocando-se em posição contrária à romanização ou “paganização” do cumprimento profético da vinda do Salvador, muitos não se alegram nessa data. Alguns sentem até tristeza. Não fazem nada. Não cantam. Não fazem comemorações especiais, dizendo que esta não era uma festa dos primitivos cristãos. Entretanto, os céus festejaram o primeiro Natal. Os anjos cantaram. E, como é gostoso cantar: “Glória a Deus nas alturas”, especialmente nesta ocasião. Como temos um clima propício para a evangelização nesta data tão conhecida: o melhor presente é Deus quem nos dá. Para o pobre e para o rico. Para os adultos e para as crianças. Como podemos usar esta ocasião para anunciar o cumprimento do amor de Deus!

Vemos refletir juntos a buscar cumprir a vontade do Pai Celeste; responda: como você tem comemorado o Natal? Apenas festas, presentes e comidas, sem se lembrar do seu significado? O que você tem feito para levar a mensagem salvadora aos seus parentes e amigos? Você sabe cantar lindos cânticos de Natal e refletir seu significado? Você tem buscado compartilhar com sua família, seus colegas de trabalho, de escola, seus vizinhos, a mensagem do Natal? Como você acha que deveria ser comemorado o Natal em sua célula, na família e na Igreja?

Por Pastora Ângela Valadão Cintra

Igreja Batista da Lagoinha

Visite: www.lagoinha.com




"Lembrem-se dos primeiros dias, depois que vocês foram iluminados..." Hebreus 10:32
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